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PIC SALVA

 




Como todas as outras noites, estávamos na praça da 
Matriz, jogando conversa fora.


Cidade pequena, sem ter o que fazer, o re~´edio era nos 
aglomerarmos na pracinha e ficar falando do ocorrido do 
dia, discutir futebol, falar das meninas e sonhar quanto ao  
vir a ser, tímidamente, à luz prateada da lua.


As garotas, sempre em bancos próximo, vez ou outra se 
inrometiam e davam palpite sobre um assunto ou outro, n 
que eram imediatamente rechassados.


Vezes haviam que nos lembrávamos de brincadeiras dos 
tempos de criança, afinal já éramos pós adolescentes.


A “turma” era composta por uns dezoito rapazes com idade 
entre 20 e 25 anos.


Nos dávamos mutio bem e dificilmente havia algum 
entrevero entre nós, sempre se levava na esportiva ou como 
se dizia, “ deixa pra lá”.


Após as inúmeras brigas dos tempos de escola, havíamos 
aprendido que essa atitude não levaria a nada..........só 
quando o rolo era com gente de fora que vinha tentar 
ganhar nossas “minas” ou em jogos do campeonato 
amador de futebol, aí sim, o pau quebrava toto 
domingo.quem sabe Freud explicaria o porquê de nossa 
passividade durante a semana....quem sabe, ainda, o Tiba 
ou o Freud explique ..............gastávamos toda nossa 
agressividade no esporte....kkkkkk


Uma noite, quando a lua despontava por trás do bosque e 
os grilos saudavam o breu que se fazia cair, resolvemos 
fazer algo diferente.


Que tal relembrar antigas brincadeiras?


Cada um deu um palpite.


- Jogar pião! Ninguém mais tinha pião.


- Garrafão! Não dava para fazer as marcas no meio do 
jardim.


- Cabra cega!


- Isso é coisa de criança, burro...  rosnou alguém.


- Cinta, cinta....


-Cala a boca, otário, você sempre apanhava!


- Amarelinhaaaaaaaaaaa. Grita uma menina.


- Muié ta fora, bruaca....


- Pic e salva.


- Pic e salva, pic e salva é uma boa.


Aí todos concordaram e passamos a escolher no par ou 
ímpar.


Coitado do Aldo, mais uma vez, se ferrou.


Enquanto ele, encostado no pau do sino contava até cem, 
os outros se escondiam.


E começa a procura.


Achou um e trouxe.


Achou o segundo e assim por diante.


Depois de meia hora, faltam dois......


Todos já estavam cansados de aguardar a busca, os outros 
cansados de esperarem serem salvos e nada.


Sorrteiramente, o Nézio, se esgueira por entre os canteiros e 
já próximo do local de salvar os amigos o Aldo o descobre.


O Aldo pára em frente dos “pêgos” para tentar evitar a 
salva e o Nézio em desabalada carreira, qual touro bravo 
ou sei lá, ônibus sem freios, investe...


A trombada foi inevitável e cruel.


Ambos ao chão.


Nézio se levanta rápido e salva os amigos.


Aldo continua no chão.


Nos dirigimos até o local e pedimos para que ele se 
levantasse.


Qual nada.


Insistimos.


Poderia estar machucado.


O coitado havia caído sobre um canteiro de “coroa de 
Cristo” um espinho dolorido pra dedéu.


Final da estória, ficamos até de madrugada, com uma 
pinça, tirando espinhos do corpo do rapaz. 


GDaun
Enviado por GDaun em 29/08/2007
Reeditado em 29/08/2007
Código do texto: T628667

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 73 anos
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