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O salão de festas

O salão de festa

O amor e a beleza idealizaram uma festa, na qual todas as virtudes e defeitos do seres humanos foram convidados.
Quando estava tudo pronto, chegou a inveja, que logo pensou: poderia fazer uma decoração melhor em minha casa, e continuou; por mais bela que esteja a beleza eu posso ser sempre mais bela! Então, ficou a invejar tudo o que as outras haviam feito de belo e não aproveitou a festa.
Logo depois, chegou o ciúme que se consumia por dentro fulminando e injetando o ódio por não ter capacidade de fazer algo igual.
O ciúme não pensava, não aproveitava o tempo para se divertir e. Ele só imaginava destruir o que os outros conquistaram.
A ganância chegou de mansinho falava pouco, com voz macia, como é peculiar aos gananciosos, segundo ela naquela festa ela tinha que ganhar alguma coisa,porque vivia do seu objetivo que é só o lucro. Em seus pensamentos não há: amor, beleza, inveja, ciúmes..., Só há o lucro; quanto maior melhor.
A vaidade chegou sorrindo, olhava para todos esperando os cumprimentos, enquanto a festa prosseguia normalmente. Ela sorria, sorria, e andava sorridente para todos os lados recebendo os cumprimentos. Para os vaidosos só há satisfação do seu ego que é o belo, o resto não é importante.
Alguns minutos depois chegou a cobiça, calmamente observava a todos e a tudo que encontrava. Em seus pensamentos refletia como é lindo aquele vestido! Ele poderia ser só meu! Como está bela esta cozinha! Ela ficaria bem melhor lá em minha casa. Assim a cobiça passou a noite toda sem se preocupar com a festa e sim o que havia de bom e belo que poderia ser seu.
Logo em seguida chegou a gula, essa não queria saber de nada, não queria olhar nada que não fosse comestível, para gula só tem sentido, aquilo que pode ser deglutido!
Passou noite à dentro a se empanzinar! A festa para ela foi só os comensais! Logo depois chegou a tristeza que ficou logo incomodada porque o ambiente era só de alegria. A tristeza não habita em ambientes felizes, então, sentindo-se ferida em seu objetivo, foi embora! Antes da meia noite chegou o ódio, o qual veio carregado de rancor no coração.
O ódio estava tão forte que injetava fogo pelos olhos. Ele não conseguia olhar e enxergar nada além do que ele próprio. Pouco depois, chegou o carinho, que de imediato, foi só distribuindo simpatia e sorrisos para todos. Porém só o amor e beleza conseguiram enxerga-la.
Todavia, ele continuava a sua missão sem se importar em ser correspondido.
Alguns segundos chegou a hipocrisia com seu sorriso entre os dentes, porque os hipócritas não sorrir com a alma feliz, ela ficou a festa toda desdenhando e sorrindo hipocritamente dos demais participantes da festa.
Logo em seguida, chegou a mesquinharia e ficou logo preocupada porque os mesquinhos não ajudam a ninguém, eles não são solícitos e estão sempre ansiosos com medo de serem chamados a ajudar alguém. A avareza veio de mansinho e logo queria saber se alguém desejava dinheiro a juros. Os avarentos querem sempre auferir juros de alguém, estão sempre insaciáveis.
A luxúria chegou com todo o garbo que lhe é peculiar e fazia questão de mostrar a todos todo o seu esplendor. Passou a festa toda a se embelezar e mostrar o esplendor de sua luxúria.O orgulho chegou com o peito estufado de orgulho, estava orgulhoso de está ali presente, ele fazia as apresentações e fazia questão de informar que tinha orgulho disso, ele não aproveitou a festa, seu orgulho não o permitiu.
Então, o preconceito chegou e começou logo a diferenciar as virtudes dos defeitos e fazia comparações com tudo. Enaltecia uns e diferenciava a outros. O preconceito imperava a noite toda.
Bem tarde da noite começaram a chegar as virtudes do ser, que ficaram logo apavoradas com tanta falhas do ser reunidas em um salão de festa. Elas então, pediram licença e foram embora, não poderiam conviver num ambiente daqueles.
Após a saída delas a fofoca chegou e de imediato se aliou à vaidade, então as duas trataram logo de fazer uma crônica sobre as possíveis fofocas da noite com motivo e sem motivo, não se importavam com o resultado. Para ela o importante era fofocar para aliviar a tensão.
No auge da festa, chegou a morte! Ela veio com sua falange de iguais porque havia muita gente para ela ceifar. Então, todos os defeitos e algumas virtudes do ser humano ainda presente tremeram apavorados; queriam correr mais não havia saída! Ai, a morte e seus secretários foram ceifando um a um os pecados humanos. Só a beleza e o amor não se preocuparam, porque eles existem em qualquer esfera do cósmico; até porque não são defeitos são virtudes, portanto não foram ceifados. Os outros, com certeza, ressurgirão algum tempo em algum lugar.
 















Farick
Enviado por Farick em 03/11/2007
Código do texto: T721780

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Sobre o autor
Farick
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 70 anos
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