Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Projeto Tenora - Hipoluce

          Em uma noite escura cuja lua era omissa e as pesadas nuvens tapavam as estrelas, andava sem rumo um pequeno guerreiro. Acabava de ter fugido de sua aldeia que acabava de ser saqueada. Os homens que lutaram morreram e as mulheres violentadas antes disso. Seu medo nunca foi tamanho igual a este. Em seu passado já havia matado antes, mas nunca vira tanta brutalidade em vida até então. Achou que já havia fugido a uma distancia segura e sentou-se para descansar. Só então percebeu a flecha encravada em suas costas. Com certeza alguém o viu fugindo e o acertou enquanto corria, mas de medo tão profundo não chegou a sentir a flecha perfurando sua carne. Achou melhor se esconder e subiu em uma árvore.
          Sentiu de súbito fome e comeu um fruto que estava perto dele. Ouviu passos de cavalo na relva da floresta, mas não sabia o que era, estava muito escuro. Paralisou-se ao ver duas luzes brancas ao pé da árvore onde estava. Seria os saqueadores que vieram atrás dele? Sem saber a resposta continuou a observar. As luzes se moviam simultaneamente, cada uma apontando para uma única direção porem iluminavam áreas diferentes. Somente depois de uma distância que chegavam a iluminar o mesmo ponto. Eram como duas lanternas a frente de uma carroça, porém a distancia entre elas era pouco menos de um palmo. Somente quando elas iluminaram o chão que ele reconheceu uma pata de cavalo. Analisando aquela cena percebeu que era um cavalo negro e as fontes alvas eram seus olhos.
            Quando viu o eqüino comendo tranqüilamente os frutos que estavam no chão, tranquilizou-se. Desceu da árvore com calma para não assustá-lo, mas esse último aparentemente já sabia que o pequeno estava no topo da árvore. O guerreiro ofereceu o fruto que anteriormente comia no topo dessa. O cavalo virou-se para ele e comeu o fruto, mas como seu olhar era desfocado, deduzia-se que era cego. Por que haveria de em lugar dos olhos lanternas se era cego? A pergunta atormentou o homenzinho por algum tempo. O bicho acabou o fruto e refogou-se nas carícias daquela mão até fechar os olhos e dormir.
(a ser reformulado)
BOI (Luciano Alencar)
Enviado por BOI (Luciano Alencar) em 08/03/2006
Reeditado em 11/09/2011
Código do texto: T120566
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, criar obras derivadas, fazer uso comercial da obra, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original).
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
BOI (Luciano Alencar)
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 29 anos
246 textos (25430 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 11:54)
BOI (Luciano Alencar)