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Diário de um amor

Eu não escrevia nenhum diário, mas algo me disse para escrever esse em particular. O motivo, não sei dizer. Mas esse foi o único diário que escrevi até hoje, e relendo, lembrei como eu falava um certo tipo de gírias, que estão nele, inclusive. E meus outros textos não têm... que estranho! Vai entender os poetas! Enfim, posto aqui um pedaço dele, é longo demais para esse espaço, mas ele se encontra na íntegra como e-livro, caso você se interesse em ler as bobagens de uma adolescente.
Um grande abraço!!!


HISTÓRIA VERÍDICA DA “TELEVISÃO”

1978/79.

Conheci um colega do Wag, que fazia um som com o mesmo. No começo não o achei muito legal. Um dia eu e a Dê fomos na casa do Wag, que estava com sua namoradinha e o colega: Cado. Fiquei perto dele e então simpatizei com ele.
Certa vez eu estava voltando pra casa com a minha avó, e descobri que ele era o dono da Honda CG 125 cc que vivia guardada na área da minha vizinha. Pegamos mais amizade e então ele combinou comigo dia 13 que se o tempo estivesse bom, quarta-feira, dia 15 de novembro, ele passaria em casa para darmos um giro de moto. Dia 14 encontrei-o no Correio, ele ia pôr uma carta para uma ex-amiga, dizendo verdades dolorosas, ele me deu pra ler. Eu jamais suportaria uma carta daquelas. Putz! Era de chocar. Ele me disse que estava gripado, nhê-nhê-nhê (BIS). Percebi que não daria um giro de moto.
15/11/78: Tinha terminado de limpar a casa, almoçar, arrumar a cozinha e subi para o meu quarto. De repente, ouço meu nome sendo chamado, e a campainha tocou. Desci as escadas correndo, com o coração na mão. Lá estava ele, e meu pai já na porta, tirou um sarrinho: “- Vai passear?” e eu respondi    “- Vou”. Pedi um tempo para o Cado, me troquei e fui. Na saída, dei um toque para a minha mãe, eu já havia falado antes pra ela. Meu pai saiu atrás me comendo o rabo: “-Vê a hora que vai chegar, aqui não é pensão!” e “- Qualquer hora te mando passear e não voltar mais!” e coisas do gênero. Minha mãe ficou meio rosa-choque-rubro e eu tremia que nem vara verde, e estava cor branco-defunto. Mas é assim que eu saio de casa às vezes, e lá fomos nós. Ele me levou pra casa dele, é maravilhosa! Me mostrou um desenho inteligentíssimo que ele o Wag planejaram e fizeram. Curti pacas essa eleição!
16/11/78: Ele ia embora pra casa, depois da escola. Eu fui lá e disse que tinha uns grilos e queria contar com ele. Só ganhei com isso! Ele me ajudou pacas, me tranqüilizou.
17/11/78: Fomos eu, ele e a Dê pra lanchonete, tomamos um sundae e duas cervejas. Curtimos pra caramba! Ele levou a Dê, depois eu, e vice-versa.
18/11/78: Acordei cedo pra caramba. Meu pai estava ouvindo óperas e acordei com a “Ave Maria”. Levantei e, depois do café, ouvi a motinha dele. Lembrei que ele ia ter aulas de compensação à greve. Quando saí lá fora com o meu pequinês, o Pingo, ele já estava indo, mas voltou. Conversamos um pouco e ele ficou de passar aqui depois das aulas.
Quando eu entrei minha mãe me contou que meu pai disse, quando eu saí: “- Acordou por causa da televisão, hein? Vou sair lá fora e falar – Oi, televisão!”

(continua)
Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 29/07/2006
Código do texto: T204378

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
192 textos (21458 leituras)
12 áudios (4784 audições)
5 e-livros (337 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 00:32)
Edilene Barroso