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Conto de amor - A menina Clarissa e o poeta

Numa grande vila vivia uma bela menina, quase nunca saia a rua a não ser com as suas empregadas, de família muito nobre e rica era bastante vigiada para não ser cortejada por um qualquer. Como ela era bonita e simpática, sempre gentil quando passava na praça para as aulas de piano, dando esmolas e carinho aos pobres que iam ter com ela.
Os jovens sempre estavam na praça quando ela passava, sonhando com ela, eles ficavam horas ali, esperando so para verem a sua beleza. Lentamente caminhavam atrás dela, até chegarem a casa de sua professora de musica e ficavam horas a ouvir a menina a tocar, claro está sonhando com ela e com o premio de um lindo sorriso dela.
Todos falavam da linda Clarissa, dos seus modos e de sua educação esmerada, dos dotes que ela iria herdar sendo filha única, tendo varias terras e isso era um atracção  a todos os pretendentes, embora Clarissa fosse uma sonhadora, em encontrar um grande amor e não casar por imposição dos pais.
Os seus pais vendo sua filha dia mais bonita e sendo cortejada trataram de logo encontrar pretendente a sua altura, sem sequer a consultar e exercendo os seus poderes de pais que podiam casar os filhos com quem quisessem.
Chega a aquela vila uma família nova vindo de muito longe, com eles vinha um sobrinho que era um verdadeiro sonhador, sensível e um poeta de alma. Passava a vida na praça escrevendo poesias e recitando encantando todos o que por lá passavam.
Ora a menina Clarissa ia a passar, escuta aquela voz e sente curiosidade em ver o tal poeta que tanto se falava pelas empregadas, dizendo que ele era bonito e formoso, alem de falar bonito, suspiram todas pelos cantos só de pensar nele.  Ela olhou para o rapaz e os seus olhos brilharam, foi amor a primeira vista, o seu coração bateu acelarado, as suas lindas faces ficaram vermelhas, algo nela mudou nela. Ele sentiu o mundo explodindo com tanta beleza que viu nela, ficou mudado, escrevendo poesia linda, daquele amor que sentia e não era permitido falar pois era pobre e nada tinha e poeta não enche a barriga a ninguém.
Embora fosse estudado para a altura quando seus pais ainda eram vivos e podiam pagar seus estudos, morrendo cedo e tendo sido criado pelos seus tios, embora coitados com tantos filhos não podiam continuar a pagar esses mesmos estudos. Como era frágil e pouco desenvolvido, resolveu pedir na rua em troca de declamar a sua poesia  a troco de umas moedas, não tinha corpo de trabalho duro e seus tios não se importavam desde que trouxesse sustento para ele. Alias ficavam vaidosos pois iam a sua casa pedindo que ele fosse ler as cartas que recebiam sendo povo que não tinha escola mas sim trabalho desde pequenos.
Pobre do poeta que agora recitava todo aquele amor impossível de realizar, cada eram mais belas a suas poesias, encantado todos os que passavam e escutavam, ele na rua e ela em casa suspirando pelos cantos da casa, sonhando no seu belo poeta que ocupou seu coração.
Os pais convidam uns amigos para passar uns dias em sua casa mas para apresentar o novo noivo a filha sem a informar do facto, ela estava curiosa nunca tinha ouvido falar desses amigos e estranhou.
Toda a casa estava em polvorosa e Clarissa triste pois não foi as suas aulas de piano e não viu o seu amado poeta, ajudando nos pormenores dos retoques da sua casa. Chegaram, todos janotas, vaidosos vinham da capital, vestes de luxo e com eles vinha um rapaz horrível, tratou logo de cantar a Clarissa,  o odiou logo, atrevido, presunçoso e vaidoso. Estava fula naquela casa sempre fugindo das investidas do rapaz, os pais observavam e não estavam satisfeitos com o que viam.

Veio a noite toda a casa estava cheia de convidados e Clarissa teve que tocar piano para todos eles, sendo muito elogiada pelo talento e pela sua beleza, sem saber os pais convidaram o poeta para recitar poesia, pois ouviam falar do seu talento.
O pai de Clarissa foi pedir que ela tocasse algo suave para eles e entrou o famoso poeta, começou a recitar olhando para as costas dela, sentia a alma a falar, ele se declarava, todo aquele amor que sentia preso no peito, ela escutando a sua voz estremeceu, tocando, dos seus olhos as lágrimas corriam pois ela sentia que ele estava a recitar só para ela,  O silencio no salão de festas era total, todos estavam atentos não queriam mexer um músculo para não perder uma palavra , parecia uma magia naquele lugar, as senhoras pegavam em seus lenços, limpando as lágrimas que teimavam em sair dos seus olhos.
Os poeta recitava com todo o seu amor, recitando com alma, teve um momento que ele começou a chorar, para espanto de todos, ele sentia que era o momento de falar tudo o que coração sentia, com os olhos cheios de lágrimas, ele encaminha em direcção de Clarissa, para espanto de todos ele se ajoelha e declara o seu amor todo a ela.
Naquele salão só se ouvia vozes de espanto pelo atrevimento do poeta, senhoras estavam encantadas com a beleza das suas palavras e não paravam de chorar emocionadas com todo aquele amor puro e grande. Os pais de Clarissa estavam sem prenunciar uma única palavra, espantados, surpreendidos com tudo aquilo mas ao ver os olhos da filha reluzindo, coisa que já a muito não o viam repensarem bem na sua atitude, a mãe estava contendo as suas lágrimas pensando no amor tão belo daquele rapaz, o pai olhando para a esposa amando demais aquela mulher pensou que talvez estivessem errados a impor alguém que a filha não gostava.
O Silencio era total na sala, todos estavam a expectativa e esperando a reação dos pais, todos falavam baixinho mas tinha alguém que não estava a gostar do que estava a ver, a família do noivo e próprio rapaz que estava de olho no dinheiro daquela jovem, por breves momentos os pais pareciam que liam a mente daquele rapaz e o olhar dele os assustou demais.
Pediram atenção de todos na sala,  falando que autorizavam aquele amor mas que o poeta teria que mudar seus hábitos e trabalhar com o pai da noiva, logo aceitou sendo inteligente e pelo amor de sua vida ele faria tudo.
A festa ganhou outra vida, todos estavam felizes, vendo o amor naqueles olhares apaixonados,  Clarissa dançava linda pelo salão de festas,  feliz, radiante e sorrindo pergunta mas qual e o seu nome?
O poeta responde sorrindo:
O meu nome é Miguel António
Acabam se casando felizes como qualquer historia de amor deve ser terminada.
 
 

Betimartins
Enviado por Betimartins em 01/09/2007
Código do texto: T633384

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Sobre a autora
Betimartins
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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