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Sensações - Normanda 13/01/2006 ( Lia Lúcia de Sá Leitão)

É complicado acordar sem dar bom dia ao dia, afinal, todo dia é dia de Rei. Se somos capazes de dizer SEBEM QUEM SOU? estamos na situação de autoridade e até o Sol deve estar sob nossos pés, engraçado essa semana passei por uma situação inusitada e senti na pele a senação de impotência, é constrangedor, é aborrecida, é deprimente, aquele que sofre a humilhação da parada obrigatória dos curiosos transeúntes. É de sentir na pele a força de um dragão debatendo-se contra aquele sabe quem EU sou. Medindo em metros a defesa e a acusação daqueles que nem viram a situação completa. O curiosos apenas deduzem pela posição dos carros trancando uma das ruas de estacionamento de um shopping aqui em Olinda Pernambuco.
Pois é; essa gentil criatura que vos escreve ( adoro colocar essa frase nos meus textos por que descobri aqui na internet um desses SABE QUEM EU SOU? Lendo às escondidas meus textos, passando e-mails e sempre presenteando com uma alfinetada, mas, numa vasculhada de internet, ficou descoberto que: O SABE QUEM EU SOU  é uma moça, que sinceramente não me suporta por que não dei trela para o sabe quem eu sou dela,simplesmente ignorei, também não me interessava. Bom, só pra concluir, a criatura não é letrada mas se vale de meia dúzias de amigos para fazer valer o SABE QUEM EU SOU, mas tudo isso são bobices, releva-se, o importante é ser prendada e ter uma certa astúcia para crescer, A você os meus sorrisos de sabe o que não sou, deixo por conta a interpretação.)
Mas voltando ao shopping e ao constrangimento da autoridade exacerbada e incontrolada do brasileiro.
Reduzi a velocidade do meu carro para estacionar e o automóvel que vinha atrás encostou no pára choques dando-me um leve impulso para frente, (diga-se de passagem, achei que o carro lá trás estava ferrado devido ao suporte de trailler, pela altura e peso do meu).
Abri a porta, mostrei meu tornozelo branco e sensual, vestia àquela altura um vestidinho indiano com chinelinhas rasteira em couro cru, caminhei até a trazeira do carro, olhei e nada tinha acontecido, nenhum arranhão, fiz o favor de olhar o carro suicida e pelo bem dele, também nada tinha sido danificado. Olhei para o Senhor que dirigia o carro oposto fiz sinal, dizendo uqe ficasse tranquilo, foi apenas um susto. Infelizmente, o homem estava com o vidro levantado e não entendeu a minha observação, já de volta à cabine do Land, o homem desceu como um pimentão, aos berros, como se a culpa dele enfiar o bico do carrinho dele no meu estivesse em minha mãos. E a plenos pulmões: espere ai mocinha, quando ele olhou de frente disse o MADAME, eu sorri, pois não senhor! Com o tom de voz doce falei pra ele, olhe que coisa boa, nem o meu e pelnem o seu carro estão danificados, ai o homem perdeu as estribeiras geral, acredito pelo fato de ter uma platéia, uns diziam a culpa é dele que enfiou-se no carro dela...outros putz! mas um carrão desses no shopping é de torar! Eu mais uma vez, não aconteceu nada Senhor, vamos ao divertimento. Ai! pra quê fiz isso! O homem levantou-se como um leão e grauuuuw... VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO? Eu na minha humilde insignificância se o Senhor disser eu saberei.. e o homem com voz de trovão EU SOU JUIZ! Outra vez olhei pra ele com muita calma , até pela idade, e disse calmamente, mas Meritíssimo e eu tenho culpa do senhor ter estudado mais que os outros... o homem enfureceu-se mais ainda e partiu pra cima de mim, ai o sangue nordestino ferveu, pensei, esse bostinha pode ser a pqp se se meter vai levar uma porrada de verdade dou ré e passo por cima do carro dele. Mas, era horário do meu anjo da guarda, olhei pra ele e questionei, Senhor Meritíssimo Juiz de Direito, o seu título de Juiz compra beleza? O homem perdeu a voz... olhou para meus olhos e ficou sem fala e continuei,  se seu Título não compra beleza o senhor não brinca de ser feio, leva mesmo a sério.
Dei as costas, entrei no meu carro estacionei em vaga especial e entrei no shopping.
Não discutam no trânsito é feio e a sensação é terrível!
Nomanda
Enviado por Nomanda em 13/01/2006
Código do texto: T98316

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Sobre a autora
Nomanda
Olinda - Pernambuco - Brasil
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