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Tardes de sábado!!

Era uma vez... alguns sábados, umas tardes, uma casa e meninos e meninas...
Naqueles entardeceres de vários sábados, esses meninos e meninas se encontravam... conversavam, discutiam, aprendiam, brincavam, riam, se divertiam... e alguns deles inclusive se apaixonaram...
Aquelas paredes da casa se fizeram testemunhas do  nascer de  um sentimento... e elas foram espectadoras fiéis.
Um amor juvenil, puro, inocente e terno... porém verdadeiro, nobre e intenso... tão intenso quanto eram os dias de sábado que ali se passavam...
Um menino, que nem por ali morava, que se destacava por ser mais velho que os demais e, sobretudo, pelo seu olhar... inquietante e provocador.
Um olhar que sabia o que queria, olhar que fixava o seu desejo sem vacilar... E tinha uma menina... E uma menina, que de tão bonita, tão cativante, desafiava o olhar deste menino. Ela também se fazia destacar... não apenas pela sua beleza inquietante, mas pela inteligência, curiosidade e vivacidade. Esse menino apaixonara-se por essa menina. E essa menina... bem, essa menina sempre naquelas tardes, perto dele ela ficava.
Os dias de sábado, se passavam em total expectativa. Acredita-se que ambos contavam os dias para que o sábado chegasse logo.
E desta feita poderem estar juntos, conversar, brincar, cantar, se olhar e se desejar... E eles se tornavam cúmplices um do outro sem saber. E nesta toada se passaram muito sábados... até que um dia, o coração desse menino não se conteve mais...
Esse mesmo coração se abriu e deixou fluir toda sua emoção. Disse para aquela menina todo o seu amor, e toda a sua inconformidade. Cobrou dela uma razão, um motivo que fosse, para que ela continuasse a viver uma relação sem sentido. (Pelo menos para ele, pois era assim que ele via!) E a menina não soube, ou pode fazer nada... Foram alguns sábados difíceis os que se seguiram... De coração aberto e ferido, o menino enfrentava a própria emoção... a própria frustração. A menina se mantinha perto, talvez porque estivesse em dúvida, talvez porque amasse secretamente o menino... nunca se saberá! O fato é que aqueles sábados se findaram... aquelas tardes, também. Naquela casa, parede alguma existe mais...
Os menino e meninas também não... hoje, são homens e mulheres... Porém restou o sentido de tudo aquilo, a emoção que ali nasceu e também, o amor que naquele lugar se encontrou... e assim novos caminhos para ambos se seguiram... ah, aquelas intensas tardes de sábado!
Nunca mais foram sentidas da mesma forma... hoje paira sobre aquelas tardes de sábado uma saudade boa... de que de qualquer maneira, tudo valeu a pena... E aquele menino agradece, ele segue e ele ainda ama... e quanto aquela menina... bem, aquela menina... também!



Marcelo Scot
Enviado por Marcelo Scot em 21/09/2007
Reeditado em 21/09/2007
Código do texto: T662346

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Sobre o autor
Marcelo Scot
São Paulo - São Paulo - Brasil, 53 anos
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Marcelo Scot