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ARQUISOCRA & ESMERALDA, UM ROMANCE INDOMÁVEL

                                                                 
Ao romper da alva na cidadezinha de O´mbaka, a chuva caia de forma morosa. Dentro de um de seus lugarejos aformoseados com lindas flores de rosas escalartes. O sol reluzia alegrando as pessoas que ali viviam, mas algures deste recanto vivia um jovem cuja visão era criadora e inteligível.

Chamavam-no de Arquisocra Gusthonova o qual estudava numa escola de estrutura caduca. Os sorrisos seus não deixaram escapar grandes e lindas amizades, não obstante o seu nome era para muitos, o emblema de sua capacidade e filosofia, e, por conseguinte do romantismo que lhe inundara os olhos avermelhados de ardor.

Certo dia de sol escaldante que arrepiava o ambiente a que ele e, seus amigos estavam, Arquisocra pensou de imediato ir à praia a qual não distava muito da sua cidadezinha, porém, alguma coisa caracterizava-o, era o facto dele não gostar de ir só a uma cena, por isso mesmo resolveu pedir a companhia de seus ‘‘kambas’’. Mas estes negaram-no.

Por este motivo ele sentiu-se tristonho por não puder contar com eles naquela vagabundagem e a sua antevisão ajudara-lhe a ir sozinho a praia.

Resoluto como é costume se pôs a caminho com um ar disfarçado, pois o sorriso que jazia em sua boca ilustrava-se-lhe que talvez nada o terá desanimado! Foi andando, andando, até quando num instante o sol doirado da paradisíaca praia morena brilhava já no seu rosto e reflectia no mar reluzente, desdém apressou-se para trilhar nas areias!...

Quando contente viu o fulgor da praia, incitou-se-lhe tirar a camisa, para mergulhar, no entanto, naquele momento seu coração entusiasma-se e bum, bum, batia fortemente. Sentiu-se volvido por uma imagem que este não via nem percebia.

Não obstante, ao virar-se ele viu uma esbelta rapariga morena, de olhos acastanhados, tez imaculado, era de facto uma mulher admirável...

Irresistivelmente! Ele sentiu-se humedecido de sentimentos!... Tão repentino que perdera-se-lhe a fala! Ambos fitavam-se, mas a garota fingia àquela realidade. Enervada replicou-lhe!

--Ó seu ousado para onde estás tu, a olhar?

—-Ele, assustado não conseguiu reportar as palavras daquela mulher endeusada. Portanto, Aguerrido quisera agora falar e assim, ponderou enfrentá-la;

--Ah, ó desculpa-me, é que... Nunca vi em toda minha vida uma mulher tão ‘’pura e simplesmente’’ linda como você! – disse Arquisocra.

Ela sentiu-se ébria pelas versáteis palavras do jovem, que a parecia-lhe ser um desses poetas de Benguela, todavia como estava a fingir não pôde corresponder ao almejo deste que viu-se metido em sarilhos.

Para além disso e com arrojo, tal moço abeirava seu olhar ao corpo sagrado da rapariga a qual sentindo-se também  apaixonada por àquele coração espezinhado nas galáxias românticas, então disse;

--Ó jovem não ouse a abeirar-se a mim, porque te atirarei à área molhada! - Tal advertência constitui-se-lhe em frases bastante significantes. E humildemente ele obedecera. A partir daí ela o tratara mais gentilmente. Indagado, Arquisocra disse;

--Almejo saber de si! Ó garota! Sem outra forma de esquivar-se daquele pensamento inocente, ela, entretanto, aceitou... Dizendo-o, também anseio que nos conheçamos!

--Eu chamo-me Esmeralda Lourdes António. Tenho 17 anos de idade, vivo na rua Willam Mickael, isto é no centro da cidade mamãe chama-se Rachel António.

--Sou a filha mais nova dentre os meus irmãos. Estou estudando actualmente, na escola do ciclo velho algures na praia morena.

--Ola! Jovem, eu já apresentei-me e, agora é a sua vez!

Mas, enquanto Esmeralda se debruçava. Arquisocra estava muito atento aos seus lábios que parecia conter melaço e então aproveitava para perpetrar àquele corpo místico.

Entaramelado ele gaguejava, porém, forte no seu âmago retomou a palavra dizendo;

--Meu nome é Arquisocra Zevito Gusthonova. Tenho dezanove anos de idade, sou bairrista da Massangarala e...Acho que adorei imenso de conhecer-te ó Esmeralda.

Esta, por sua vez, procurava ludibriar os seus desejos e por isso despediu-se dele. E lá ia ela perdendo-se no belo horizonte daquele paraíso provisório.

Esperançoso, Arquisocra acreditava que algum dia viria a encontrar àquela linda mulher que repentinamente tatuara-lhe seu coração.

No entanto, ele tomou o caminho para casa sem que precisasse mais de mergulhar, uma vez que no seu âmago um temporal de amor inebriava-o indefesamente.

                                                                      II CAPITULO
Ao chegar a casa, Arquisocra apresenta-se muito diferente em cujo rosto lia-se um ar venturoso e ora estranho. Sua irmã Honora apercebeu-se de que algo extravagante havia tomado conta do seu mano. Razão pela qual, ela frisou:

--Meu irmão que viste na praia? Mas, irónico ele respondeu;

--Achei um coração adequado as minhas galáxias românticas,  ora alguém que aquele pélago me ofertou.

Honora ajuizava de si para si, que porventura seu irmão estivesse a engendrar a sua peta como habitualmente tem sido, mas ela, o ignorou.

Ele, porém sentia-se mais disposto, tendo em conta que nas suas veias corriam ainda o ímpeto de uma paixão.

As horas iam passando, não obstante ele jazia estupefacto. Seu pai Jolente apercebeu-se da ausência de seu filho à mesa, e enfurecido chamou-lhe;

--Arquisocra! Anda cá, pra almoçar. Mas tal advertência tornara-se inaudível para si, repentinamente a voz atormentadora de seu pai, perpetrara seu quarto e ele medonho seguiu o itinerário daquele brado.

Resignado entrou à sala onde se reuniam os seus familiares visando partilhar a refeição que sua mãe cuidadosamente preparava. O rosto de seu pai estava tenso e sem hesitar este se desculpou por ter atendido tardiamente o seu chamamento.

Deste modo, ele retirou uma das cadeiras da mesa e sentou-se suavemente. A medida que todos iam alimentando-se, mas os olhos de seu pai policiavam a mesa e então ai, que Arquisocra foi apanhado a ponderar com os cotovelos sobre o banquete, tendo o senhor Jolente lhe dito;

--Meu querido filho, porque não comes, olá sua mamãe preparou-lhe um almoço especial!
Resoluto, ele respondeu;

--Ó pai saiba que quando fui a praia, conheci uma linda e donairosa mulher cuja simpatia entrou no meu âmago.

O seu pai aconselhou-o para que ele não andasse por aí a sonhar desveladamente. Após isso, sua irmã Honora interditou o diálogo dizendo;

--Papai, desde manhãzinha que vejo Arquisocra dizendo coisas estranhas ou será que está enlouquecendo?!

Todavia, para o sobressalto de todos ele retirou-se despercebidamente e seguiu ao seu cómodo para tranquilizar-se porque naquele instante sua imaginação abrasava.

A senhora Ariethe, sentindo o sucedido de seu filho, seguiu-lhe, e, encontrou-lhe já a pestanejar, no entanto amorosamente referiu;

--Ó meu lírio lindo, dizia ela para seu filho! A mãe sabe bem como está sendo difícil para você encarar este período, que é tão especial à sua vida! Mas crê que um dia vocês hão-de encontrar-se. E fazendo-lhe cafuné fez-lhe cair ao sono.

Durante aquela noite, a mãe de Arquisocra questionava com seu esposo Jolente sobre a situação que estava vivendo seu filho, dizendo-lhe;

--Doravante nosso filhinho vai pensar muito nesta imagem que ele salienta ter visto na praia!

--Agora mais do que nunca, devemos ajudá-lo.

--Ah, mas ó Ariethe de que maneiras? Replicou Jolente.

--Olá creio em você, mas não sei como podemos o ajudar, tendo em vista que se trata de uma questão íntima que nesta idade é tida de quando em vez como um bicho-de-sete-cabeças.

--Se lembrares bem o tempo em que eu te queria, porém era difícil para algumas pessoas compreenderem àquilo, ‘’acrescentou Jolente’’, e dando-na um beijo, acalmou a aflição de sua mulher. E assim, à noite aluada resplendecia e espreitava os amores que desde ali se sucederam.
Arquisocra despertara pouco antes das seis horas da tarde, e olhando a janela viu que o sol chamejante despedia-lhe do dia e ele arrumou a sua cama, e em seguida dirigiu-se a casa-de-banho para fazer a sua higiene pessoal, depois de aproximadamente uma hora ele estava então límpido e alindando.

Ora quando voltou ao seu quarto deparou-se com seus pais que carinhosamente abraçaram-lhe à medida que o iam propondo um passeio ao cine Monumental, algures na cidadezinha de O’mbaka, pois que neste dia passaria um filme aliciante. Ele sem hesitar aceitou rapidamente vestiu-se.

Seu pai ordenara-lhe, que tirasse o automóvel da garagem, enquanto que sua mãe e irmã se preparavam já com algumas demoras, facto que veio a aumentar o almejo de Jolente e Arquisocra.

Honora lindamente irrompeu àquele ambiente, deixando-os boquiabertos e quase que sem fala, mas reanimado seu pai perguntou-lha;

--Porque sua mãe demora tanto, vá chamá-la que o filme está prestes a começar.

No entanto, surpreendentemente a dona Ariethe saia dentro de casa lindamente esplêndida tão igual como uma rainha real, tendo assim acalmado à inquietude deles. Seu marido Jolente, estava atarantado e então poetizou-lha;

--Estou apaixonado como se fosse um rapaz ó Ariethe e atrapalhadamente recepcionou-a com um forte beijo. Seus filhos riam-se porque seu pai parecia-se-lhes um louco extasiado, mas estes se apercebendo, mandaram-nos entrar ao carro, e assim a família ia perdendo no horizonte daquela ruela.
                                           
                                                                       III CAPÍTULO

No decurso da pequena viagem, Arquisocra lembrava ardentemente os doces momentos vividos na manhã deste dia, mas por outro lado, os dizeres de sua família o ajudaram a entreter-se. E pontualmente, eles puderam chegar ao cinema para verem ao filme, intitulado ‘’ Romeu & Julieta’’.

Como se não fosse, o filme que estava a passar no écran do cinema, retratava as minúcias de um romantismo vivido com ardor pelas personagens (cineastas), motivo pelo qual, levara de lirismo Arquisocra cujo aforismo indagava-se-lhe...

Entretanto, para a sua surpresa, dentre os risos da sala estava Esmeralda, e, doravante tornava-se inaudível àquela voz sensual. Num gesto de disfarce ele começara a procurá-la pois já sentia a insondável presença dela, até quando dos cabelos lisos, lindos e reluzentes era reconhecível a sua estrela guia, porém excitado e apaixonado chegou-a aos ouvidos dizendo: Boa noite minha rosa suave... e ela num sinal de contentação levantou-se com disposição e ambos retiraram-se.

--Olá co... Como estás, entaramelado falava Arquisocra!

--Eu estou muito bem, agora que te vejo! Respondeu ela olhando-o atentamente. No entanto ele ficara indagado.

Enquanto lembravam, a linda manhã em que eles se conheceram, os seus desejos ardiam como brasas, e sem darem por conta, os dois já se encontravam abraçados! Apaixonadamente Esmeralda beijou Arquisocra embora ele não acreditava naquela realidade.

O tempo queimava-se e seus ardores ferviam. Esmeralda  disse-lhe;

--Arquisocra, quero que daqui adiante me procures, pois, tu revela-se um verdadeiro príncipe para a minha vida e por isso amar-te-ei incontestavelmente.

Este ouvindo tais declarações amorosas, que nunca as tivera escutado de uma outra mulher, por um triz perdera-se-lhe a respiração, tendo a ternura de Esmeralda impedido que tal acaso acontecesse.

Num gesto coeso eles deram-se as suas mãos, e seus corações batiam em uníssono. Dirigiram-se a porta do cinema, mas esta estava trancada e eles foram batendo, batendo até que o ‘’Matúvi’’, porteiro bem considerado de há muito naquele cinema, ouviu o brado e apressadamente abriu-a. Ao ver Esmeralda ao lado de um eventual moleque, exclamou:

--Ó moça! Onde te meteste! Nós estávamos te procurando por todo o lado, mas, Ela respondeu-lhe:

--Eu estava a navegar nas galáxias mais suaves do universo. Este atónico ficou caluda.

Nesse mesmo instante, um ar de saudade irrompeu a despedida de ambos. Irresistivelmente Esmeralda teve de fugir o olhar atencioso de seus primos e regressou à sala do Cine ao encontro de seu amor.

Tal lugar parecia-na extraordinário para a sua contundente busca, porém, quando ouviu um lacrimejar, ela apercebeu-se que o desespero havia tomado conta de Arquisocra, mas, enerosa, Esmeralda correu para os seus braços e os dois beijaram-se fervorosamente e romanticamente no desfecho dessa noite…
                     
                                                             THE END…

ATT: Garantimos porfiar com os próximos capítulos.
                                                           
                                         

Nkazevy
Enviado por Nkazevy em 16/11/2005
Reeditado em 07/09/2006
Código do texto: T72257
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Sobre o autor
Nkazevy
Benguela - Benguela - Angola, 30 anos
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