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Lembranças apagadas

    Era quase uma da tarde e Paulo ainda estava deitado em sua cama, não tinha vontade de levantar, parecia que o mundo conspirava contra ele nos últimos dias. Rapidamente fez um pequeno Flash-back dos últimos acontecimentos. Nada animadoras eram suas últimas lembranças, havia perdido o emprego, sido assaltado, perdera a namorada e ainda sentia dores fortes de cabeça.
    Bocejando, resolve levantar e ir até o banheiro em busca de um remédio para curar a maldita dor de cabeça, após alguns minutos revirando gavetas, já irritado Paulo constata que não havia se quer um comprimido salvador, “mas o que aconteceu com a caixa que comprei há poucos dias?”.
    Cansado de tentar lembrar o que fizera com a caixa resolve abrir a janela para verificar o dia desanimador que se desenrolava lá fora, mas para a sua surpresa o céu estava azul, o dia límpido e claro, as pessoas andavam de maneira alegre, rindo e conversando, as crianças brincavam no parque e a vida seguia. Então consternado fez uma pequena viagem interior para tentar responder a pergunta que não calava, “o que estou fazendo aqui com um dia maravilhoso desses lá fora?”.
    Mais uma vez, cansado de pensar na solução da pergunta resolve descer e ir se juntar à multidão que vivia alegre, mas não sem antes dar uma última olhada para seu apartamento bagunçado e frio.
    Ao descer as escadas que o separavam do seu mundo sombrio para o mundo belo que o esperava lá fora ia pensando, “Estou com problemas de memória, não tenho me lembrado muito do que tenho feito, por que perdi meu emprego? Por que a Ana me abandonou?”.
    Era chegada a grande hora, o sol batia no seu rosto, os pássaros cantavam, as pessoas riam e conversavam alegremente. Paulo misturou-se aquele mundo, em poucos minutos fazia parte dele, tudo era belo. Conversou com o pipoqueiro, jogou bola com as crianças, riu de piadas e também as contou para outras pessoas que passavam na calçada.
Passado algum tempo neste estado delicioso sua dor de cabeça começava a diminuir, na verdade já nem a sentia mais, no entanto sentia um vazio estranho, uma sensação de amargura e nada que fazia diminuía esta sensação.
    Para ele o mundo encantador estava se desfazendo, começou a lembrar da quantidade de contas para pagar, da sua solidão, da falta de um trabalho que lhe desse uma maior dignidade e chegou ainda à conclusão que todas aquelas pessoas que lhe deram atenção só o fizeram por educação, e começou a odiá-las por sua alegria contagiante.
    Correndo para o bar mais próximo começou a beber esquecendo-se da falta de dinheiro, mas o garçom com ar de amigo veio lhe abordar:
- Bom dia Paulo!!!
- Eu lhe conheço?
- Está se esquecendo de mim novamente? É melhor não beber muito hoje.
- Como assim?
- Você está cada dia pior meu amigo, deve procurar ajuda, mas não diga que falei isso, pois o chefe adora quando você aparece. O garçom ao acabar de falar vira e se dirige a outra mesa para atender um casal.
    Ainda muito confuso com as informações que recebera do garçom e muito cansado para fazer mais uma das suas pesquisas ao passado ele resolve simplesmente beber. Passada várias horas Paulo ainda estava no bar, já havia bebido de tudo e estava começando a incomodar a clientela.
    Então o garçom se vê obrigado a mais uma vez acompanhar Paulo até sua casa e colocá-lo apagado na cama. Mas antes de sair o garçom pensa, “Ele não lembra nem quem eu sou e muito menos do aparelho de dvd que levei, então hoje eu vou levar é o som” e sai com um sorriso no rosto.
    Mal o Garçom chegou ao bar Marcio, um antigo colega de trabalho de Paulo que estava com sua esposa em uma mesa próxima a que ele havia se sentado perguntou:
- Como está aquele rapaz que você levou para casa??
- Está bem por hoje, mas ele sempre vem aqui bebe de tudo e tenho que ajudá-lo a chegar a sua casa, isso sem falar que todo final de semana ele tem que se virar para pagar a conta.
- Coitado!! Ele era trabalhador, feliz e tinha até uma namorada, mas depois de um tempo ele começou a beber muito nos finais de semana e a noite também, então sua namorada não agüentando mais os seus porres o abandonou.
- Nossa que chato, diz com ar desligado o garçom, não mostrando nenhum interesse para a história.
- E não foi só isso, ele também começou a beber nos horários em que estava trabalhando e acabou perdendo o emprego e se continuar assim não sei onde ele vai parar...
- Me desculpe, mas isso não é problema meu! Diz o garçom cortando o assunto de maneira grosseira.
E no outro dia:
    Era quase uma da tarde e Paulo ainda estava deitado em sua cama, não tinha vontade de levantar, parecia que o mundo conspirava contra ele nos últimos dias. Rapidamente fez um pequeno Flash-back dos últimos acontecimentos. Nada animadora eram suas últimas lembranças, havia perdido o emprego, sido assaltado, perdera a namorada e ainda sentia dores fortes de cabeça..., As mesmas dores de cabeça...

P.S - Este não é muito meu gênero literário, então me desculpem se estiver ruim
Fábio Heinen
Enviado por Fábio Heinen em 20/06/2006
Reeditado em 21/06/2006
Código do texto: T178987
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fábio Heinen
Petrópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
144 textos (35617 leituras)
3 e-livros (484 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 00:09)
Fábio Heinen