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Os olhos....

Eu, insistentemente olhava para o lado, o mesmo lado,
havia uma necessidade imensa de olhar teu rosto,
essa necessidade se confundia com o medo de encontrar seus olhos,
olhos negros, olhos lindos, olhos que davam medo,
olhos que não me olhavam, olhos..., isso, eram apenas olhos,
e nada mais que isso.
Mas mesmo assim, eu continuava, permanecia pensando se eram somente olhos mesmo, permanecia também a vontade de olhar teu rosto novamente, como que se cada vez que eu parasse de olhar, esquecesse de tudo que havia visto, e que se eram olhos mesmo; não sei daí talvez que me viesse essa necessidade de olhar de novo, e de novo, de novo, e de novo, até que seus olhos me olhavam, e um frio descontrolado me consumia, subitamente, exatamente assim, e era como, como agora, assim, como não saber o que escrever por segundos, e não escrever nada, e de repente, depois, escrever bastante.
Congelado estava eu, diante de um infinito negro, que não sabia exatamente se me olhava,
ou se apenas estava se deixando olhar, não sei, só sei
que tão subitamente eu abaixara os olhos, e era como o fim de um transe,
espero não encontra-los novamente.
tão negros, tão fundos, espero apenas, espero...
Animus
Enviado por Animus em 07/11/2006
Código do texto: T284492
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Sobre o autor
Animus
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 28 anos
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Animus