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BERMUDA E CHINEL├O. ╚S BANDIDO?

JANJÃO

Em uma esquina qualquer, de uma cidade qualquer, localizava-se parado, um jovem qualquer, trajado, com bermudas coloridas até o joelho, chinelos raider ou havaianas e um bonezinho, com propaganda em inglês na aba. Não era tarde da noite, nem era dia.

Estávamos no cair da tarde e inicio de noite. Tranqüilo o jovem, aparentando uns 16 anos, contemplava, o transito lento e infernal de uma cidade de porte médio para grande.

Alguns metros do garoto, ao observar não o transito, mas os movimentos do mancebo, um Policial, acompanhado de um senhor de meia idade, trajes civis, que com o dedo indicador, apontava nosso personagem.

As câmeras da imaginação continuam a fazer cócegas nas mãos do contador de Histórias, embora estas cenas até aqui narradas, não apontam nada extraordinário ou incomum que possa estar ocorrendo. Mas deixamos as grandes elucubrações teóricas e políticas, e damos asas a fabrica de criação.

A câmera agora volta-se para o jovem. Mãos nos bolsos e olhar fixo no fluxo de automóveis que vão do lado esquerdo e direito da avenida de mão dupla. O rapaz podemos intitular como Negro, embora sua cor seja fruto da mistura brasileira internacionalista. O senhor e o Policial confabulam-se, á distancia em um tom de cochicho. Mas agora caminham em direção á esquina, onde porta-se o jovem bermudão.

Enquanto caminham, passos largos e rápidos, nossa lente imaginosa, reflete com calma. Afinal a História é uma criação e damos à velocidade que acharmos conveniente. Nossa cabeça pensante, imagina: Este rapaz, o que faz a esta hora nesta esquina? Será que saiu do trabalho e esta a espera de alguém, ou uma carona?. Não, parece que tenha vindo ou indo ao trabalho. Esta muito a vontade. Não definitivamente, este individuo, não trabalhou hoje e nem tem pinta de que trabalha- Nossa fantástica imaginação passeia belo senso comum, e não nos acusem de juízo de valor, longe disto- ponto final.

Mas o que então faz há esta hora e com este fardamento típico de um moleque infrator? Estatísticas dão conta de que meliantes gostam de usar roupas propicias a nosso clima, é mais fácil à movimentação nas ações criminosas.

Mas o repórter da imaginação esta sugerindo, que o jovem desta esquina qualquer, de uma cidade qualquer, seja um marginal? Destes que roubam qualquer coisa, para extravasar suas mentes poluídas de drogas e álcool?. Não longe disto. Mas que é esquisito, estranho este comportamento, isto é batata. Da escola saiu ou esta se dirigindo? Não, pode estar indo a um banco escolar, não carrega livros e materiais escolares. Não escola, nosso persona passa longe, pelo tipo (cor)- Longe de mim, não sou racista, sou multicolorido como diria Darci Ribeiro- não estuda há muito tempo.

Bem se não trabalha, não estuda, tem o perfil físico, estético e social, das estatísticas dos autores de crimes, o que faz e o quer parado a alguns segundos nesta esquina qualquer, de uma cidade qualquer, este adolescente qualquer?.

A câmera, gira lentamente o foco. Posiciona-se nos dois personagens que se dirigem até a esquina. O "homem da lei" e o senhor, com cara e jeito de membro da TFP ou Klu Klux Klan. Penso o que passa naquelas brilhantes mentes de senhores distintos e cumpridores de seus deveres para com a sociedade. O senhor de meia idade, branco, provavelmente descende de Europeus, Italianos ou Alemães, muito bem trajado, deve ter estudado nas melhores escolas do País e talvez do exterior, além é claro de manter relações com políticos e personalidades acima de qualquer suspeita.

O policial, bem é "escurinho", deve ter vindo da mesma classe social que o garoto, da esquina. Mas se mal cometeu, regenerou-se ao adentrar no destacamento policial, pois lá recebeu educação adequada e disciplina. Aprendeu a ser rígido e firme com marginais, tipo deste garoto qualquer, de uma cidade qualquer, que é um suspeito ao trajar-se de bermudas, chinelos e (não é racismo, são evidências) ter a corzinha que tem, e ficar parado em uma esquina qualquer, a qualquer hora do dia ou da noite.

Pois bem o que ocorreu após a abordagem feita pelo PM, ao jovem não interessa. È claro, o Policial em legitima defesa atirou, embora alguns jornalistas, entidades de direitos humanos de bandido, provar que o garoto não estava armado, era autista, por isto estar com o olhar fixo em um ponto e aguardava sua mãe que estava em uma caixa eletrônico, retirando o pagamento de sua aposentadoria. O meliante, morreu. Mas o que fazer, quem mandou ter cara e jeito de marginal?. Quem não gostar de reclame pro Papa.
dialetico
Enviado por dialetico em 28/09/2007
Cˇdigo do texto: T671948
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Sobre o autor
dialetico
Limeira - SŃo Paulo - Brasil, 55 anos
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(estatÝsticas atualizadas diariamente - ˙ltima atualizašŃo em 21/08/17 11:56)
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