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O MENINO QUE QUERIA SER DOUTOR - Capítulo XVII

     No outro dia fomos à agência do banco e acertamos tudo, começaríamos no outro dia.

     Depois de muita insistência de Frederico, fomos conhecer a cidade.

     Na verdade eu não vi nada, meu corpo andava pelas ruas, mas eu estava muito longe, meu pensamento estava em Belo Horizonte.

     - Entra em órbita, Francisco, você está tão longe!

     - É, Frederico, como você quer que eu esteja bem, se deixei um pedaço de mim em Belo Horizonte?

     - Que é isto, rapaz, mulher é igual biscoito, uma está longe, mas perto estão oito.

     - Não fale assim de Augusta! Augusta é a coisa mais preciosa que Deus me concedeu, ela não é como uma mulher qualquer, para ela não existe substituta!

     - É você é mesmo apaixonado...

                     *  *  *

     Aqueles primeiros dias para mim foram sufocantes. A cada dia que passava eu ia ficando mais preso aos pensamentos e à tristeza que me acompanhava a cada instante.

     Eu me arrastava como réptil, mas ainda conseguia me sobressair no trabalho.

     A cada carta que chegava de Augusta, aumentava mais o meu tédio, apesar do seu otimismo.

     Frederico foi um grande amigo, dando-me o maior apoio.

     Tudo que ganhava, economizava para dar à Augusta uma vida se não igual a que ela tinha, mas confortável.

     Almoçava todos os dias, mas não jantava, para economizar mais ainda.
Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles
Enviado por Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles em 30/08/2006
Código do texto: T228713
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Sobre a autora
Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 58 anos
152 textos (4029 leituras)
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