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Rita.

Mais um dia de julgamento, naquele plenário, de um lado jurados, do outro estagiários de direito e familiares do réu, 14:00hs em ponto entra Rita para sentar-se no banco dos reús. escoltada por vários policiais, algemada com as mãos para trás, caracteristicas essas de que é de alta pecuriosidade.
Rita é pobre claro, o rico não é julgado neste país, nem tem família, pois na platéia, não encontra-se nem um amigo.
A Juíza comunica os presentes que um advogado do Estado defenderá Rita. Jovem ainda, ali está ela a disposição da justiça, seu olhar arrogante e seu jeito pretencioso deixa transparecer o seu lado mal, não se abate e nem se amedronta, encara a todos com jeito ameaçador, deixando claro com essa atitude que é do crime e não se importa se está sendo punida ou não.
Presa, há 05 anos pelo artigo 157, I e II ( assalto a mão armada) está ali para ser julgada pelo art.121 ( homicídio), a vitima uma colega do presídio, a qual assassinou com 12 golpes de tesoura numa briga no palatório ( lugar onde ficam as presas, fora das celas).
O advogado não tem alternativa de defesa, apelou por legítima defesa, pois não teve a intenção de matar, homicidio culposo
O promotor pede condenação máxima, pois assassinou a vítima a sangue frio impossibilitando a defesa da mesma.
A promotoria faz seu show, grita aponta, só não a chama de santa, Rita o ignora, ri o tempo todo.
O juri também tem seu papel difícil, legítima defesa fica confuso com 12 golpes, pena máxima? Mas Rita não ajuda, encara os jurados, por várias vezes foi pedido para olhar para o chão, mas ela não obedece deixando bem claro que ninguém manda nela.
Os jurados voltam da sala secreta com a decisão, e por 06 contra 01 ela foi condenada.
A juíza anuncia a sentença 25 anos em regime fechado, é lhe negado o direito de recorrer, cumprirá 2/6 da pena por ser reincidente, mas mesmo assim é muito para uma garota de 24 anos e Rita pela primeira vez abaixa a cabeça, seus olhos cheios de lágrimas deixam transparecer uma dor imensa, só então Rita percebeu a gravida da situação e o quanto essa sentença lhe pesará na consciência e ali sozinha na sua tristeza, chora copiosamente.
Gely Arruda
Enviado por Gely Arruda em 19/09/2007
Reeditado em 30/06/2008
Código do texto: T659380
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Gely Arruda
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Gely Arruda

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