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Lesfar Inmors - Cap 6 - A morte de Naru (Por Anônimo)

Leia o Capítulo 5 -> http://www.recantodasletras.com.br/contos/747664

    “O Sonho de se conseguir algo na vida é sempre atrapalhado pelo pesadelo de se perder o que já se tem; e foi o que aconteceu com Naru...”.
    Numa das manhas mais belas do ano Lesfar saiu de nossas vidas, acreditava eu que para sempre, mas ninguém pode prever o futuro:
    Alguns dias após sua partida um vampiro de aparência grotesca apareceu em nossa cidade atrás da protegida mortal de Lesfar. No começo não consegui entender o que ele queria dizer com isso, mas ao ver Naru o vampiro a atacou brutalmente. Janus, que levava um crucifixo a capela, presenciou Naru sendo atacada e em um ato de coragem retirou o monstro de cima dela, golpeando-o com o crucifixo. O vampiro retirou o objeto da mão de Janus e o atirou em Naru, acertando-a no tórax, perfurando-o com a parte inferior do crucifixo. O vampiro não teve mais reação e fugiu em seguida.
    Corremos todos para socorrer Naru, mas a única coisa que pudemos fazer foi chamar a enfermeira da cidade para ajudá-la. A garota não mostrou resistência, seu coração parou de bater às duas horas e trinta e cinco minutos na madrugada de um sábado. Janus chamou um pintor para mostrar a Lesfar o havia acontecido e junto com o quadro pediu para o artista que entregasse uma carta escrita pelas próprias mãos de Janus a Lesfar:

“Ao meu velho amigo Lesfar, de Janus XV.

    Caro amigo Lesfar, sinto lhe informar que nossa amiga Naru de Vens foi assassinada no dia 16/ 09 por um ser de sua espécie, aparência horrenda e que trajava couro velho muito mal tratado.
    Sei como se sente, pois meu coração também sangra, mas peço que supere o acontecido.
    Ps. Em outra carta contarei com mais calma o acontecido, seja paciente.
   
De seu grande amigo Janus XV.”

    Ficamos totalmente chocados com o acontecido, mas algumas horas do ocorrido algo surpreendente aconteceu: A enfermeira pediu-nos para nos retirarmos, para que pudesse retirar o objeto do corpo de Naru. Três horas mais tarde Jane (a enfermeira) saia da sala com o objeto sangrando em suas mãos.
    - Vocês não vão acreditar no que aconteceu – Jane falava pálida – Naru está viva.
    - Mas como? – Perguntava Janus.
    - Não sei responder... Quando retirei o crucifixo ela começou a respirar novamente e ainda deu um grito baixo, sufocado – Jane empolgava-se – A única reação que tive foi fazer um curativo na ferida feita por isso – Ela apontava o objeto em suas mãos – E vir comunicá-los.
    - Mas então ela está lá, acordada e sozinha? – Perguntou Janus.
    - Não ela desacordou e vim pedir principalmente para que fique comigo Janus, para me ajudar a cuidar dela.
    - Certo! – Afirmou Janus retomando a cor em sua face.
    Janus e Jane ficaram com Naru e todos que a tinhamos como querida, fomos para a capela orar, pedir para que ela saísse bem dessa.
    Três meses após o ocorrido Naru terminou seu compromisso com a Cidade dos Mortos e como Lesfar sumiu, junto com Therra – seu novo amor – para um lugar onde por algum tempo não sabíamos onde era.
    Tudo parecia estar correndo bem, até que tivemos a noticia do assassinato de Naru. Num jornal pregado às portas do restaurante estava escrito:

“Assassinato brutal
 
    Hoje, por volta das Três e trinta e cindo da manha uma garota, identificada como Naru de Vens, foi assassinada brutalmente perto da casa de seu namorado, de nome Therra. O Xerife diz suspeitar do individuo, que se encontrava perturbado e gritava frases irracionais como: “Foi o demônio, ele não gosta de mim e por isso a matou! Também quer me pegar! Por favor, matem-no! Matem aquele vampiro! Lesfar!”.
    ‘Um instrumento cortante banhado em sangue foi encontrado no local onde o corpo, separado da sua parte superior que estava em posse do suspeito, se encontrava, mas não havia sinais algum de que o suspeito poderia ter estado naquele local àquela hora. O caso se tornou uma incógnita.
    Therra foi levado preso até que se provasse sua inocência e se for julgado culpado será punido com pena de morte.”

    Todos nós ficamos chocados, pois sabíamos quem era Lesfar e que nunca, no tempo em que conviveu conosco na cidade dos mortos, havia mostrado qualquer comportamento brutal, era sim solitário e pouco alegre, mas mesmo assim muitosgostavam dele.
    Therra também era uma boa pessoa, mas poucos nós sabíamos que ele e Lesfar se odiavam, apesar de estarem sempre juntos e também sabíamos que Lesfar amava a Naru e esta foi embora com Therra... Tudo isso ajudou a dividir a opinião sobre quem era inocente ou culpado...

Leia o capítulo 7 -> http://www.recantodasletras.com.br/contos/757025
Lesfar Inmors
Enviado por Lesfar Inmors em 27/11/2007
Reeditado em 28/11/2007
Código do texto: T754867

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Sobre o autor
Lesfar Inmors
São Paulo - São Paulo - Brasil, 31 anos
45 textos (3010 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/10/17 08:54)
Lesfar Inmors