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A Juíza sem Toga



16.07.07


Após o último julgamento, que causou grande comoçào geral, a juíza retira a sua toga e ainda no tribunal, senta-se.
Estava na mesma cadeira de onde presidia seus julgamentos, mas agora, em total silëncio no recinto vazio, ela se pòe a devanear.
Seus olhos vëem o saláo amplo, as cadeiras vazias, mas sua memória fixou os últimos acontecimentos, e como se assistisse a um filme, ela revë os fatos...
Fazendo uma correlaçáo com a Vida, lembra-se das surpresas acontecidas, fatos pequenos que mudam todas as demais açóes, e principalmente, que todos os lados, mesmo os opostos, tëm a sua razáo.
Pesando todos os fatos e argumentos apresentados, ela enfim toma sua decisáo.
Erros e acertos fazem parte da sua realidade em todos os planos, ela náo se culpa mais por isso. Apenas faz o seu melhor.
Aprendeu há muito que também é a todo o tempo julgada, muitas vezes condenada sem chances de defesa, mas isso faz parte do jogo da Vida.
Mas principalmente, aprendeu a aceitar a si mesma, pois sabe que apesar de tudo e todos, embaixo daquela toga existe apenas uma mulher...


Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 31/08/2007
Reeditado em 31/08/2007
Código do texto: T631820

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
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5 e-livros (337 leituras)
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Edilene Barroso