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BORBOLETINHA...

Olá, borboletinha... Que fizeste da manhã de sol? – perguntou o tempo que lentamente passava.

- Ah! Senhor tempo... Fui livre, voei, senti as coisas e a elas fui me entregando que às vezes até vagava...
Querido tempo, já que você vive passando por aqui, poderia me explicar só mais algumas coisas que percebi enquanto voava?

- Claro coloridinha! – Respondeu o tempo sorrindo e todo ensimesmado.

- Veja bem: Dentre tudo que vi, também, notei que as flores se entregam muito facilmente; Que o Sol, principalmente ele, quase todo o dia fica se enaltecendo à toa; E que o vento fica de um lado pro outro movendo as flores e tentando encobrir o sol com as nuvens... Eu acho que, cá entre nós, rola um ciúme entre eles. Não rola? rsrsr

- O tempo sorriu novamente e respondeu: Deve ser culpa do clima, borboletinha! Ele é um chato! Vive inventando mudanças. Gosta de criar estas situações sentimentais...  E é um perfeito oportunista! Brinca com um, com outro e até com todos de uma só vez...
Mas, não ligue pra ele não!
Qualquer dia deste ele tentará brincar com você também. Com todas as suas dúvidas, todas as suas observações... Ele fará isso por saber que ainda és tão novinha e frágil...
Pois, mesmo que as tuas asas, aos olhos do mundo, aparentem às de uma libélula já feita elas ainda não voaram o suficiente para saber de tudo.
É assim que acontece com sol no inverno dia e noite, com as flores no outono e com o vento e as nuvens durante o verão.

- Que interessante senhor Tempo...! Eu sempre paro observo tudo e me observam também. Mas, ainda não tinha entendido tanto assim... Então gostaria muito de ficar mais atenta a estas coisas e ter algum controle sobre elas. Para quando elas acontecerem, enquanto a vida segue, eu esteja preparada...
Só mais alguma coisa, amigo tempo: Você saberia me dizer, quem é o responsável por tudo isso que vejo, sinto e que saio comentando por me deixar assim tão alegre quando descubro a essência das coisas?

O tempo sorriu quase se despedindo e disse: Sou eu, borboletinha. Sou eu...

O FEIO
Enviado por O FEIO em 21/11/2007
Código do texto: T746431

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Sobre o autor
O FEIO
Juazeiro - Bahia - Brasil
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