Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

1 - O SEXO DO PAI NATAL

O SEXO DO PAI NATAL

LFV
«Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.», Luis Fernando Verissimo

Dei a este conto as iniciais do meu amigo, tendo-as deixado onde elas pertencem, no autor real do texto onde me inspirei, pelo que é mais que justo deixar as suas palavras em epígrafe. Tudo isto em véspera de Natal, antes pois da consoada.
É uma história para manter afastada das crianças, fala de sexo: o sexo do Pai Natal! Foi deste modo que uma amiga minha arranjou maneira de me criar um problema relativamente simples, fiquei responsável pelo jantar e ceia da nossa consoada.
Estou motivado, logo ela estará consumada por mim e eu consolado por ela e vice-versa. Querem ver como fica? Eu consumado por ela, ela consolada por mim. Sai sempre bem, soa cada vez melhor... Claro que já lhe dei a ler um conto inicialmente apócrifo (depois conheci a autora original, mas essa é outra história) "A Perua do Natal".
Pelo seguro conto-vos a história com um ano de permeio, a acção decorreu há precisamente um ano. Imaginem que assim será sempre, independentemente do dia, mês ou ano em que lerem. O conto que conto aconteceu realmente mas... há um ano atrás! Não estou a dizer que há um anus atrás, aí tinha "A Perua do Natal" um belo enfeite.
Aqui onde me vêm é como se fosse hoje e é um belo dum problema, tenho de tratar da refeição. A amiga apenas trás o membro, leia-se sexo ou pénis, do Pai Natal. Claro que não posso ficar preocupado com o problema, para o esquecer imaginem-me a escrever... este conto.
Ora a história deste conto até está bastante simples, falta apenas deixar passar as horas que nos separam agora de logo e... logo teremos este conto pronto... isto quando souber: como, quando, onde... vai a minha amiga castrar o Pai Natal? Este onde é o mais óbvio, sendo o Pai Natal homem. Será? Onde anda o Pai Natal, principalmente para quem já não acredita nele?
Será que vou ser eu o Pai Natal da minha amiga e isto descamba numa história de terror, Deus e os anjinhos me protejam, mais a Nossa Senhora e os arcanjos. Deixa-me cá acreditar que estes existem e têm espadas de fogo, talvez assim o meu coração comece a ficar mais sossegado!
Confesso, só a ideia deixou-me mal disposto, imaginar que ela vai tentar embebedar-me como se eu fosse um peru!? Por favor, Rosa, acode... Até já estou a entrar em delírio e, eu que gosto demais disso... Vou afastar-me um pouco da história deixar que o coração acalme.
Os delírios gozo-os como um rio que chega à foz, quando corre nas palavras e estas são a minha voz, o delírio é chegar ao mar e amar! Realizar a voz é o meu delírio, é quando me venho... quando realizo a palavra escrita!
Já estou melhor, voltemos ao conto, tenho de falar de "A PERUA DE NATAL". Estrategicamente pus a acção a decorrer à um ano atrás, pelo que é como se já só lembrasse as linhas gerais do conto: onde a ceia, a refeição, o pitéu no menu... Vou pôr a nu, a Perua de Natal: uma mulher nua enfeitada em todas as aberturas e besuntada de cremes saborosos. Não digo mais, fiquem gulosos...
Quanto à minha pequena aflição de classe média, ainda não estourei completamente o subsidio do 13º mês e já encomendei jantar e ceia. As bebidas fui eu comprá-las já antes de ontem, ante-ontem. Quanto ao sexo do Pai Natal, vou dar a pista que tenho...
Nem de propósito, conheci a minha amiga há precisamente um ano atrás! Ela é estrangeira, estava um pouco desterrada, a minha irmã convidou-a para consoar. Foi assim que nos conhecemos, depois ela aterrou nesta terra com carácter de permanência e eu voei, ficamos a manter correspondência.
Agora uma pausa grande, algum "suspense". Este ano mentimos, eu disse que não vinha e ela disse que ia... Deste modo não vamos estar com a minha família que se reúne em casa da minha irmã, vamos para o meu apartamento que está com saudades duma boa farra.
Como está na hora de pensar em qualquer outra coisa, vão ficar a saber tanto como eu sobre a história que vos estou a contar: sabem qual foi a participação da minha amiga na consoada em casa da minha irmã?
Mais uma pausa antes do "grande final": o pénis do Pai Natal! Aposto que este vai ser o mesmo... que ela fez o ano passado. Um espectacular rolo de chocolate, com marca registada dela: uma bolacha especial e grumos de chocolate, não sei explicar melhor e ela não deu a receita a ninguém. Também eu mostro, mas não cedo a receita dum conto com dois títulos!...
Bom Natal, a quem me ler nesta quadra tão especial!!

{«O leitor é convidado a continuar um texto dos cinco autores do Portal e concorre a um exemplar de um livro do autor escolhido autografado. Participe.», o convite está no Portal Literal. O mesmo que oferece aulas na Oficina Literária, como também já antes fiz questão de dar conhecimento. O endereço é: http://portalliteral.terra.com.br/}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 25/12/2005
Reeditado em 25/12/2005
Código do texto: T90318
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
785 textos (310484 leituras)
37 áudios (39565 audições)
1 e-livros (148 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 10:45)
Francisco Coimbra