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A APRESENTAÇÃO DA TESE-1ªparte

Esta é uma obra de ficção e os aspectos apresentados são mera coincidência.
A APRESENTAÇÃO DA TESE-1ªparte

- É hoje, é hoje que te pegaremos, é hoje que vamos te desmascarar, psiquiatra de uma figa.
- Qué pása? Quierem me maltratar? Que quierem ustedes?
- Bueno, Quevara, cansamos de ser humilhados pelas tuas teorias e tratamentos fajutos e  lá na Academia, na apresentação da tua tese, hoje sim, serás desmascarado.

Quevara ficou apreensivo. Pudera, essas pessoas que jamais havia visto o ameaçavam. Com certeza eram da Academia  Carnavalesca e Outros  e estariam na apresentação da tese, mas teria de enfrentá-los com seus argumentos técnicos e científicos, experiências e, talvez,  resultados.
Continuou a caminhar pela Rua da Praia. Ia cabisbaixo, pensando, quando..
- Era só o que me faltava: lá vem João , o Vermelho, me encher o saco novamente.
- Ih, Quevara? Como estás?
- Como estás, Rojo?
- Tchê, eu não sou roxo e sim vermelho.
- O que é , João, bebestes de novo, carajo? Rojo em castelhano é vermelho.
- Ah, bom. Mas que mal te conte: vou te ajudar hoje de tarde. E, se não der certo, ou não gostarem da tua tese, cagamos eles de pau2.
- Democrático como sempre , não é ?
- Sim, por supuesto, vou te ajudar, sou teu amigo e daí?? Quem é inimigo do meu amigo é meu inimigo.
- Mas, João, não vou brigar, e sim,apresentar uma tese. É tudo que quero desde que fugi daquela latrina que adoras.
- Sim , sim, sim, mas pára por aí, senão já te cago de pau agora mesmo.
- Mas , bah, ......
- Mas, qual é a tua apresentação mesmo?
- Bueno, o nome é A RECUPERAÇÃO DO ETHOS DESTRUÍDO PELA SÍNDROME DO MICO DA CAVERNA. Olha na capa deste documento.
- Mas, Tchê, quem bebeu fui eu e não tu. Tás loco? Isso não é assunto de bichos?
- Pois é, João, é forte para ti esse tema, mas é Psiquiatria  e não  Zootecnia.
- Psi o quê?  Mas isso é prá tuas negas, oh! cubano de merda.
- Inspirei-me em ti para  redigir minha tese, que achas?
- Olha, se eu não gostar ....................., bem sabes.
- Te aquieta, vais me ajudar ou não? Foste tu que dissestes que me ajudarias, não é? Tu nem sabias o que eu ia fazer lá e já te chegastes te oferecendo..
-     É.......
E se foram para a Academia. Antes deram uma calibrada no bar do Magrão, na esquina da Rua da Praia. Era para não perder o costume. De cara uma cerveja e dois bolinhos de batata nadando em óleo  para cada um. E depois um Bauru com cerveja preta.
- É prá limpá as tripas e embasar o latão, não é,  Quevara..
Ainda era cedo para a entrevista e, entre uma cerveja e outra,João começou a inquirir Quevara.
- Mas, Quevara, desembucha.
- Desembuchar o quê, hombre de Diós?
- O que tu vais fazer mesmo naquele antro, oh! animal!!
- Tu não vai ficar brabo comigo, mas, como já te disse, fostes uma das minhas inspirações. Mas porque tratas a Academia como antro?
- Olha,................
- O Mito da Caverna, conheces????
- Ah.............
- Sim ou não??????
- Bueno, um dia  numa reunião do partido falaram, mas foi por cima. É de um reacionário chamado Platão, não é?
- Mas desde quando Platão, um dos maiores filósofos da Antiguidade é um reacionário?
- Já disseste tudo. Se é da Antiguidade não é progressista e tá falado.
- Mas tudo que se apresenta contra esse sistema totalitário teu é reacionário? Tu é que  és: um grande reacionário, João.
- Pôs, então me  conta.
- O Mico da Caverna foi o nome que dei a uma síndrome que detectei naquelas pessoas  que tiveram sua mente literalmente formatada, em bom informatiquês. Elas não querem admitir que estão erradas, como queiras, para não pagarem o mico de serem chamadas  burras após defenderem, por anos e anos seguidos, algo que se sustenta pela dissimulação, a partir de diagnósticos errados ou premissas falsas na origem. Elas tiveram o Ethos destruído por uma bárbara lavagem cerebral dirigida por sóciopatas e se tornaram um deles.
- Oh, Quevara, mas que côsa!!! Achas que os comunas se cagaram diante dos capitalistas.Tu tá loco, Tchê?
- Será que só eu vi isso ? È o reflexo de uma  lavagem cerebral feita aos poucos através de palavras-força e manipulação de notícias e livros de notícias.
- Mas tu tá me sacaneando com isso???
- Não, João, apenas uma constatação. Quem toma uma lavagem cerebral num momento delicado da sua vida.......
- Mas eu não tomei nenhuma lavagem e sim muito trago. E trago socialista lá no mercado.
- Tá bom, João,  mas antes... mais uma ceva? A saideira e vamos para a Academia e não se conversa mais.
- Bueno, então..

A Academia estava toda enfeitada a espera da apresentação. Mais parecia uma aula magna. Quevara ajeitou o paletó emprestado, deu um tapa na boina passando-a para o outro lado da cabeça.....
- Se a minha turma do mercado  tivesse aqui diria que é coisa de bicha, mas como não tem bicha no partido...devem ser de outros partidos, pensou João, identificando inúmeros conhecidos na sala de espera e que estariam na platéia, com certeza.
Entraram e foram logo à sala de apresentações. Colocou a lanterna em cima da mesa, abriu a pasta com o conteúdo mais importante que conhecia , ou seja, seus estudos e estava tudo pronto para a dita cuja. Bastava ligar as luzes, computador, projetor e....
No pouco tempo que estava no Brasil, Quevara já tinha aprendido a lidar com computadores. Mas dominava o suficiente e nada más.
Na hora marcada, após a breve leitura do seu currículo, num portunhol já bem brasileiro, Quevara iniciou sua apresentação.

“ Bueno, estoy aqui para presentar  minha tese , mas antes mostrarei quais foram as premissas que me baseei para desenvolver tal assunto.”

Como já havia instalado seu material na CPU , bastava ligar tudo, inclusive o projetor para iniciar a pendenga. João havia se prontificado , disse que havia aprendido lidar com esses troços, mas Quevara não quis arriscar, tamanha era a responsabilidade.
Tudo testado,......baixou uma tela branca cheia de florzinhas ...........começaram a surgir as transparências na seqüência.


PREMISSAS
- 1. Todo indivíduo nasce bom e dotado de um leque de valores, condutas e ética universais. Esse conjunto norteia as ações coletivas de grupos  de quaisquer tipos, sejam econômicos, políticos, étnicos, religiosos e/ou sociais;
- 2. A captação do indivíduo para a reformatação do Ethos deve ser feita quando os estados estáveis, sejam funcionais ou não, não estiverem definitivamente consolidados, e estando esse indivíduo, numa brecha histórica da formação de seu complexo sistema de personalidade ou esteja lhe faltando algo para completá-la;
- 3. Quebrar-se uma perna do tripé moral/ético/social numa fase evolutiva da mente do ser humano, na sua juventude ou na tenra idade quando busca desesperadamente o poder a qualquer preço, não só coloca esse indivíduo em perigo como também toda a sociedade que o cerca, dados os valores que lhes são incutidos;
 A platéia delirava a cada arroubo filosófico mais sofisticado de Quevara. Lá no fundo, baleado e meio, estava João, o Vermelho, não babava ainda, mas de olho em tudo e mais aceso  que tição em braseiro. Parece que o trago lhe acendia mais a chama e o despertava. Mais encantado ainda com os efeitos visuais que apareciam na tela.
- Bah, mas o Quevara deve estar no trago, como eu, prá mostrar isso tudo piscando, bah, uma letra vem de cima, outra de baixo, que côsa esse tal de computador?!?!?!? Onde o Quevara aprendeu isso?
- 4. O Ethos deformado gera sentimentos de contemplação extrema pelo sofrimento alheio, como um sado-masoquismo às avessas, onde a pena pelo próximo deixa de existir, pois são tratados como obstáculos ou meios para que suas idéias e princípios triunfem, como que justificando a maldade concebida;
Ouviu-se um murmúrio na platéia. A cada slide uma surpresa era apresentada.
- Oh! Oh! Bah! Mas que côsa!!  Era só o que se ouvia.
- 5. A falta de um potencial referencial ético universal  cria um outro potencial psicopático social-esquizofrênico no indivíduo fanatizado, que o faz sentir-se ungido pelos deuses ideológicos, investindo contra tudo e todos que se opõem ao seu caminho histórico de modificar a humanidade  com um ódio sem precedentes;
- 6. A capacidade do Ethos, no complexo sistema mental humano, de corrigir os rumos tomados por desvios patológicos originados pela ingestão de leituras erradas  propositadamente  acompanhadas de máximas universais intrínsecas, é neutralizado pela violenta coação  moral  sobre o indivíduo afetado, causando-lhe uma completa inversão de valores morais, modo de raciocinar e integrar-se ao meio;
- 7. O uso maciço de conceitos deturpados de forma endêmica desde a origem, atuando na direção daquele complexo ético/mental, causando um verdadeiro cerco aos neurônios do individuo, literalmente desmontam o Ethos;
- 8. O ser humano não é como os animais, até o que se conhece, que não buscam o reconhecimento para satisfação e imposição das necessidades do seu ego, pelo menos publicamente;
- Mas porque ele sempre passa a mão na lanterna???????
- 9. O ódio político gerado por essa situação pré-síndrome, é um ódio radical psicopático adquirido que atinge normalmente os mais aquinhoados e os menos dotados de bagagem intelectual e , é claro, a juventude imberbe dos pés á cabeça. A todos é imposta uma doutrina que simplesmente varre , através de uma metamorfose psíquica, todo valor e moral éticos que se conhecia, substituindo-o por outros valores e uma  moral ética de resultados, na qual o imbecilizado vê política em tudo, levando-o a portar-se de modo extremamente agressivo, quando é posto em situação de discordância;
- 10. A violência revolucionária, incitada de forma sub-reptícia , cria efeitos colaterais e filhos diletos: uma ansiedade em impor seus conceitos, princípios e métodos; uma perversão moral sem precedentes ao se adotarem práticas aéticas para solução de problemas, justificando os fins, e por fim, uma depressão moral inquisidora, acusatória e também, psicótica, quando o indivíduo se dá conta do estado neuropsicótico que se encontra;
- 11. A lógica do ódio no processo revolucionário só pode ser combatida por um outro processo , que seja ao mesmo tempo violento, prazeroso, incisivo e rápido, para barrar e extinguir de forma inexorável a destruição do Ethos, tal como se extinguem vazamentos nas plataformas de petróleo: com uma explosão, seguida de um tamponamento rápido e preciso;
- 12. O ódio, esse desprezível sentimento humano, principal ingrediente no processo de destruição do Ethos, gerador de monstros psicóticos e presença constante no processo educacional, á medida que só propõe o conflito violento, na maior parte uma coação moral fortíssima para solução de impasses, deve ser combatido aniquilando-se de forma violenta a velha e surrada máxima “ Endurecer sem perder a ternura”,  que despreza a vida humana pela sua conseqüência imediata, e dita por mi hermano Che Guevara, que o revolucionário deve constituir-se numa fria máquina de matar movida a ódio. Uma forma sutil e desprezível de matar sem rancor nenhum, se é que matar também não seja desprezível.

“ Por fim, eu, estoy aqui, para reparar esta monstruosidad creada e legada al mundo por mi hermano , apresentando os princípios básicos de minha tese de A RECUPERAÇÃO DO ETHOS DESTRUÍDO PELA SÍNDROME DO MICO DA CAVERNA.
Muchas Gracias! Obrigado! “
O público, extasiado com as palavras, parecia em estado de graça.
O presidente da Academia levantou-se, cumprimentou cerimoniosamente Quevara e determinou um intervalo de 15 minutos e a partir daí iniciar-se-iam os debates.
João, o Vermelho, deu um salto lá da platéia , abriu o casaco e perguntou:
-    Tchê, dás uma bicada? Vamos bebemorar a tua apresentação, Quevara.
- Mas, João, nem aqui deixas de lado a branquinha?!?!
- Claro, entendi tudo o que disseste na base do trago e agora....
 -  Alô, mestre Quevara, como foi bom ter ouvido suas deliciosas palavras introdutórias, disse um outro se apresentando como um dos mais antigos integrantes da Academia. Mas me explique uma côsa: de onde tiraste essa teoria? E essa síndrome? Que introdução???? Mas que loucura isso??? Vou te inquirir sobre isso. Até mais. Vamos até o coffee break. Até lá.
- Cófi o quê? Mas, Quevara, esse cara vai querer te enrolar nesse tal de cófi.
- Deixa pra lá, João. Isso é cafezinho de palestra de rico. Tem café, bolachinhas, sucos, doces e outras cositas más. Só não tem trago como nas tuas , não é?
- Qual é, Quevara, de onde conheces isso? Se lá na tua terra não tem nada disso?!?!?!
- Daqui, João, daqui mesmo.
- E vamos dar uma enxaguada no pescoço, então?!?!
- Claro, estou precisando.
- Quevara: por favor, não gostei das tuas insinuações. Senti-me brutalmente agredido. Pois eu, que já fui torturado pela ditadura, humilhado e preso por participar de atos contra aquele regime, nunca me senti tão ofendido, falou um dos ouvintes.
- Mas , afinal, quem és?
- Ele é um ex-combatente socialista que combateu o regime militar. Participou de seqüestros, roubos a banco, e outras cositas más, falou um outro que estava ouvindo a conversa.
- Não me arrependo do que fiz.. rebate o interlocutor do Quevara encarando o João.
- Ah, então sabias porque estavas apanhando, embora o torturador nem soubesse porque estava torturando.....
- Olha, Quevara, não estou para ouvir desaforos, retrucou do desafeto e partiu para cima do Quevara.
A esta altura , João já estava se preparando para uma briga. Louco para partir para cima do desafeto momentâneo do seu amigo.
- Se ele provocar o Quevara, vou cagar ele de pau, pensava, já esfregando as mãos. E não deu outra.
E se engalfinharam na sala do cafezinho. João atirou-se no meio dos dois no intuito de apartar a briga acabou acertando o agressor com uma garrafada. Quevara e o agressor para caíram um  para cada canto e quando se recuperavam surgiu a turma do deixa disso.
- Mas , bah, o nosso palestrante foi agredido. Que vexame para a Academia. Vamos ver se consegue se recompor para responder às perguntas sobre sua tese.
- Estás vendo, óh cubano safado, isso é que é sangue socialista, vermelho vivo, gritava o agressor ensangüentado pela garrafada que levou do João. E, levantando a cabeça....Mas olha só  quem eu vejo, meu amigo de noitadas no mercado: João...
- Mas, bah, te dei uma garrafada, companheiro, mas foi uma garrafada socialista, cara. Sai sangue e vermelho!!! E misturado com cachaça. Não tomo mais cachaça por tua causa.
- Mas, o que tu querias, borracho de uma figa?
- Agora vou te dar de novo..
- Não faz isso, João, ele é teu amigo ou não??
- Bueno, se é ou era, já era. E se te encarar de novo, Quevara, ....................
- Mas, amigos, interrompe o Presidente da Academia, vamos resolver democraticamente esse incidente como cidadãos civilizados.
- O quê? democracia uma ova, vou resolver a minha maneira: se bobearem meto a mão em todo mundo , falou João, impondo sua velha máxima.
Ânimos serenados, á mesa estavam prontas as perguntas para Quevara. Tudo muito bem organizado. Quevara tomava uma Fanta Uva bem gelada para se recuperar da refrega e ainda estava meio atônito com o ataque, mas não lhe causou surpresa o modo destemperadamente agressivo e verbal do atacante.
Lá na platéia, João  só observava .
- Tomando Fanta , hein , Quevara, depois vamo  ter umas conversinha.....e com o dedinho levantado.....mas,  bah!!! Eu te pego,  biticome!!
O primeiro debatedor apresenta-se no microfone .
- Sr Quevara, nos explique o que se quer dizer com O uso maciço de conceitos deturpados de forma endêmica desde a origem, atuando na direção daquele complexo ético/mental, causando um verdadeiro cerco aos neurônios do indivíduo, literalmente desmontam o Ethos expresso na Premissa 7. Mas antes, o que é a síndrome do Mico da Caverna?
- Lo agradeço, Sr.........
- Meu nome é  Sófoclides Pandulfo, ás suas ordens,obrigado.
- Sr Sófoclides, o seu próprio nome já indica sua  erudição, estou certo??
- Sim, meu pai era fã de Sócrates e Euclides e daí..
- De qualquer forma, certamente justa a homenagem e mais certo ainda na sua pessoa. Bom, mas vamos ao que interessa. O Mico da Caverna surgiu após inúmeras pesquisas em pacientes que passaram por mim e por perto, alguns mui perto. Constatei  que, além das causas normais, uma motivação neurosociopática  que claramente identifiquei de ideológica endêmica, pois, parece ser uma doença que os acompanha. Desde ás mais absurdas argumentações  a tudo lhes parece contrário ou potencial obstáculo as mais deslavadas elucubrações. Tudo fruto de manipulações mentais apocalípticas interpretando a realidade de modo de forma completamente diferente. É como se não tivessem  a sua disposição um lado do cérebro para pensar, raciocinar. Bueno, digo que ouvi na Esquina democrática em Porto Alegre que os atentados aos prédios de Nueva Iorque fueram cosas da CNN. Este é um dos sintomas. Por mil merdácias!!!! Este tipo de ciudadano é a  vítima freqüente do Mico da Caverna. O decodificador interno introjetado imediatamente modifica a mensagem estranha e a coloca no seu mundo irreal  e imaginário. Este mesmo decodificador age como um bloqueador de mensagens contrárias ao seu modo de pensar. Será que Sigmund Freud explica isto? Ao fazermos uma anamnese crítica e rocambolesca da maioria dos casos que tive  a oportunidade de conocer, constatei uma verdadera fábrica de imbecilizados por sábios doutrinadores. Uma caquexia ideológica de difícil solução a curto prazo. Verdadeiros aspirantes a demônio que habilmente escolhem seus asseclas  ora num público juvenil com seu Ethos em formação e ávidos por mudanças, ora, num público intelectualizado ávido por aquilo que  o saber no lhes dá: o poder e o palanque para enfiar na cabeça dos outros aquilo que enfiaram nas suas.
   Com estes dois grupos, basicamente, injetam um código doutrinário que já foi jogado na lata do lixo da história e levou, e ainda leva , povos á miséria, distribuindo velhas e surradas lições,  através de banalidades críticas e padronizadas, num cenário dantesco , como a ressuscitar doenças em dinossauros ou outros animais extintos por la naturaleza, ao prometerem o paraíso na Terra, desconsiderando o Criador e tratando a criatura imbecilizada como tal, ao não lhe permitir discordar de verdades que , ao seu juízo, o são. Tudo isso porque precisam de pessoas servis, escravizadas intelectual e mentalmente, numa verdadeira lavagem cerebral. Formar legiões de verdadeiros homens da caverna de Platão é o fim precípuo dessa Síndrome injetada no coração de energúmenos, geração após geração, deturpando tudo o que  possa ser útil a implantação dessa doutrina. Não há o mínimo respeito a fatos históricos.
Destruir o seu verdadeiro código ético-moral construído com verdades absolutas e substituí-lo por um outro código com verdades deturpadas e travestidas de democráticas, liberais, num jogo de idéias e raciocínio erístico e herético digno dos mais eloqüentes oradores gregos, se apresentam como resposta a tudo. Claro, a medida que seus instintos sócio-patológicos são saciados, a massa imbecilizada respondendo de forma  estereotipada e padronizada, estes monstros amorais vão tomando conta das mentes e corpos como uma doença endêmica. A coletivização do pensamento dos imbecilizados agride a tudo que lhes se contrapõe através dos seus exércitos de zumbis políticos. São ungidos pelos deuses, os mesmos que a seu juízo estão em pé de igualdade com Jesus Cristo, ou seja, monstros amorais como Stalin, Lamarca, Fidel, Gramsci, Mao Tse Tung, Pol Pot, Kim II Sung , Ho Chi Min e outros que fazem a releitura de seus escritos dando-lhes roupagem de lobos em cordeiros, só esperando a hora do bote.
A mente de um imbecilizado pela Síndrome não  separa o que é moral universal do que é moral circunstancial, onde a disseminação do ódio político , a violência , o destempero verbal professoral educacional , as agressões à ordem  e á justiça, desde que esta seja contrária a seus interesses, abençoando assassinos frios e calculistas, bandidos transnacionais, e chefes de estado que são verdadeiras latas de lixo ideológicas, nos dão idéia do que fizeram com o seu Ethos, ou com seu verdadeiro código de ética-moral existente  secularmente como constituído de verdades absolutas na conduta evolutiva da sociedade.
É de se esclarecer que estes seres cooptados muitas vezes não se dão conta de onde se meteram, ou sabem e assumiram seu zumbinato político-mental, ao entregarem sua mente a um bando de mentecaptos , que dos seus cachimbos acadêmicos, ditam velhas lições fabricando mais uma geração de zumbis ou suas cópias de mentecaptos  em pleno terceiro milênio. Porque neles se injeta a sombra da caverna de Platão e os submetem acreditar na projeção da fogueira. E uma nova inquisição é imposta a todos que estão nesse barco. E ai de quem lhes contrariar.
Uma fortíssima coação moral sobre o combalido Ethos do cidadão , sem dar espaço para siquer argumentar os porquês e os para quês, subtrai daquele alvo todo o discernimento contrário  ao que lhes é imposto. Ficam verdadeiramente embasbacados e impotentes com o que lhes mostram , tal como o aspirante a Vampiro que oferece o pescoço ao seu Mestre sempre que este necessitar. Um novo Frankenstein ideológico surge.
Quando ele, por um descuido dos seus algozes, sai da caverna e vê que existem luzes e estrelas num céu belíssimo ...
- Mas, Sr Quevara, nós não estamos aqui para discutir política e sim psiquiatria!!!!
- Sim, mas o que estou querendo lhes transmitir, fruto de meus estudos é que uma causa  de origem política produz um desequilíbrio brutal no Ethos , destruindo-o e injetando valores formadores de homens da caverna de Platão, sem vida própria, sem luz, apenas repetindo jargões surrados, contidos em um material arqueológico, destruindo quem se opõe a dizer que existe luz e brilho exterior. E, num pacto de teses mafiosas e corroídas pelo tempo, os educadores dessa linha, como que hipnotizam seus alunos com uma cantilena anestésica  que minimiza todos os crimes de seus parceiros, mascarando os seus reais objetivos e mostrando uma face que não condiz com a realidade. Quem tem dois neurônios distingue isso. Portanto, é uma síndrome neuropsicótica esquizofrênica adquirida. O verdadeiro Mico da Caverna surge quando o imbecilizado se dá conta da pseudo realidade esquizofrênica e começa a perguntar e inquirir essa realidade que lhe foi imposta sem contestação. É a segunda fase do processo e a mais dolorosa. O choque psíquico é brutal. É o Ethos em luta contra o Pathos, o Ego contra o Superego , a mentira contra o engodo, o real contra a utopia e por aí vai. Ele não alcançou o objetivo utópico doutrinário, e sim, como aprendi aqui nesta tierra: pagou um mico sem precedentes, anos e anos a fio. No meio disso, ficam cidadãos estandarizados e  imbecilizados pela utópica e arqueológica  doutrina e,  pensando estar ungido pelos seus deuses ..
- O Sr está nos ofendendo. Exijo um reparo nestas suas colocações , gritou um sujeito bem perto do João.
- Olha, Tchê, te senta senão já te cago de pau. Deixa meu amigo em paz. Faz a tua pergunta e te aquieta, senão...
- Senhores, pelo que estou avaliando, a discussão não vai acabar tão cedo. Este tema inédito apresentado vai dar o que falar e continuaremos na parte da noite, no nosso horário tradicional. Vamos tomar um chá e refrescar as melenas. Até mais e muito obrigado ao palestrante e aos assistentes. Não esqueçam de escrever as perguntas e trazer até a mesa, interveio acalmando o ambiente que já se agitava o Presidente da Academia. Dispersaram-se e os ânimos se acalmaram. Mas com absoluta certeza, depois das conversas no bar, a coisa voltaria quente.
FLAVIO MPINTO
Enviado por FLAVIO MPINTO em 09/11/2007
Código do texto: T730450

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Sobre o autor
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