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Risada Ingênua

Eu estava me sentindo diferente
E queria ficar assim,
Coisas na minha cabeça me imploravam por uns pouco motivos para se divertir...
... Ela estava duvidando!
Duvidando que eu faria... Eu respondi: “Vamos!”
Foi então que apostamos...
Atravessamos a rua correndo e entramos. (...)

Eu fui logo avisando: “Eu só faço com quem me inspirar confiança... eu preciso de alguém forte, que tenha experiência...”. Ela olhou para um cara bonito e bem afeiçoado, que conversava com uma moça e perguntou: “Aquele te inspira confiança?”. Eu respondi que sim. Daí entrou um cara enorme, gigantesco! Ela olhou para ele e me fez a mesma pergunta. Eu apenas agitei a cabeça negativamente, pois o tamanho do cara me aterrorizava profundamente. No entanto, cara bem afeiçoado estava ocupado... e muito! Daí o grandalhão chegou em mim e perguntou o que a gente queria... Minha amiga, ao meu lado colocou suas mãos em meus ombros e disse: “É ela quem quer... quem faz?”. Ele me olhou dos pés a cabeça e respondeu: “Eu mesmo faço!”. Eu gelei. Olhei, ele trazia algo visível que tornava óbevel o seu nome. “Você é uma pessoa segura?”- perguntei. “Sou sim, ou não trabalharia com isso...”.  “O que significa Carlos?”- esse era o nome dele. Ele fitou-me por um instante em busca de palavras, e respondeu: “Significa coragem, força...”. Isso! Signo? “Leão”... Leão é forte, não é? Minha amiga concordou. “Então é com você mesmo que eu quero fazer!”- mordi os lábios com um sorriso que minha amiga não acreditava ser sincero. Ele sorriu para mim e me levou para uma salinha estreita que ficava a minha esquerda. Quando entrei, ele já estava fazendo os preparativos... sentei-me perto dele. A porta ainda estava aberta e ele convidou minha amiga à entrar e ficar à vontade se quisesse olhar. Isso não me incomodou, aliás, fazia parte da nossa aposta, ela ver. Como ela não quis, ele fez questão de deixar a porta aberta, caso ela mudasse de idéia. Lembro-me dele ter-me pedido para tirar meus brincos, pois eles poderiam atrapalhar. Eu obedeci. Foi tudo muito rápido. Pensei que fosse doer, mas não doeu. Minha amiga ainda me pergunta se eu não me arrependo... Eu digo que não, porque depois das nossas risadas dentro daquela sala, percebi que ele era de fato a pessoa certa e o brinco que eu escolhi para ele furar a minha orelha, era de fato o mais bonito!
Caroline Natalie Stroparo
Enviado por Caroline Natalie Stroparo em 08/11/2005
Reeditado em 03/06/2012
Código do texto: T68787
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Sobre a autora
Caroline Natalie Stroparo
Curitiba - Paraná - Brasil, 28 anos
88 textos (5588 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 22:55)
Caroline Natalie Stroparo