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VIDAS, VENTOS E VELAS...

A calamaria do mar durante a noite alcançou o dia deixando para este o espetáculo das ondas, o jovem pescador já começava sua rotina, arrumava seu barco, despedia-se da mãe, da irmã menor e de sua namorada... Hoje, fez uma longa oração junto com as mulheres da sua vida, pediu proteção, pois apesar de belas as ondas demonstravam violência... Foi-se pelo mar o jovem pescador... Driblou as sacudidas de teu barco, queria muitos peixes pois tinha em mente um plano a concretizar, precisava de dinheiro para algo pagar, estava ancioso para em casa chegar, e ficou, numa encosta de ilha, pescando, cantando, conversando com seu amigo pescador, companheiro de muitas épocas... A manhã se passou... Na tarde, ele olhou o céu, olhou o horizonte e viu a distância entre ele e suas amadas... Preocupou-se, um bom pescador sabe quando corre perigo com o mal tempo, tirou algo do bolso, olhou, guardou, disse a seu amigo que aquela noite seria especial... A teimosia ou o desejo de garantir uma boa quantidade de peixes falou mais alto, isso sucumbiu seu medo, fazendo-o se apavorar mais com os peixes que perdia pelo mar...Num repente, um aviso dos céu fez com que os dois despertassem para a volta, os raios rasgavam o alto azul-negro, hora partiam de cima a baixo, hora, de baixo a cima... Entreolharam-se e se aprontaram para retornar. Vinham rápido, desejando e orando para que tudo corresse bem, a chuva ainda fina caia sobre o mar e suas cabeças desprotegidas, raios e trovões assustavam seus corações, as ondas... cada vez maiores partiam para seu lado. Novamente, tirou o objeto do seu bolso, agora tão triste e com medo que não parava de olhá-lo, ouviu o grito de seu amigo, mas, quando olhou já era tarde, a onda engoliu o barco levando-os ao mar... Pobre... nunca solbe nadar, agora desesperava-se, debatia-se, chamava por seu amigo, seu amigo chamava por ele, porém, nem um nem outro conseguia se avistar, olhavam a vila tão proxima, porém, para um bom pescador, péssimo nadador, era deveras distante... A noite caiu pesada, a casa do jovem estava inquieta, onde as três mulheres rezavam, choravam, abraçavam-se e temiam o pior... Alguém chegou... As três se levantaram correndo até a porta, quando abriram, cairam em prantos... Do outro lado, o amigo do jovem pescador, que consegiu nadar até a vila, molhado dos pés a cabeça, chorava desesperado... A morte daquele que amavam era certa. No dia seguinte, quando tudo se acalmou, os quatro em um barco grande, partiram em busca do jovem, avistaram uma minuscula ilha, onde algo apontava e atraia-lhes a atenção... As lágrimas não mais desesperadas, porém, tristes, brotaram seus olhos... O rapaz, caído sobre a areia, com roupas rasgadas e molhado, segurava em sua mão o objeto que tanto observara... Uma caixinha azul, com um laço branco... A mãe abraçou seu filho falecido, pegou a caixinha e entregou a nora... Ela abriu sem exitar... Haviam três coisas, a primeira... um belo par de brincos para quem mais gostava disto, onde encontava-se a descrissão: "Te amo maninha"... O segundo...uma linda pulseira, escrita "Te amo mamãe"... a terceira... Um par de alianças com uma etiqueta de ferro onde se encontrava:" Hoje, você passa de namorada a noiva, Te Amo". As três se olharam, se abraçaram, se jogaram na areia com quem elas mais amavam e ali permaneceram, talvez...esperando que o tempo levasse a dor, ou... esperando que fosse um sonho, se esforçando para acordar...
Daiane Rodrigues
Enviado por Daiane Rodrigues em 19/06/2005
Reeditado em 19/06/2005
Código do texto: T25832

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Sobre a autora
Daiane Rodrigues
Américo Brasiliense - São Paulo - Brasil, 27 anos
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Daiane Rodrigues