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A re-inauguração do velho Cinema (a Saga.18..)

O único cinema do Cedro ,num prédio velho,perto da Sede Social do Vlube,estava em reformas,desde que Constâncio chegou no Cedro.Finalmente depois desse tempo todo começou a correr a notícia da re-inauguração... marcaram para um Domingo qualquer e
até a Banda de Música foi requisitada com um Ofício elegante, á Diretoria da Fábrica que atendeu com a maior boa vontade.O Cinema, era uma das poucas instituições que não pertencia a´~a família de Dr Alexandre(Os donos da Fábrica, do time, do Clube, da Banda,ou seja, da Cidade do Cedro.
Constâncio estava doido pra ir com Fabiana pra inaugurar o namoro oficial ,que toda a cidade já sabia e torcia a favor.
     A dificuldade é que como ele estaria tocando na inauguração, na Banda, não dava pra conciliar os horários; Resolveu o seguinte:Comprou ingressos antecipados para Fabiana, Fulô,Olavo, Nazon e Dª Maria Fel, pois estes ainda não conheciam o tal de“Cinema”.desde que foi inaugurado pela 1ª vez..
Tinha combinado com a namorada, que no próximo fim de semana iria só com ela e “um dos cunhados", como prometeu no dia do pedido de namoro. Fabiana que tinha um gênio muito bom, concordou logo e ficou feliz, pela mãe e os irmãos, que raramente se divertiam..
.Nazon então só falava nisto,  enquanto Dª Maria Fel ficou meio cismada quando soube que a sala ficava às escuras...E ninguém tropeça e cai?...perguntou pra filha...
Não sei ,mãe... Nunca fui também .As meninas de Dª Santa disseram que têm umas luzinhas pequenininhas, assim do lado das cadeiras...
Chegou o tal domingo da re-inauguração...e foi uma festa.A Banda estava muito bem ensaiada e até marchava, pelo Largo onde ficava o cinema, ao ritmo de sua própria música!.
A “molecada” ia atrás, imitando a marcha dos músicos e fazendo “caras e bôcas, pros parentes que assistiam.Começou lá pelas seis da tarde.
Às sete, começou a Sessão de cinema, com muitos convidados de fora, principalmente de Sete Lagoas de onde eram também os empresários donos do Cinema aqui e de outros dois lá, em sua cidade.O Filme era um daqueles nacionais, com Oscarito e Grande Otelo e foi um sucesso certeiro, já que era  sem legendas,todo em Português e não dava trabalho nenhum pra população humilde  e comportada do Cedro  entender tudo direitinho.
Acabada a participação da Banda,muito aplaudida, aliás, os músicos foram trocar o uniforme na Sede e Constâncio foi o primeiro a voltar correndo pro Largo do Cinema e esperar pela saída de Fabiana,sua mãe e os irmãosVoltaram caminhando até a casa da moça e todos pareciam ter se divertido muito com o filme.
Domingo que vem é a nossa vez.Tomara que seja um “filme de amor”,sussurou Constâncio no ouvido de Fabiana.Chegaram em frente à casa, Dª Maria Fel convidou o moço pra entrar, o que  ele educadamente recusou dizendo que já era um pouco tarde pra “dar trabalho” A família se despediu e entrou, o tempo exato de Constâncio segurar as duas mãos de Fabiana e dar-lhe um beijo no rosto.Suspiraram em “dueto” e cada um seguiu seu rumo. ....Constâncio sentiu falta da “pantera negra”. Se estivesse com ela, em cinco minutos, estaria em casa...Começou então a sonhar com a próxima sessão de Cinema, domingo...
Aecio Flávio
Enviado por Aecio Flávio em 24/09/2007
Reeditado em 06/10/2007
Código do texto: T666528
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Sobre o autor
Aecio Flávio
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 76 anos
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Aecio Flávio