DÍLSON E EU PARTE PARTE FINAL.


FINAL


RECAPITULANDO


 
        Aí ela se ajeitou mais ainda apertando-se contra mim e disse: - pronto, falou com a boca mole e continuou a falar: - agora está boa para beijar, e colou os lábios nos meus enfiando a língua e me beijava o rosto e depois a boca, e aí não satisfeita ficou lambendo o meu pescoço e de repente ela arrancou todos os botões do meu pijama preto de bolinhas vermelhas e desceu me mordendo, mordeu no meu umbigo e... “E” nada! Estão olhando não é? Vou apagar a luz
 
SEGUE

     Foi uma noite repleta de nuances e situações que seria um desacerto para um homem idoso, Tais arroubos só mesmo um jovem para aguentar este tranco, eu achei que a tal folhinha era muito perigosa, mesmo tendo me feito virar um Super Man, A doutora quando acordou ainda estava sob o poder daquela coisa, pois, me atacou novamente e eu... Eu não, o meia porção é que estava em ponto de bala, fiquei pensando quanto tempo duraria o efeito daquele veneno tão doce e maravilhoso. Ao mesmo tempo, pensei que um homem idoso poderia morrer facilmente com o desgaste das suas células já cansadas do seu corpo, mesmo que ela me fizesse conhecer o paraíso de uma forma ainda não vivida antes.

     A menina não se satisfazia, e engraçado que ela não parecia saber que aquela era uma situação inusitada., isto porque me elogiava como se eu fosse um garanhão da melhor estirpe, de repente ela se assustou ao ouvir o seu celular tocar. Levantou-se de um salto e disse puts grilos esqueci da clinica, é hoje que eu apanho do meu pai. Vestiu-se com rapidez, me encheu de beijos disse que me amava e saiu correndo deixando a porta escancarada e gritando já do lado de fora, a noite eu volto.
     
     Fechei a porta e me deitei ainda nu, tentando assimilar todo o acontecido naquelas últimas horas, após pensar um pouco me levantei e abri a mala pegando todas as folhas para jogar no vaso, mas aí me dei conta de que se eu jogasse todas e ela voltasse, como este pangaré que ela chamou de garanhão ia se arranjar? Separei dez folhinhas disposto a guardar de novo, pensei naquela galinha peladinha doida e resolvi, separei mais dez, sabe-se lá quanto tempo ainda vou ficar aqui?

     Tomei um bom banho para tirar a inhaca que ficou em mim, quando saí resolvi abrir as janelas, pois, o cheiro de sexo estava em todo lugar. Estava pronto para sair e ouvi bater na porta e o mestre entrou em seguida me cumprimentando e perguntando a guisa de gozação, - posso entra? Respondi ao cumprimento e ouvi dele: - O que houve com a dentista, eu a vi sair correndo e nem consegui falar com ela, fiquei apertado e tive de inventar que ela se atrasou colocando a massa que não tinha posto na noite anterior, deixei no ar uma brecha para ele falar e deu certo, - esta menina é uma grande profissional, ela veio aqui agora de manhã só para colocar a massinha que esqueceu? Aí só concordei, afinal foi ele quem disse e só emendei: - ela disse que vai voltar à noite para ver se está tudo em ordem. – ele apenas rematou – vamos dar uma volta antes do almoço, senão você vai acabar indo embora sem conhecer à cidade.

     Passeamos o dia todo E vi como o poeta é conhecido e adorado por seus concidadãos, a noite fui para a suíte real e daí a pouco entra o mestre novamente, eu estava ainda no banheiro e ele entrou rindo e me falando aí seu Trovador mineiro, se deu bem aqui hem. Fique com todos os sentidos alerta e me perguntei sem falar nada - e agora? Ele continuou – Márcia me ligou e me contou que está vivendo um Love com você sacana e nem me contou, não confia em mim Trovador? Tive de responder, - claro que confio mestre, mas tudo aconteceu tão depressa que ainda nem estou acreditando, por isto fiquei calado. Ele disse por sua vez: - Trovador, nesta cidade nossas mulheres são todas resolvidas, aqui vivemos cada um respeitando o outro e o que fazem é da conta deles desde que sejam adultos. Ela me pediu para ficar aqui com você e eu disse que não tem problemas... Quero dizer: o problema é você morrer seu bode velho. Acabei rindo da situação ele se despediu e se foi.

     Nos dias seguintes o mestre me fez conhecer toda à cidade, e a noite tinha a companhia da loura sapeca, no final de semana ela emendou a sexta feira e só foi embora na segunda feira de manhã, tendo de sair correndo, pois, sempre queria mais uma antes de ir embora, credo ô menina cheia de energia. Lembrei-me de verificar quantas folhas ainda tinha e só havia mais seis, marquei o dia da minha volta para quatro dias depois, e na noite da despedida a garota até chorou, o mestre esteve lá, viu e me disse: Porque não fica morando aqui comigo, aqui você não gasta nada e economiza esta mixaria que é sua aposentadoria. Isto porque eu me abri com ele e contei tudo sobre mim, havia uma empatia muito grande entre nós, debalde, às diferenças sociais e no que se refere a dinheiro, parece que somos irmãos tal é o grau de amizade que ficou fortalecida entre nós.

     Finalmente eu estava no aeroporto na sala de embarque e o mestre já tinha voltado para casa, antes ainda insistindo para eu ficar e depois me fazendo prometer que irei ao conclave dos recantistas em outubro. Neste instante o telefone tocou, era Márcia ligando para um último adeus, choroso e me forçando a fazer proméssas que não sei se poderei cumprir. Desliguei e mergulhei no túnel de embarque. Estou já sentadinho aqui esperando esta coisa partir. Agora não tenho mias o que contar, daqui pra frente todos já sabem tudo sobre este caipira e até que ele invente de pegar outra vítima do Recanto das Letras para mais uma das sua brincadeiras,  nós vamos ficando por aqui. Obrigado por me tolerarem. Um abraço galerinha do bem querer fuiiiiiiiiiii.

 
Trovador das Alterosas
Enviado por Trovador das Alterosas em 04/04/2017
Reeditado em 08/04/2017
Código do texto: T5961211
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