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O Comerciante Guerreiro (John Jank)

John Jank, 20 anos, aprendeu o oficio de vendedor de mercadorias, anda pelos bosques, florestas e até desertos a procura de um bom comprador para suas especiarias. Dentre seus objetos ele tem espadas, machados, lanças, arcos e todos os tipos de armas, além de ferramentas diversas e até alguns, segundo a feiticeira que lhe vendeu, pós mágicos e amuletos.

Nascido na pequena ilhota no arquipélago das ilhas das três mortes, sempre foi um garoto muito esperto, costumava comprar tudo o que seus colegas tinham, tudo para revender fora do arquipélago a turistas que vinham as ilhas em busca de um tesouro que nunca foi encontrado. Enquanto isso John ganhava seu cascalho e seguia sua vida adiante sem olhar para trás.

Certo dia seu mestre, Sr. Yamada estava andando pela praia em frente a sua cabana quando foi acertado por uma flecha, a principio não parecia nada de muito grave pois foi na perna, mas quando viu que ela estava envenenada tudo escureceu e sem que pudesse pedir ajuda morreu na praia sobre a brisa do mar.

Após dois anos John decidiu deixar o arquipélago e abandonar tudo, carregando apenas o que dava, levou consigo sua grande bolsa com muito metal e pedaços de matérias primas para fabricar armas de combate, é claro que não tinha em mente o que iria encontrar pela frente ou até mesmo se não desistiria no meio do caminho e voltaria para casa, mas seguiu em frente e foi para em um local muito misterioso, onde decidiu montar acampamento e recomeçar sua vida do zero.

Após mais dois anos, já com seus 20 anos e alguns meses do qual não se sabia ao certo, John montou uma pequena barraca para fazer manutenção de armas e ainda conseguia vender algumas que fabricava, não era muito careiro e conseguia atrair uma grande clientela, sempre o perguntavam o que o teria feito deixar a maravilhosa ilha para viver por ali, e já saindo pelos cantos sempre dizia que teria algo para desvendar e um nome para honrar.
 
Certo dia um grande tirano de nome desconhecido teria mandado atear fogo em todas as barracas que estivessem no bosque pois ele se considerava dono de toda aquela área, isso teria chegado aos ouvidos de John, e antes que pudesse surpreendelo, logo agarrou suas coisas se mandou dali sem destino, agora só poderia contar mesmo com o que carregava, na sorte poderia achar algum comprador para suas armas ou até mesmo tudo o que levava.

Parando de vilarejo em vilarejo a vida era cada vez mais difícil como para todos os pobres daquela época, sempre tentando achar algumas moedas para conseguir pelo menos o alimento do dia. Mas ele não desistiu tão facilmente assim e quase sem escolha, quando passava por um pequeno povoado viu anunciarem “Venham estão precisando de gladiadores para duelos sangrentos” dizia o gordo e porco homem que já bêbado trocava as pernas, então John chegou e perguntou quanto daria para o vencedor, e o porco homem respondeu quase caindo, “o mesmo que você daria por uma roupa descente” então ele caiu no chão e apagou.

Quando o duelo começou havia alguém novo no pedaço, sim era um forasteiro que pela aparência deveria estar muito cansado, então puseram John logo no primeiro combate para morrer. Anunciando faziam piadas com seu nome, “E agora John demente, John inconsciente, John sem dente”, só que não contavam com tal habilidade e recusando as armas dadas pelos organizadores, parecia muito confiante. Quando o combate começou, ele logo teria puxado uma grande faca de sua bolsa e partido para cima de seu adversário, vinha correndo e quando chegou perto o grande homem de quase dois metros de altura, John Jank deu um profundo corte, o grandalhão caiu no chão sem saber o porque, John apenas puxou sua faca que encravada em uma grande veia da perna do homem espirrava sangue sem parar.

E assim se seguiu a maioria dos combates menos contra um famoso gladiador de uma pequena ilhota chamada Nuevo Sangre, que foi desclassificado porque seus seguidores seguraram John. Chegando ao final de um grande torneio o jovem guerreiro foi proclamado o vencedor e ganhou um lugar no pequeno reino local, mas recusou e seguiu sua viajem rumo ao desconhecido.

Perguntaram o que iria fazer com o dinheiro do premio, ele disse que iria comprar muitas coisas para revender porque era um negociador por natureza e não um matador, e assim seguiu por muitos povos, vilarejos e mais vilarejos, combates de vez em quando para levantar fundos e sempre negociando e negociando, vendendo e comprando.
Rafael Jank
Enviado por Rafael Jank em 21/01/2006
Reeditado em 21/01/2006
Código do texto: T101743

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Sobre o autor
Rafael Jank
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 31 anos
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Rafael Jank