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Enigma da felicidade

Enigma da felicidade

Um dia um senhor me parou na rua e me fez a seguinte pergunta:
_Você é feliz?
_Ora, claro que...
Ele me pegou! ( pensei)
Seria eu uma pessoa feliz?
Afinal nem eu havia me perguntado isso.
Naquele instante, depois de alguns segundos calada, lhe respondi que sim, que eu era realmente feliz.Mas esta resposta não me convenceu.
Ele em seguida me abraçou dizendo:
_Boa sorte você tem.
Com o olhar profundo deu as costa e sumiu no virar da esquina, mas sua pergunta ficou em mim, por mais que eu tentasse desviar meu pensamento ela sempre se fazia presente.
Eu não estava convencida da minha resposta, resolvi refletir sobre o que seria a felicidade.
Comecei a pesquisar.
Primeiro em livros que tratassem sobre o assunto, depois parti para Internet e mais tarde comecei com entrevistas.
No terceiro momento tive contato com várias pessoas, todas muito diferentes umas das outras, que julgavam serem felizes, e para complementar conversei com pessoas que se diziam infelizes.
Conclusão.Fiz uma tese sobre o assunto e fiquei muito satisfeita com o resultado deste trabalho.
Mesmo depois de tudo que descobri, do tempo que gastei com a pesquisa, algo ainda estava vazio dentro de mim.
Parecia que tento esforço havia sido em vão, pois meu coração ainda estava com aquela interrogação.
Pensando nas respostas dadas a mim nas entrevistas que fiz, comecei a perceber quantas eram as formas de ser feliz, a felicidade se apresenta a cada um de nós de uma forma.
Era uma tarde ensolarada de quinta-feira, me tranquei no quarto e fui tentar desvendar o que seria minha felicidade.Em coisa de minutos descobri o que me consumia.
A resposta era tão clara, tão sutil que me surpreendeu por um instante.
Afinal eu não queria saber o que faz os outros felizes, e sim o que me faz feliz, isso se é que sou feliz.
Eu queria encontrar minha felicidade.E deste ponto em diante eu pude começar a me conhecer, e o melhor, a me entender.
Comecei a pensar no que me dava prazer em realizar, afinal a sensação de prazer é fato comum em quem se diz feliz.
Depois de uma lista razoavelmente extensa pude entra em contato comigo, e ver que coisa simples como “dar um jeito nas unhas e sobrancelhas” é o suficiente para despertar em mim algo aconchegante e até mesmo prazeroso.
Prazer maior ainda eu encontro quando tomo um banho quente e demorado, quando lavo os cabelos e brinco de fazer penteados exóticos, e quando como a comida quentinha feita pela minha mãe, nossa é muito bom!
E não pára por aí, existem aquelas sensações inexplicáveis que ocorre quando toco meu violão, meu violino e também minha clarinete.Prazer gostoso é quando sento parar escrever minhas poesias ou mesmo quando leio o que já escrevi.
Quantas coisas me fazem feliz e eu nem sabia, sim porque prazer é felicidade.
E para completar quer felicidade maior que ser livre, ter amigos para conversar, ter boa saúde, ter em volta de nós quem gostamos, ter bons sentimentos, poder experimentar o amor, ouvir musicas, ter todos os tipos de amizade, ter em quem acreditar ter “ataques “de riso, ter uma religião, ter liberdade de escolha...
A lista vai muito mais adiante.
É bom saber que isso se resume em felicidade, e melhor ainda é constatar que sou feliz.
Depois de alguns dias desta descoberta, voltei a encontrar o senhor do começo desta narração, ele estava sentado em um banco na praça por onde passo todos os dias, não o reconheci, ele estava de cabeça baixa.
Mas logo que passei em frente a ele, ele se levantou e beijou-me as mãos, eu assustei, mas ele foi logo dizendo:
_Já sabes se es feliz?
Eu sem pensar no impulso lhe respondi.
_Sim, claro que sim.
E ele muito atencioso olhou-me novamente nos olhos, tinha um olhar doce, diferente do da outra vez, me abraçou fortemente, mas com certa delicadeza.
Deixou um bilhete cair no chão e enquanto eu me abaixava para pegar pude ver seu casaco sumir na multidão, no bilhete dizia:
_”A felicidade está em todos
Muitos a encontram,
Mas poucos conseguem vivê-la.”
Daquele dia em diante vivo cada dia como se fosse o último realmente e procuro ajudar aqueles que não enxergam sua felicidade, assim como um dia eu também não enxerguei.







Roberta Krev
Enviado por Roberta Krev em 24/10/2007
Código do texto: T708451
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Roberta Krev
Tabatinga - São Paulo - Brasil, 33 anos
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