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SÁTIRA DO DESTINO

                                                       
 

Enfim ela me apareceu. Vestida com simplicidade, tendo no rosto o sorriso das estrelas, os olhos resplandecendo alegria e o corpo frágil, belo,  emanando um perfume suave que me entorpecia. A jovem possuía o dom de fazer o ambiente em que se encontrava, se transformar em palco iluminado por uma luz intensa vinda não se sabe de onde, para alegrar a vida comum dos seres com os quais ela mantinha contato.
Ali em minha frente, estava o amor que eu tanto procurei em vã tentativa de encontrar a paz e a alegria para acalentar a minha vida medíocre e sem sentido. Observando a jovem, tendo os olhos marejados num planto contido, por minha cabeça passavam sentimentos conflitantes, de ternura e ódio. Vendo seus cabelos negros, sua forma jovem e o vigor do corpo sensual, me pus a refletir o quanto essa vida é ingrata. Numa sátira do destino, essa bela moça resolveu aparecer em frente a mim, tendo na cabeça sonhos e planos para um futuro brilhante, enquanto eu, em minha eterna má sorte, com os cabelos grisalhos, com o destino praticamente já definido, impossibilitado de ter qualquer pretensão de conseguir conquistar o tão sonhado amor de minha vida.
Gilberto Feliciano de Oliveira
Enviado por Gilberto Feliciano de Oliveira em 19/08/2006
Código do texto: T220408
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Sobre o autor
Gilberto Feliciano de Oliveira
Araguari - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
75 textos (8104 leituras)
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