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O MENINO QUE QUERIA SER DOUTOR - Capítulo XIX

     Meus dias foram como os primeiros. Nunca, em toda a minha vida, ouvi falar de uma amor tão louco.

     Desde que fomos contratados, eu e Frederico alugamos uma casa pequena e dividíamos o aluguel. Ficava mais barato que se tivéssemos ficado em hotel.

     Como sempre gostei de fazer os serviços domésticos, lavar roupa, passar, limpar a casa e cozinhar ficou sendo a minha maior diversão. Quando não estava no banco, estava cuidando dos afazeres domésticos. Isso me ajudava a não ver o tempo passar.

     Trabalhei mais três longos meses. Numa quarta-feira, o gerente-geral me chamou a sua sala:

     - Francisco de Assis, você se mostrou um grande profissional. Cabe a você um prêmio: decidir os últimos seis meses de experiência em outras cidades, você poderá escolher, se fica aqui mesmo em Santarém, ou retorna para sua cidade de origem.

     - O senhor está falando sério?

     - E eu iria brincar com algo tão importante, Francisco de Assis? Você foi o nosso melhor funcionário ao longo destes seis últimos meses, nada melhor do que esta recompensa não é? Eu sei que você é noivo e deve estar louco para voltar, não é?

     - Eu nem sei expressar, senhor gerente, o quanto estou grato e surpreso!

     Tive dó de deixar Frederico, grande amigo das horas difíceis, mas foi uma oportunidade que não poderia perder.

     Novamente, não avisei nada, queria dar surpresa.

     Em uma semana estava de volta.

     Cheguei e Augusta havia partido há uma hora. Tinha ido ao meu encontro.

     Voltei no próximo vôo atrás de Augusta. Quando cheguei em Santarém, Augusta já havia voltado a Belo Horizonte. Estávamos brincando de pique-esconde no ar, foi até divertido... Às vezes as surpresas não dão certo.

     Naquele dia não havia mais vôo. Fiquei ainda para o outro dia.

     Quando cheguei, a família toda estava a minha espera e todos já sabiam que não iria mais voltar. Foi aquela festa!

     Marcamos logo o nosso casamento.
Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles
Enviado por Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles em 05/09/2006
Código do texto: T233159
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Sobre a autora
Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 58 anos
152 textos (4027 leituras)
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