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Pregou em vão?

                               Rosa Pena


Era bem nutrida de corpo. A mente sempre atrasada no tempo. Mas, não eram poucas as dádivas que havia recebido DELE. Quem dera que um décimo dos mortais tivesse recebido metade delas.
Por que razão então não se suportava e insistia no autoboicote?
Ela travava uma batalha diária para ser má, falsa, perversa.
Havia feito esta opção para justificar sua solidão? Consequência no lugar da causa?
Esta é a resposta que encontrei. Ninguém nasce mau, este conceito é primordial, jamais colocarei minha fé em dúvida.
Não se arriscou a bondade, sinceridade, elegância, até porque se tivesse optado por este lado, como enfrentaria o conflito da rejeição que a vida impõe a todos nas mais diversas situações da vida. Quem nunca foi rejeitado atire a primeira flor.

Paz e amor!
Virou uma pessoa triste e amargurada. Mal-amada por homens e odiada pelas mulheres.
Infelizmente nunca descobriu que a maior rejeição que sofria era a de olhar-se no seu espelho interior.
Nele, era mais feia que a madrasta. Na geladeira vazia de sua vida, saboreou a última maçã que encontrou. Envenenada pelo  seu ódio com a vida. Virou faquir.

Atualmente é encontrada em jejum afetivo, presa nas mentiras que fomenta para ferir seus semelhantes. Condenada de si mesma.
Nunca percebeu o porquê dos pregos que Jesus teve que encarar.
Coitada! 


(2003)


 
Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 04/12/2004
Reeditado em 17/05/2015
Código do texto: T488
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Pena
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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