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marinheiro só

enraizado sentado há três meses no mesmo sofá pernas de iroko apaoka akoko sem sexo empoeirado olhando pro nada.
saudade o tempo todo só sente saudade como se mais nada no mundo fosse além de saudade.
desespero também porque não porque se entre um gole e outro de café ou de bebida quem sabe até água um trago no cigarro lembra lembra lembra e chora.
choro que desce calmo arrastado quente como o último gole do último copo de uísque.
salgado como o mar as rosas que ele joga e pede pede yèyé omo ejá também sou peixe aceite por favor aceite.
sem vírgula sem tempo rápido rápido como o galope no cavalo de são jorge santo guerreiro. que vai além mar pra onde ela foi.
e de lá não voltará.
Gustavo Gaspar Almeida
Enviado por Gustavo Gaspar Almeida em 17/10/2007
Código do texto: T698876
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Sobre o autor
Gustavo Gaspar Almeida
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 28 anos
59 textos (1825 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/10/17 10:00)
Gustavo Gaspar Almeida