CapaCadastroTextosÁudiosAutoresMuralEscrivaninhaAjuda



Texto

UMA HISTÓRIA INFANTIL

Essa   história   tem   inicio   como   todas   as   histórias   de  conto de fadas.
E todas   as   histórias de conto de fadas   se inicia   assim:
Era   uma   vez...
Uma  fada  menina   de   cabelos   cor   de   ouro,  pele alva como  a  neve,  olhos   verdes   profundos, sorriso   aberto   na   ingenuidade   e   inocência de   seus   oito    anos.
Se   chamava   Ana   e,   gostava muito   de   brincar e correr   por entre   as   árvores   do bosque,   que   ficava   muito próximo a  sua   casa.
Ela   tinha   o Dom de   conversar   com os animais e   as   árvores   e,   as   pessoas   da   cidade   se maravilhavam diante   desse   poder de   comunicação entre   Ana   e   a   natureza. Achavam   estranho,   más   acreditavam.
Um dia   o   sol   amanheceu mais   brilhante   do   que   todos   os dias,   e   o céu   mais   azul   que   o   azul do mar.   Ana   acordou   diante   dessa   maravilhosa   luminosidade   e   rapidamente   correu    a   cozinha   e,   na pressa   de   sair   para   o bosque   pegou   uma   maçã   e   saiu   cantarolando    uma   alegre  música.
Ao   chegar ao   bosque   encontrou   a  árvore Carvalho    chorando   muito,   e ela   perguntando o que   tinha   acontecido   a   árvore   falou   que estava   muito   triste   porque vieram   uns   homens   no   inicio   do raiar do dia,   olhar   o bosque e   dizer   entre eles,    que   o bosque ia   ser   urbanizado   e   que   para isso   acontecer   seria   necessário   o sacrifício   de algumas   árvores.
Ana   começou   a   chorar também,   e   em poucos   minutos,   as   outras   árvores   começaram   a   chorar   e lamentar.
Os   animais   do   bosque   começaram   a   ouvir   o   lamento de tristeza,   e   em breve   ao redor de   Ana  e   das   árvores   formou-se   uma   grande   manifestação   contra   a   urbanização do bosque.
O   senhor    Mico Leão    Dourado,   foi o primeiro a   se manifestar   falando   que   isso não poderia   acontecer,   pois    sua família    já    se encontrava   em   extinção  e   que      ele   seria   exposto a   sanha   dos   que viessem  fazer   a   tal   urbanização.
A   amiga   Arara   Azul   também   concordou   e,   os    demais   animais como,   as   capivaras, os   coelhos, os   gatos   maracajás,   o   elefante e   todos   os   outros   habitantes   do   bosque   decidiram   que   Ana   seria   a   intermediária   entre eles   e   os   homens   da Urbanização.
Ana   perplexa   sem saber   por onde iniciar   a   luta em defesa do   bosque,   saiu   em direção   a   sua   casa   muito triste,   mas   decidida   a    assumir   esta   causa   em favor   de seus   amigos.
Ao   chegar   em casa,   recolheu-se   ao quarto   e   recusou   se alimentar.
Ana   só   fazia   pensar...   e   pensar... e pensar !
Seu pai   notando   a   ausência   da menina   foi   até   seu quarto   e,   após   várias   tentativas para Ana   falar   porque estava   triste, a   menina   lhe   contou todo   o   ocorrido.
Seu pai   ouviu tudo, e   disse   que   ele   iria   se   informar   sobre   a   urbanização   e   que   medidas   seriam   possíveis para   evitar   a   mutilação   das   árvores   e  a    preservação  dos   animais.
Ana   ficou um pouco alegre. Saiu do quarto, se alimentou,   lhe   voltou   o sorriso   nos   lábios   cor-de-rosa. Agora   eram   dois   a   pensar.   E teriam de pensar   rápido.   E pensaram tão   rápido que   chegaram   a   conclusão   de   que   esta   ação   teria   de ser   coletiva, e para ser   coletiva   teria   que   ter   o envolvimento da cidade. Decidiram   que   pela   manhã   do dia   seguinte eles   iriam de casa em casa   pedir o apoio da   pequena   cidade onde residiam.
E assim foi   feito. Pela   manhã   saiu   Ana   e seu pai a   pedir   pela   urbanização   do bosque sem    prejudicar as  árvores e os  animais. As   pessoas   da cidade   aderiram   ao   movimento.   E logo   Ana   e seu pai   estavam   em   verdadeira   comitiva   a percorrer   a  pequena cidade.
Os   moradores   se   organizaram,   fizeram   abaixo-assinado,   faixas,   e   foram   na sede   da prefeitura do Município   para falar   com as   autoridades   competentes.
Foram   bem recebidos   pelos   o   Prefeito da cidade,   que   chamou   a   seu gabinete,   os   engenheiros   arquitetos, responsáveis   pelo o projeto   de Urbanização   do bosque.
Eles   se   comprometeram   de   revisar todo   o   projeto,   e dar uma   resposta   o mais   breve possível.
No dia   seguinte   Ana   foi   ao bosque   contar   a   novidade.   As   árvores   e os   animais   ficaram   alegres e confiantes.
Após     quinze dias   a   prefeitura   chamou   os   representantes   do movimento   e   comunicou   que o projeto   foi   revisado. E   que nenhuma   árvore   seria   danificada. A   praça   e   o prédio de   coordenação   do   bosque   seriam   construídos   a   frente   do bosque   e   que com isso,   o bosque   continuaria   sem modificações. O   bosque   seria   tombado como Patrimônio da cidade.
Os   membros   da comissão   ficaram   muito felizes com   a decisão   da prefeitura. E   saíram   radiantes   agradecendo a   compreensão e sensibilidade   do prefeito.
Ana   correu   as   pressas   ao bosque   para contar   a   decisão da   prefeitura. As   árvores,   os   animais não cabiam   em si de contentamento. E diziam   a   todo  momento:
“ Nós   sabíamos   que   Ana   era   nosso anjo intermediário. Confiamos   nela porque   somente ela   poderia   nos   ajudar”.
E   de repente   uma   pequena   festa   se iniciou   no   bosque. O   Carvalho chorava   agora de   felicidade. As   laranjeiras   sacudiam as   folhas   jogando ao chão   suas   laranjas   maduras. O   coelho   começou   a   cantar e a   dançar. O elefante   a   fazer   gracejos   com sua   enorme   tromba. A Arara   Azul   vaidosa   exibia   sua   bela   plumagem.   Os   outros   animais   a   rir   e   gritar de felicidade.
Ana   cantava,   dançava e sorria   o tempo todo.
Ao cair   da tarde   Ana   se despediu   de seus   amigos do bosque e foi para casa.
Pelo   caminho   ia   pensando. Pensou   que sozinha   nunca   poderia   ter feito nada. Precisou da ajuda de seu pai,   que precisou da   ajuda   das pessoas   da   cidade.
Nessa noite   Ana   dormiu   com um semblante de paz   estampado   em seu   inocente   rosto.
E   a história   termina   como terminam   todas   as   histórias de conto  de fadas:
Foram felizes   para sempre!
 
Moral   da   História:   A   UNIÃO   FAZ   A   FORÇA
-Cáritasouzza-
caritasouzza
Enviado por caritasouzza em 27/08/2007
Código do texto: T626544

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Comentários

Sobre a autora
caritasouzza
Acaraú - Ceará - Brasil, 53 anos
50 textos (10288 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 25/04/14 03:01)