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LEMBRANÇAS DO PASSADO - Capítulo XIV

CARO(A) LEITOR(A) ESTE CONTO É ESCRITO EM CAPÍTULOS. PARA ENTENDER MELHOR A HISTÓRIA, SUGIRO FAZER A LEITURA DOS TREZE CAPÍTULOS ANTERIORES. UM ABRAÇO. MARIA LÚCIA.


     Uns três dias depois eu estava voando... não sabia como fazer para que papai não sofresse um grande impacto.

     Eu e Cecília começamos a planejar como faríamos. Surgiram idéias extraordinárias, mas impossíveis de serem praticadas devido a extravagância.

     Ficamos vigiando dona Maria e João por várias semanas para não fazer coisas erradas, dar alarmes falsos.

     Quando tivemos certeza e exatidão, colocamos em prática o nosso plano.

     Dona Maria e João se encontravam numa casinha de despejo bem no fundo do quintal, realmente um lugar bem discreto.

     Telefonei para papai dizendo que dona Maria estava desatinada com uma dor no peito. Papai veio em poucos minutos.

     - Onde está ela, como está?

     - Calma, papai, está lá na casinha de despejo.

     - Na casinha de despejo? O que está fazendo lá?

     - Vá o senhor pessoalmente e verá, mas se prepare, porque o que o senhor irá ver, talvez jamais lhe passou pela cabeça. - falei apreensiva.

     Fiquei com muita pena de papai e o segui, temendo acontecer qualquer coisa.

     Papai foi chegando e abrindo a porta quase caiu para trás ao ver os dois em trajes menores em um longo beijo.

     Não fez nada a não ser sair correndo. Entrou em seu quarto. Fui atrás dele. Cheguei, ele estava sentado na cama com a cabeça entre as mãos.

     - Papai! Papai, eu quero te pedir desculpas. Eu não queria ver-te sofrendo assim...

     - Minha filha! Minha filhinha, como você descobriu?

     - Começou com uma paixãozinha impensada por aquele crápula. Devido a paixão despertou o interesse de Cecília em repará-lo, por várias vezes o viu entregando-lhe uma rosa. Planejamos e vigiamos uma maneira para te contar, não queríamos um alarme falso. Chegou a final o triste dia... - falei tristonha.

      Papai chorou muito. Eu o consolei.

      Dona Maria ficou três dias fora de casa. Nossa casa parecia um velório. Papai sempre no quarto. Eu e Natalina chorando. Eu pela dor de meu pai e Natalina pela falta tão repentina da mãe.


     
Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles
Enviado por Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles em 26/09/2006
Código do texto: T249781
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Sobre a autora
Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 58 anos
152 textos (4027 leituras)
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