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Os Bancos

Os Bancos
Cheguei cedo à Igreja. Ajoelhei-me e fiz uma breve oração, depois sentei-me e fiquei observando a Casa do Pai. Olhei com cuidado o Altar de granito com sua toalha rendada e de um branco impecável; o Sacrário dourado, polido, brilhante; observei os vasos , as flores, as luminárias – quanta harmonia. Depois, reparei nas pessoas que estavam sentadas nos bancos. Calculei quantos bancos havia na Igreja e quantas pessoas poderiam ali estar sentadas.
Interessante, pela primeira vez os bancos me chamaram a atenção: São todos iguais, com a mesma altura, a mesma largura e o mesmo brilho. É assim que Jesus nos vê a todos.
Eles estão sempre nos esperando de braços (?) abertos. Jesus também. Os bancos estão em todas as Missas, conhecem a todos que dela participam. E como! Estão ali fiéis e acolhedores. Como Jesus.
 Sempre prontos para aguardar os louvores ao Senhor, as orações, os cânticos e, sobretudo, a Palavra. Tal como nós, para adorar o DEUS DA VIDA.
Mas, estes bancos já foram árvores frondosas, pertenciam à uma floresta, eram vivas;  davam frutos, sombra e sustentavam o chão. Se alimentavam da terra, bebiam da água da chuva,  balançavam ao vento e aqueciam-se ao Sol. Cheias de vida. Vida plena. Sua beleza era um louvor a Deus.
Quantas árvores deixaram de ser assim? Tornaram-se bancos. Simplesmente bancos. Agora, é uma beleza sem vida na Casa do Deus da Vida. Não balançam  mais ao sabor do vento, não bebem da água da chuva e acabou-se o calor do Sol. Nunca mais! Cumpriram toda a sua missão.
Será que isso é da vontade de Deus, do Deus da Vida? A árvore perder a vida para servir na Casa do Deus da Vida? Não sei!
E nós, quando deixarmos de pertencer à imensa floresta humana, será que vamos continuar a servir o Senhor? Nossas almas se tornarão fiéis servidoras de Deus como os bancos o são? Que assim seja.
Os Santos e as Árvores nos deixaram o principal – O EXEMPLO. A cada um de nós cabe a missão, o trabalho a ser feito, tendo sempre em mente que tudo pertence a Deus e a Ele tudo retorna.
 
FARNEY MARTINS
Enviado por FARNEY MARTINS em 11/02/2006
Reeditado em 21/02/2006
Código do texto: T110637

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Sobre o autor
FARNEY MARTINS
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 77 anos
66 textos (7071 leituras)
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