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Fragmentos Urbanos - Fuga alucinante

FRAGMENTO 06 - FUGA ALUCINANTE


Fuga alucinante pelas ruas da cidade. Um bandido corria e era perseguido pelos policiais. Atravessava ruas sem olhar, pulava nos carros quando precisava e a quantidade de policiais ia diminuindo, só ficando os mais resistentes. Quando criança o bandido gostava de disputar corrida com os amigos, sorte dele e azar dos policiais. Enquanto dava suas passadas largas ele teve a idéia de furtar um veículo para se livrar de vez dos policiais. Depois de passar por umas ruas chegou numa grande avenida que estava em total congestionamento. Olhou pra trás e viu que apenas um policial estava em seu encalço e num ato de loucura o bandido escolheu uma ambulância para furtar. Foi até a ambulância e mostrou a arma para o motorista e o acompanhante que logo saíram para dar espaço a esse louco que tem andado por todas as ruas, mas que tem dado um baile nos policiais. Entrou na ambulância e para sair do congestionamento dirigiu em direção a calçado quase atropelando os transeuntes e depois voltou para uma rua mais tranqüila e foi então que olhou para trás para ver se tinha alguém na maca. E tinha! Só me deixe no hospital e depois pode ir embora, disse a pessoa deitada. O bandido sabendo que o hospital estava próximo não se importou de passar por lá. Minutos depois ele tinha chegado. Saiu do carro e foi até a porta traseira da ambulância, abriu para chamar a pessoa possivelmente acidentada. Chegamos, disse o bandido e nisso a pessoa levantou até a metade e numa questão de segundos tirou uma arma não se sabe de onde e apontou para o bandido. Você está preso! – disse a pessoa que era um investigador que logo mostrou a identidade. O bandido ficou boquiaberto e também todos ao seu redor. Agora eu dirijo e você fica aqui atrás, ordenou o policial algemando o bandido. Durante o caminho para a delegacia, a ambulância foi parada por policiais e mesmo com a identificação do investigador, os policiais não se convenceram e outros foram libertar o bandido que saiu correndo mais uma vez até parar em frente a um caminhão que estava vindo em sua direção e cada vez mais perto, mais perto até que... CORTA! – disse o diretor e tudo parou quando sua voz repercutiu pelas ruas da cidade que estava um caos devido a gravação de um novo filme. O diretor estava em dúvida se o bandido seria atropelado pelo caminhão ou por um comparsa que estava procurando para lhe resgatar. Depois de discutir com seus assistentes a gravação seria retomada, porém não foi possível, pois a claquete foi roubada naquele exato momento e todos saíram atrás do bandido que acabou sendo atropelado algumas ruas depois pelo carro do comparsa que estava voltando para o set de gravação. E depois disso a confusão foi total: veio policial de verdade que discutiram os atores policiais dizendo que eles estavam debochando da profissão, apareceu investigador fazendo perguntas para o ator que fazia o papel de comparsa e o bandido atropelado? Ele estava sendo socorrido pelo ator que fazia papel de bandido. Mas nem foi preciso ambulância, pois o bandido de verdade quando criança brincava de dublê com seus amigos, vivia se fingindo de machucado e nunca se machucava quando caía. A gravação voltou e o bandido (ator) voltou a fugir, mas acabou sendo atropelado de verdade pelo comparsa do bandido de verdade. O diretor ficou sem palavras, já o bandido de verdade apenas disse: a arte imita a vida e a vida imita a arte.
Miguel Rodrigues
Enviado por Miguel Rodrigues em 10/04/2006
Código do texto: T136739
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Miguel Rodrigues
Barueri - São Paulo - Brasil, 33 anos
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Miguel Rodrigues