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Lesfar Inmors - Cap 8 - O Manuscrito (Por Leon Smith)

Leia o capítulo 7 -> http://www.recantodasletras.com.br/contos/757025

     Acordei normalmente as seis e meia da manhã, vesti-me, tomei meu café matinal enquanto lia o jornal do dia e finalmente – Após deixar tudo limpo para que minha esposa não tivesse muito trabalho – segui-me ao escritório a fim de continuar com as pesquisas...
    Havia feito, há muitos anos, uma pequena, mas bem organizada biblioteca pessoal. Havia nesta vários títulos de livros e escritores dos mais conceituados; mas os assuntos que mais predominavam eram sobre vampirismo e bruxaria. Toda minha vida, até agora, foi passada a procura de relíquias da literatura (tinha o rascunho em manuscrito da grande obra “DRACULA” de “Bram Stoken”. Mas acho que uma das minhas maiores relíquias é a mais recente.
    A algum tempo recebi um manuscrito, uma carta sem remetente fora deixada debaixo da porta de minha residência, e nesta continha o manuscrito. Quando o li pela primeira vez achei uma grande besteira, por mostrar amor da parte de um vampiro, mas se eu realmente continuasse pensando assim estaria sendo um idiota, estaria desprezando totalmente minhas pesquisas. Em todos esses anos estudei sobre vários clãs e aprendi que nem todos eram iguais, alguns eram totalmente horrendos e outros amorosos, até mesmo com humanos.
    Tinha que saber de onde viera aquele manuscrito, saber se era uma brincadeira ou uma realidade. Mas por onde começar?
    Naquele dia vesti meu melhor terno e fui à caça do suposto vampiro! Na praça da majestade parei, sentei e percebi que estava seguindo para lugar nenhum. O que eu tinha não era muito, somente o que estava escrito no manuscrito: Um nome (Naru); a descrição de alguém (Jovem, aparentava ser mais maduro em sua fisionomia do que a própria idade o dava e com personalidade forte.); e um local (Não deveria ser muito grande, talvez um sítio, não dava para saber direito, mas ficava perto de alguma vila.). Segui com essas informações, mas para onde? Tinha que ter mais informações. Voltei para meu lar.
    Acordei no segundo dia da “PROCURA À SOMBRA” – Era assim que comecei a chamar aquele caso – contei a minha esposa sobre o manuscrito e sobre a investigação que comecei – Esta me chamou de louco e burro por acreditar nesta história – tomei meu café matinal na presença dela – A muito tempo ela não me fazia companhia no café – vesti-me formalmente e fui a procura de Whalley – Um dos amigos que sabiam de minhas pesquisas. Whalley já estava com a idade um pouco avançada e a mente um pouco ruim a lembranças. Ao chegar na casa dele – Uma bela mansão recheada de empregados – fui recebido pelo seu mordomo que a muito já me conhecia, deixando-me entrar sem algum transtorno, alem do mais seu patrão o dis era que eu era um dos seus convidados especiais.
    Whalley se encontrava dormindo no momento em que cheguei, sendo obrigado a esperá-lo por mais de meia hora. Quando acordou foi avisado de minha visita e tratou de descer rapidamente – como me explicou seu mordomo – e me receber.
(3)    - Como vai Leon? E a que devo a honra de sua visita? – Cumprimento-me Whalley.
(2)    - Vou bem! E o senhor? - Retribui o cumprimento.
(3)    - Não muito bem, a artrite ainda me incomoda um pouco, mas o resto está indo bem. E nunca mais me chame de senhor – Respondeu-me - Sente-se.
(2)    - Obrigado! "Senhor".
(3)    - E lhe pergunto novamente... A que devo a honra de sua visita?
(2)    - A certo! Eu gostaria de...
(3)    - Antes me deixe pedir ao mordomo preparar a mesa do café... Faz-me companhia?
(2)    - Não obrigado.
(3)    - Davis prepare a mesa e me chame quando estiver pronta.
(4)    - Sim senhor - Respondeu o mordomo.
    Senti-me mais aliviado por não ter mais ninguém para escutar nossa conversa.
(3)    - Então Leon continue.
(2)    - Na verdade gostaria de saber se o senhor não comentou sobre minhas pesquisas com alguém, talvez um amigo.
(3)    - Não! - O tom em sua voz estava apavorante - Eu nunca faria isso, principalmente porque você me pediu para nunca fazê-lo! Porque?
(2)    - É que alguém mais sabe além do senhor Lemel e Gerber.
(3)    - Sim sei, mas não fui eu. E acredito que eles também não contaram a ninguém.
(2)    - Eu também, mas tenho que conferir.
(3)    - Verdade...
    Houve uma pequena pausa na conversa e o silencio tomou conta do lugar por alguns instantes.
(4)    - Desculpe senhor, mas a mesa está pronta.
    Percebi nos olhos do mordomo que ele estava preocupado.
(3)    - Obrigado Davis.
(2)    - Já estou indo.
(3)    - Tem certeza de que não quer?
    Mostrava-me a mesa enfartada.
(2)    - Não! Obrigado. Já tomei café em casa.
(3)    - Certo, então me deixe acompanhá-lo até a porta.
(2)    - Obrigado, mas não precisa.
(3)    - Se assim deseja... Então até a próxima.
(2)    - Até.
    Realmente Whalley falara a verdade, percebi em seus olhos, sabia quando este mentia, seus olhos lacrimejavam e suas mãos tremiam.
    Faltavam ainda mais dois amigos para visitar, mas naquele dia nenhum destes estavam na cidade. Gerber chegaria no dia seguinte e Lemel não me deu previsão de quando voltaria.
    Voltei a minha residência, almocei com minha esposa - Como ela parecia estar linda - e a tarde voltei-me novamente aos livros. Fui dormir já tarde da noite.
   
    Dormia com minha esposa quando escutei um ruído no andar de baixo da residência. Vesti meu roupão e desci para ver o que acontecia. Quando estava no meio das escadas escutei outro ruído, só que agora sabia vir da parte da biblioteca. Andei cuidadosamente, tentando não fazer barulho e ao abrir a porta do cômodo uma espessa fumaça saiu por esta e chamas cobriram sua parte superior fazendo -me recuar. A porta da cozinha bateu com extrema força nesta hora, quebrando o vidro que nela continha.
(5)    - Por que está de pé há esta hora? - Perguntou-me minha esposa aos pés da escada.
(2)    - Por favor, saia daqui - Pedi-a.
(5)    - Por que?
    Fiquei chocado com a pergunta!
(5)    - O que está acontecendo Leon?
(2)    - Saia daqui agora!
(5)    - Porque? Tem alguém aqui em casa?
(2)    - Por favor,... Saia daqui AGORA – Gritei.
    Ela estava calma e cuidadosa enquanto procurava a chave da porta da frente na escrivaninha. Quando achou olhou para mim novamente, abriu a porta e saiu...
    O fogo consumia toda a biblioteca e começava a se alastrar para outras partes. Não tinha mais nada para se fazer lá dentro, a não ser sair e salvar minha vida, pois todo o resto estava perdido.
    Avistei minha esposa do outro lado da rua sentada em um banco da praça. Dirigi-me em direção a ela, mas parei para olhar para traz e ver que minha residência banhava em fogo. Tudo era tão depressivo e extraordinariamente irreal.
(5)    - Agora posso entrar? - Perguntou-me minha esposa já ao meu lado Não sabia o que responder, nossa residência estava banhada em chamas e ela não percebia. Andou em direção a residência, não consegui pará-la e ao entrar esta explodiu...

    Acordei assustado, suando e totalmente perplexo; tudo a minha volta rodava e os ruídos do fogo zuniam em meus ouvidos. Sentei-me na cama de cabeça baixa até me sentir melhor para tentar dormir novamente. Beijei meu amor e deitei-me já com as pálpebras pesadas de sono.
    O som de algo caindo foi o que me acordou novamente; fiquei quieto por alguns segundos para ver se escutava mais alguma coisa, mas nada - alem de uma fina garoa e de alguns insetos - fez ruído algum. Acordei minha esposa para alertá-la de uma possível tragédia:
(2)    - Meu bem acorde!
(5)    - O que houve?
(2)    - não tenho certeza ainda, mas quero que me escute!
    Ela começava a ficar preocupada.
(2)    - Acho que tem algo lá em baixo e quero que fique atenta qualquer sinal meu saia rápido de casa.
(5)    - Mas porque?
(2)    - Por favor, faça o que te peço, vista sua camisola e fique atenta.
    Deixei-a no quarto e segui-me para a escada, descendo-a com cuidado para não fazer barulho. Os ruídos vinham da biblioteca, - Meu peito congelou - procurei andar cuidadosamente e...
(5)    - Amor! - Me chamou minha esposa aos pés da escada.
    Virei-me assustado, não queria que ela estivesse ali, mas por outro lado era bom.
(2)    - Por favor, saia da casa agora!
(5)    - Porque tem alguém aqui?
    Lembrei-me do sonho
(2)    - Por favor, saia daqui agora - Pedi-a num tom brando.
    Ela estava assustada, mas cuidadosa enquanto procurava a chave da porta da frente na escrivaninha. Quando achou olhou para mim novamente, abriu a porta e saiu...
    Voltei minha atenção para a biblioteca quando a vidraça da cozinha se estilhaçou. Meu coração estava totalmente acelerado e a adrenalina ao máximo. Abri a porta da biblioteca e havia um abajur, vários livros e a fotografia de minha esposa ao chão. Entrei no cômodo para descobrir o que acontecia. Entendi tudo ao olhar para uma poltrona que se encontrava a um canto solitário! Eram dois gatos em acasalamento. Assustaram-se com minha presença e fugiram, passando por mim. Ri sozinho, ri desesperadamente. Dei graças que Deus existe.
    Fui ver o por que do vidro quebrado e descobri que havia outro macho na cozinha - ele estava sangrando-deduzi que saltara na vidraça ao tentar fugir de mim. Depois de "por os gatos para fora" disse a minha esposa que não havia perigo algum e conte-a do sonho e que fora por isso que pedi-a que saísse.
    Na manha seguinte ela novamente se pôs a tomar o café matinal comigo, no outro também - Isso começava a ficar bom - e despediu-se de mim - quando eu saía para visitar Gerber - com um delicioso beijo.
   
    Cheguei a residência de Gerber as nove e trinta e cinco e este se encontrava no jardim, cuidando de suas relíquias - As rosas. Fiquei a observá-lo por de trás do portão sem ser percebido por uns cinco minutos.
(6)    - Olá! O que fazes ai? Entre!
(2)    - Obrigado.
    Abri o portão e andei cuidadosamente por entre a grana até seu encontro.
(6)    - Você não parece estar com uma cara muito boa, o que houve? Não dormiu bem esta noite?
(2)    - Não pesadelos, esta noite e na passada também.
(6)    - Isso é mal
    Concordei com um aceno de cabeça. Gerber voltou sa atenção as rosas
(2)    - Desculpe, mas posso te fazer uma pergunta?
(6)    - Pode - Respondeu-me sem desviar a atenção de suas rosas
(2)    - É sobre minhas pesquisas
(6)    - Ok, Mas não sei no que posso te ajudar, o estudioso aqui é você.
(2)    - É, eu sei, mas não vim aqui para te pedir ajuda.
(6)    - Então sobre o que é?
(2)    - Eu gostaria de saber se não comentou sobre isso com alguém! Digo além de nós três.
    Gerber levantou seus olhos e demonstrou neles alguma ofensa.
(6)    - Naquele dia em que contou-nos sobre o que fazia, lembro-me bem, pediu-nos que não o contasse a mais ninguém e lembro-me também que nos contou o quanto isso era sério para você e que se isso vazasse poderia causar-lhe alguns transtornos. - Suspirou - Somos amigos desde nossa infância, sempre confiei em você e sempre esperei o mesmo de sua pessoa, mas agora vem até mim e faz esta pergunta. Espero que esta seja somente uma fase, espero poder continuar confiando em nossa amizade.
    Não sabia o que fazer, ou o que dizer. Somente esbocei um leve sorriso e despedi-me. Mas quando saia Gerber me chamou a atenção:
(6)    - Não fui eu, não falei nada a ninguém - Falou-me sem tirar os olhos das rosas.
(2)    - É, eu sei. Desculpe por ter vindo até aqui.
(6)    - Não se desculpe, acredito que algo tenha acontecido para estar tão preocupado e agradeço por ter vindo até aqui.
    Fechei o portão e dirigi-me para casa.
(7)    - Olá Leon
(2)    - Lemel que surpresa.
(7)    - Surpresa porque?
(2)    - Não te esperava tão cedo por aqui.
(7)    - Achava que eu voltava quando?
(2)    - Não sei, mas... Ah esquece
(7)    - Oh! Meu caro amigo, sempre tirando as próprias conclusões.
(2)    - É, você me conhece.
(7)    - Sim e há muito tempo - O sorriso de Lemel sempre mostrou sinceridade - Mas que bom te encontrar aqui.
(2)    - Digo o mesmo.
(7)    - Certo! Certo! Mas me diga, o Gerber está em casa?
(2)    - Está lá cuidando das plantas.
(7)    - O velho Gerber, sempre cuidando de suas flores mais que da própria saúde - Falava com a foz em um tom realmente feliz - Vou lá irritá-lo um pouco. Dá-me licença?
(2)    - Sim, pois não.
(7)    - Então até mais.
(2)    - A, outra coisa!
(7)    - Diga.
(2)    - Posso te fazer uma pergunta?
(7)    - Acabou de fazer uma - Riu sozinho - Claro
(2)    - Você por acaso não comentou com alguém sobre minhas pesquisas?
(7)    - HAHAHAHAHA! Claro que não, nem com Gerber nem com Whalley falei sobre isso depois daquele dia! Porque?
(2)    - É que alguém mais, além de vocês, sabe sobre isso.
(7)    - Que chato cara - Falava mudando um pouco sua feição - Já perguntou pro Whalley e pro Gerber se não foram eles?
(2)    - Sim já. E tenho certeza que não foram.
(7)    - Então está difícil.
(2)    - É eu sei.
(7)    - E ninguém mais sabe sobre isso além de nós três?
(2)    - Sim, minha esposa.
(7)    - Então... - Lemel parou de falar como se algo o obrigasse a isso.
(2)    - O que?
(7)    - Nada! Desculpe!
    Houve neste momento um minuto de silencio.
(2)    - Eu já vou, mas outro dia nós voltamos a conversar.
(7)    - Falou cara! Até mais.

    Voltei a minha residência e fiquei toda a tarde ao lado de minha esposa - A algum tempo não oferecia carinho a ela, parecia feliz. Não toquei mais no assunto de minhas pesquisas naquele dia. Fomos para cama cedo, para aproveitarmos bem à noite.
    De manha fui acordado por minha esposa para tomar café. A mesa estava muita bem arrumada, com várias guloseimas, com um bule e duas xícaras colocadas estrategicamente.
(2)    - Gostou desta noite - Comentei cochichando nos ouvidos dela.
    Ela não respondeu, somente soltou um sorriso malicioso e voltou aos seus afazeres.
    Saboreei o farto café enquanto lia o jornal do dia. Estava quase acabando quando resolvi fazer uma pergunta a ela:
(2)    - Você comentou sobre o que faço com alguém?
    Ela olhou para mim surpresa, mas quando ia para responder alguém bateu na porta.
(5)    - Vou atender - E saiu em direção a porta da frente e trinta segundos mais tarde me chamou - Amor venha aqui um momento, tem um homem querendo lhe falar!
    Deixei o meu jornal em um canto da mesa e fui ver quem era e para minha surpresa, Davis - O mordomo de Whalley - se encontrava na esperando na porta.
(2)    - O que faz aqui? Não deveria estar trabalhando?
(4)    - Não senhor. Hoje é meu dia de folga.
(2)    - Certo! Mas então entre!
(4)    - Com licença.
    Ofereci-lhe minha poltrona para se sentar, mas este preferiu o sofá - Educação.
(2)    - Mas fale. Aconteceu algo com Whalley?
(4)    - Não senhor. Quer dizer... Aconteceu sim.
(2)    - Então fale. O que houve?
(4)    - Nada sério... É que escutei a conversa que os senhores tiveram lá na mansão do Senhor Whalley.
(2)    - Sim.
(4)    - Me desculpe por isso, mas é que o senhor perguntou ao Senhor Whalley se ele não haveria comentado sobre algumas pesquisas que o senhor fazia.
(2)    - Sim.
(4)    - Então, ele disse que não, mas... Houve uma pessoa para quem ele falou sobre isso.
(2)    - Houve! Quem?
(4)    - Não sei direito Senhor. Era uma moça.
(2)    - E como ela era?
(4)    - Jovem, morena e dava para ver que era bem simples.
(2)    - Nada mais?
    Davis ficou por um tempo pensativo
(4)    - Tinha sim... Ela disse que vivia numa cidade - Parou para pensar por mais um tempo - acho que era "Cidade dos Mortos!”.
    Quase me esqueci que Davis se encontrava em minha residência neste momento, estava pegando meu casaco e saindo quando me lembrei dele e o agradeci:
(2)    - Obrigado Davis. Como posso retribuir?
(4)    - Não precisa Senhor... Mas tem uma coisa sim
(2)    - Então diga
(4)    - Por favor, não conte ao Sr. Whalley que falei isto ao Senhor... Ele estava bêbado no dia, não lembra de nada que aconteceu.
(2)    - Não se preocupe Davis, não contarei nada e acho até melhor ele não ficar sabendo.
(4)    - Obrigado Senhor. E com licença.
    Davis saiu pela porta e minha consciência saiu de meu corpo. Corri para a biblioteca e procurei um mapa do país. Não sabia onde ficava a "Cidade dos Mortos", mas deveria achá-la.Fiquei trancado na biblioteca por mais de duas horas procurando algum ponto no mapa nomeado "Cidade dos Mortos", mas nada consegui encontrar. Às doze horas minha esposa me chamou para almoçar e aproveitando prometi-lhe que jantaríamos fora naquele dia. À tarde voltei para minhas pesquisas, mas nada descobri, decidi procurar em outro lugar.
    Vesti meu casaco e fui para a casa de Whalley. Davis me atendeu e chamou seu Senhor enquanto eu esperava na sala. Whalley demorou algum tempo para aparecer e quando já estava ficando impaciente o seu mordomo pediu-me para segui-lo ao seu quarto.
(3)    - Como vai Leon?
(2)    - Levando, mas você não parece nem um pouco bem.
(3)    - Sim, comecei a me sentir mal ontem, mas hoje já estou melhor.
(2)    - E sabe o que houve?
(3)    - Doença de velho. Não se preocupe, não é nada.
(2)    - Mas tem que se cuidar.
(3)    - É eu sei - Whalley fez um gesto de desprezo pelos meus conselhos - Mas não foi para isso que veio até aqui.
(2)    - Realmente não foi.
    Não disse a ele de imediato qual era minha intenção, ficamos conversando sobre outras coisas: lembrando as antigas histórias e sobre as mulheres que podíamos ter quando jovens. Perguntei ao Davis sobre o que Whalley teria e ele me disse que era uma simples gripe. E continuamos a conversa - Eu e Walley - por muito tempo, até eu me lembrar do que havia prometido a minha esposa.
(3)    - Já vai? -Perguntou-me Whalley quando me levantei.
(2)    - Sim. Prometi a minha esposa que a levaria para jantar fora hoje.
(3)    - Então vá. Não se pode deixar uma donzela esperando, ainda mais aquela bela mulher que tem em casa.
(2)    - Se tivesse alguns anos a menos acharia que estava a fim dela.
(3)    - E estou
(2)    - Então está marcado o duela para assim que se recuperar.
(3)    - Certo!
    Apertamos as mãos
(2)    - Ah! Tem outra coisa.
(3)    - O que é?
(2)    - Sabe onde fica uma tal de "Cidade dos Mortos?”.
    O mordomo que servia o remédio de Whalley quase deixou o copo com água cair. Whalley não percebeu Davis.
(3)    - Acho que sei, é um sitio que fica ao lado de uma pequena vila. Mas esse não é o nome real dele, é um apelido dado pelos moradores.
(2)    - Sabe como se chama essa vila?
(3)    - Se me lembro bem... Acho que é "Aurons".
(2)    - Obrigado. Era só isso que queria saber.
(3)    - Tem uma sobrinha minha que mora lá - Whalley estava com uma expressão feliz - O nome dela é Inane, me visitou esses dias.
    Mostrei-me interessado na novidade.
(3)    - Davis.
(4)    - Sim Senhor!
(3)    - Procure o endereço de Inane Strait na minha agenda e o entregue ao Leon.
(4)    - Sim Senhor!
    Eu e o mordomo deixamos Whalley no quarto e fomos pegar o endereço no escritório.
    Deixei a residência de Whalley e fui para a minha. Minha esposa já me esperava. Arrumei-me e saímos para o melhor restaurante da cidade.
    Fiquei o resto do dia dedicado a minha esposa, para o outro começar a minha busca a Inane e ao autor do manuscrito...
Lesfar Inmors
Enviado por Lesfar Inmors em 01/12/2007
Código do texto: T761083

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Sobre o autor
Lesfar Inmors
São Paulo - São Paulo - Brasil, 31 anos
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