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Nome

Nome?
Por que aquela mulher de cabelos grisalhos e óculos questionava?
Ela não sabia? Sendo que tinha um aglomerado de papeis em sua mesa.
Nome?
Pasmei! Por que a pressa, pra que tal necessidade?
Nome?
Me vi sem saida, enclausurada, sem saida, quando de repente um grito soou aos meus ouvidos.
Menina, seu nome!!!!
Timidamente levantei os olhos diante de tanta repressão.
Carmem
Respondi me calando em seguida.
A senhora repressora, seguiu pra próxima mesa, iria usar o mesmo método com outra pobre alma.
Que vontade do meu quarto, pai me busca, solucei sozinha.
Até então, eu tinha cara de Carmem, mas no quinto dia de repressão ela me descobriu.
Uma feiticeira, não, bastou so me chamar e não ter resposta pronta.
Dancei, fui revelada, eu não era Carmem, a velha repressora me olhava como quem queria a resposta desse mistério.
O que eu poderia ter dito?
Nada!
Soluços, pranto, vontade de me esconder atrás de mim mesma.
Salva pelo gongo.
A bela imagem do meu pai no portão, era meu salvador, me libertaria de Carmem.
Salva em seus braços me senti segura, longe da senhora repressora, porem perto de mim mesma, do meu aconchego.
Naquele momento Carmem morreu, a segurança não foi mais tomada pela repressão alheia.
A partir do enterro de Carmem descobri a minha autenticidade. Claro por vezes Carmem da um breve sinal de vida, porem exaurida ela morre novamente.
E hoje após algumas décadas, quando me perguntam:
Nome
Respondo firme e forte ao som de mim mesma, som do que sou e que ninguém mais pode me roubar ou repreender.
Carmem esta realmente morta!!!

Mara Pupin
Enviado por Mara Pupin em 30/09/2006
Reeditado em 12/10/2007
Código do texto: T253080

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Sobre a autora
Mara Pupin
Goiânia - Goiás - Brasil, 49 anos
289 textos (28494 leituras)
3 e-livros (228 leituras)
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Mara Pupin