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A Manhã De Adam, O Sublime Revoltado

   Lembranças são o quê? Para Adam Yeskur, as lembranças são a sua capa de sonhos, capa de pesadelos, capa de dores, capa de cores, capa de lágrimas, capa de ódio, capa de revolta. Lembranças, para Adam, são as capas que nos seus vinte anos de vida ele pôs em torno de si, capas para bem viver, capas para ser um bom seguidor de seu Mestre Protetor, O Quinto Lúcifer. As capas de Adam são sua proteção, nenhum outro ser humano, seu Mestre Protetor, os demais Arquidemônios e os Demônios de Malkuth podem saber que ele não construiu-se como um filho de crenças em palavras que lhe são estranhas. Toda palavra que Adam ouviu lhe é estranha, ele é o mais elementar dos estranhos na vastidão dos Quatro Mundos. Adam conhece apenas a sua Esfera, A Esfera Demoníaca De Malkuth Do Mundo De Holam Assiah, O Quarto Mundo Da Criação. Ou melhor, o Reino Demoníaco De Malkuth, no qual nascera, no qual fora criado, é a única das Dez Esferas Dos Quatro Mundos que conhece. Os Arcanjos e os Anjos dos Reinos Angelicais lhe são desconhecidos, tais Seres Superiores Angelicais não caminham ao lado dos Seres Superiores Demoníacos. Nascer para ser um Arquidemônio: Adam lembra-se que nasceu para cumprir um destino do qual não se lembra de ter escolhido?
   Este firme, digno e explosivo pensamento de caráter altamente questionador implacavelmente lhe afeta a mente enquanto seu Mestre Protetor, no Palácio Luciferino Da Cidade Do Quinto Lúcifer, Luzoyarma, lê  Emada, O Livro Luciferino Da Sagração Dos Magos Luciferinos, diante dele e na presença dos treze mil Arquidemônios formados pelo Rei Do Reino Demoníaco De Malkuth como tais. Com o pensamento, como que valorizando cada momento construtivo do passado, Adam remete-se a lembranças, lembranças de sua noite, lembranças de seu ódio, lembranças da sua manhã surgindo sempre em si que nasceu da sua noite e do seu ódio. Nas lembranças da noite, nas lembranças do ódio, o rosto frio e insensível de Dallila Baruch transporta-lhe para a Montanha Das Dez Mil Guerras, para as palavras que a assassina imortal, a assassina de sua mãe, disse-lhe aproximando-o da Árvore De Mara:

“ Aqui, Adam Yeskur, eu que sou Dallila Baruch, A Dallila De Djim, planto para A Eternidade  Oculta  Dos Anos Ocultos  uma Árvore que representará  para todas as gerações futuras  o que aguardam aqueles que desafiam  O Equilíbrio Dos Quatro Mundos. Vossa mãe, esta aqui enterrada que foi Mara Yeskur, A Mara De Drucel, desafiou também O Equilíbrio Dos Quatro Mundos, ofendeu  todos os Reinos Demoníacos e todos os Reinos Angelicais, todos os Arquidemônios  e todos os Arcanjos, todos os Demônios e todos os Anjos, ao dar razão ao amor e à carne desprezando a Dádiva De Ser Um Arquidemônio. Eu que sou Dallila Baruch, A Dallila De Djim, encarregada de corrigir o crime de vossa mãe aqui enterrada Mara Yeskur, A Mara De Drucel, digo-te, Adam Yeskur, que matarias a ti agora lançando-lhe nestas chamas que ergui para aprisionar a Alma Demoníaca de vossa mãe. Eu que sou Dallila Baruch, A Dallila De Djim, pelas Artes Ocultas Demoníacas, pelas Artes Ocultas Demoníacas que vossa mãe  Mara Yeskur, A Mara De Drucel  defendeu e praticou, prometi poupar-lhe destas Chamas Da Kundalini Dos Quatro Mundos. Viverás, Adam Yeskur, viverás para sentires a dor de vossa corrompida mãe aqui aprisionada através da Alma Demoníaca, vossa mãe Mara  Yeskur, A Mara De Drucel, para que não abandone vosso Destino Oculto , não elimines  de ti qualquer das Dádivas que sinto em ti. Adam Yeskur, tu me agradecerás por ter-lhe matado a corrompida mãe, esta que executei  aqui que era Mara Yeskur, A Mara De Drucel, em nome do Quinto Lúcifer, Nosso Rei, Nosso Guia, Nosso Pai. Tu me agradecerás, Adam Yeskur, como Adam Do Quinto Lúcifer, ao meu lado, ao lado de Dallila Baruch, A Dallila De Djim, que eu sou, como O Décimo Terceiro Que Alcançou A Imortalidade  Demoníaca Suprema, como um Sobrevivente Da Prova Das Cento E Dez Idades Do Homem, por ter-lhe matado a mãe, Mara Yeskur, A Mara De Drucel, a qual lhe tornaria um ser humano comum, propenso aos ditames da vida mortal, aos pequenos momentos da vida mortal, escondida de todo o Reino e de mim pelas Dimensões Ocultas onde banidos estão muitos humanos que escolheram o banimento após dispensarem as suas condições como futuros Arquidemônios e Demônios. Eu, Dallila De Baruch, A Dallila De Djim, lhes encontraria e mataria, fazendo-lhe, Adam Yeskur, não ser o que você será: O Décimo Terceiro Imortal Supremo. Tu me odiarás, Adam Yeskur, mas verás  depois que este ódio passar que eu, Dallila De Baruch, A Dallila De Djim, somente lhe fiz um bem matando-lhe este amontoado de ossos que aqui enterrei que foi Mara Yeskur, A Mara De Drucel. Tu verás, Adam Yeskur, que eu Dallila Baruch, A Dallila De Djim, fui-lhe uma verdadeira mãe, melhor do que a sua mãe natural corrompida Mara Yeskur, A Mara De Djim, dando-lhe a chance de ser um dos Seres Superiores Dos Quatro Mundos.'

   Palavras, palavras, palavras... Palavras demais, muito ditas, sempe muito ditas... Palavras demais... Palavras demais! Palavras: como as lembranças, são o quê? Sempre ouvindo muitas palavras, Adam não se acostumou a tê-las como verdadeiramente são: vazios intensos de tecidos rasgáveis em patamares de largos espaços que não se submetem a nenhuma palavra. Adam lembra-se das palavras acima de Dallila, do tom de voz, frio e firme, de Dallila, que como rocha fixa em montanha inamovível cumpriu o dever de assassinar-lhe a mãe sem desviar-se um instante sequer da rota estabelecida para tal fato. Os frios vinte anos ouvindo as palavras de Dallila em sua memória constituem-se nos horizontes íntimos de Adam. Os firmes vinte anos de dureza em seu existir sendo doutrinado a fim de cumprir um destino que não escolheu lhe exauriram toda a vontade de realizar metas particulares. O Sistema dominante assim quis e assim quer, seja nas Esferas Demoníacos, seja nas Esferas Angelicais, fazendo com que os seres humanos, dominados por Arquidemônios, Demônios, Arcanjos e Anjos se despersonalizem em prol da seguridade do continuar harmônico do sistema.
   Muitas palavras como as de Dallila acerca de seu destino Adam ouviu daquele que agora, à sua frente, dirige-se aos demais presentes com a leitura do Emada. Palavras ressoantes em seus horizontes íntimos estão, envolvendo-o, remetendo-o a reflexões, instigando-lhe a não ouvir nada além da sua própria voz íntima, que é toda revolvida pelos pensamentos que o seu Mestre Protetor jamais soube que ele possui. Toda pontuada pelas dores que recebeu ao ter a mãe assassinada da maneira que foi por Dallila, Adam desenvolveu-se distante existencialmente do viver comum com os demais que lhe cercaram desde que como criança foi iniciado pelo Quinto Lúcifer nas Artes Ocultas. As lembranças ditam as palavras que os seus pensamentos lançam em seus horizontes íntimos, lembranças da sua mãe sendo decapitada, lembranças da sua mãe sendo cremada, lembrança do ossos da sua mãe sendo enterrados, lembranças da alma de sua mãe sendo aprisionada no local de repouso de seus ossos. O choro de Mara De Drucel aprisionada na Árvore e as palavras de Dallila é tudo o que Adam ouve desde que dela foi retirado. Adam jamais ouviu as palavras, os ensinamentos de seu Mestre Protetor. Adam jamais lembra-se de que possui um Mestre Protetor. Para ele, apenas há na Esfera Demoníaca De Malkuth o choro de sua mãe. Para ele, apenas há na Esfera Demoníaca De Malkuth aquelas palavras de Dallila.
   Entre os Arquidemônios que ouvem as palavras do Quinto Lúcifer, nenhum deles é seu amigo, nenhum deles lhe desperta afeto, nenhum deles se identifica com o que possui em seus horizontes íntimos. Adam encontra-se desde que tomou noção da realidade de ser um ser entre desconhecidos que apenas cegamente seguem o sistema. Os humanos,  com os quais não teve contato próximo porque fora proibido de tal pelo seu Mestre Protetor, são-lhe mais aptos a terem-lhe a simpatia. Observando os demais humanos como ele sempre distante, um sentimento de empatia em si tornou-se fulgurante. No Sistema dominante dos Quatro Mundos os humanos são criaturas seguidoras inúteis de seus governantes, sejam estes Arquidemônios ou Arcanjos. Para os humanos, não há palavras de direitos que a si seriam evolucionários. Para os humanos, não há a palavra de um líder a organizá-los, a fazê-los cientes de que são seres vivos. Para os humanos, para todos os humanos, incluindo os Protegidos, apenas a submissão ao Sistema, seja este o das Esferas Demoníacos ou das Esferas Angelicais, é a lei que lhes é de direito seguir. Para os humanos, as palavras dos seus governantes são tudo o que existe na Criação, eles seguem todo o sistema que lhes retira a voz, que lhes retira a audição, que lhes retira a visão, que lhes retira o paladar, que lhes retira o olfato.
   Os humanos não falam, o Sistema é o único que fala. Os humanos não ouvem, o Sistema é o único que ouve, ouve a si mesmo. Os humanos não vêem, o Sistema é o único que vê, vê o quanto aqueles são domináveis tolos seres cegos e mudos. Os humanos não saboreiam a podridão do sistema, o Sistema saboreia a tolice humana que degusta com olhos saudáveis, vozes hipócritas. Os humanos não sentem o odor do lixo do Sistema, o Sistema sente o odor das subserviência, acomodação e ignorância humanas. Os humanos são objetos para os Arquidemônios. Os humanos são objetos para os Arcanjos. Adam não quer mais ser um objeto, seja dos Arquidemônios, seja dos Arcanjos, os senhores de todo o Sistema Orientador Dos Quatro Mundos. Este Sistema é também o Sistema Da Criação, o único Sistema Orientador De Todas As Coisas, a submeterem as infinitas Humanidades dispersas pelas Dez Esferas a uma existência perpétua de submissão na qual todas as pequenas rebeliões que houveram foram sufocadas por Dallila, os Doze Imortais Demoníacos e os Doze Imortais Angelicais. O Sistema, nos Quatro Mundos Da Criação,  é isso tudo, um tudo de domínio opressor dos seres humanos por parte dos Seres Superiores aos quais obedecem. Os humanos, de todas as Humanidades, fazem-se por si mesmos de inferiores ao obedecerem a ditos Seres Superiores, sejam estes Arquidemônios ou Arcanjos. Adam, saindo de sua noite, viu que a verdadeira superioridade é a do Poder Interno, presente em todos os seres humanos. Adam está presente em seu Poder Interno.
   O Quinto Lúcifer continua a falar. Adam, ouvindo-lhe, mais revoltado    fica. Adam, nada ouvindo das palavras de seu Mestre Protetor, como nunca ouviu, pensa em todas as Humanidades, em como estas são submissas, obedientes aos Seres Superiores. Seres Superiores sempre distantes, venerados pelos humanos como senhores próximos. Seres Superiores sempre desinteressados pelas angústias, dores e tristezas humanas, exigindo a veneração em troca de mentiras que aos humanos iludem. Seres Superiores que Adam não teme. Seres Superiores como seu Mestre Protetor, o Quinto Lúcifer, a falar, a falar, a falar... Adam fita os lábios daquele que não vê como Mestre, como Protetor. Adam sempre soube que para o Quinto Lúcifer sempre fora um objeto, mais um objeto para a glória da continuidade do Sistema que apenas enriquece existencialmente aos que estão no topo como Seres Superiores. Adam fita os lábios do Quinto Lúcifer. Lábios hipócritas, como os lábios de todos os Arquidemônios. Lábios hipócritas, como os lábios de todos os Demônios. Lábios hipócritas, como Adam imaginar serem o de todos os Aracanjos. Lábios hipócritas, como Adam imagina serem o de todos os Anjos. Lábios hipócritas dominam Holam Atziluth, Holam Briah, Holam Yetzirah e Holam Assiah, os Quatro Mundos Da Criação. Lábios hipócritas dominam Kéther, Chokmah, Binah, Chesed, Geburah, Tiféreth, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth, as Dez Esferas Existenciais Dos Quatro Mundos Da Criação.
   A hipocrisia dos lábios do Quinto Lúcifer, este que não lhe é um Mestre, não lhe é um Protetor, revolta, aos níveis inconcebíveis do Todo Infinito Oculto, a Adam. Os lábios do Quinto Lúcifer representam os lábios do Sistema. O Sistema assim fala, a sua meta verdadeira é ser dominante através dos surdos, cegos e mudos humanos, todos os humanos, expelindo a sua hipocrisia de auxiliar em qualquer tipo de desenvolvimento através dos lábios de Arquidemônios, Arcanjos, Demônios e Anjos. O Sistema é uma hipocrisia, a si mesmo desenvolvendo e envolvendo na noite da ignorância a todas as Humanidades. Adam fita os lábios do Quinto Lúcifer. Adam não é surdo para o verdadeiro falar do Sistema. Adam não é cego para o verdadeiro rosto do Sistema. Adam não é mudo, a sua revolta contra o Sistema abre-lhe os lábios, a sua revolta contra o Sistema cala o Quinto Lúcifer.
— Muito pode dizer o vento ao ar, mas tudo no ar não pode ser dito por aqueles que não sabem aproveitar a sabedoria do vento ao falar com o ar. Eu que sou Adam Yeskur, sou Adam Para Mim Mesmo, sou meu vento, sou meu ar, sou uma sabedoria, a minha sabedoria. Todos vós sois ar desse Sistema que seguem, mas não dizem aos vossos ventos o que eles querem ouvir quando viajam pelos vossos horizontes. Eu que sou Adam Yeskur, Adam Para Mim Mesmo, sou Adam De Mim Mesmo, sou Mestre de mim mesmo, sou Protetor de mim mesmo. Vós que sois o Quinto Lúcifer Do Reino Demoníaco De Malkuth nunca fostes nada mais para mim do que um vento perdido que o meu ar nunca encontrou, um vento pequeno que o meu ar, querendo ventos grandes, sempre quis manter longe. Vós que sois o Quinto Lúcifer Do Reino Demoníaco De Malkuth é apenas uma peça do Sistema a romper sempre a possibilidade da felicidade existencial humana, a felicidade dos meus irmãos humanos, a minha felicidade, pois eu que sou Adam Yeskur, Adam Para Mim Mesmo, Adam De Mim Mesmo, Adam Em Mim Mesmo, sinto-me humano, sou humano, não da vossa Senda. Não sou da Senda Do Sistema, vós todos que pelas Esferas Ocultas estais agora a ouvirem-me, vós todos Arquidemônios, Arcanjos, Demônios e Anjos. Não sou da Senda Demoníaca, não sonho com a Senda Angélica, sou humano, sou de todas as Humanidades, sonho apenas com a minha humanidade. Mais do que a felicidade existencial para todas as Humanidades eu procuro, falo-vos isto porque não foi a simplória preocupação apenas com a felicidade existencial o que me faz agora revoltar-me com o que vosso Sistema quer que eu, eu que sou Adam Yeskur, Adam Para Mim Mesmo, Adam De Mim Mesmo, Adam Em Mim Mesmo, Adam Sobre Mim Mesmo, seja. Revolto-me contra vós todos, não apenas contra ti, vós que sois o Quinto Lúcifer Do Reino Demoníaco De Malkuth. Revolto-me contra todos vós do Sistema. Revolto-me contra O Inefável Desconhecido.
   Revolto-me porque vós do Sistema agridem a existencialidade humana, são carrascos das Humanidades, carrascos sutis, mas carrascos ainda, a agirem na continuidade, eterna continuidade, do enganar com mentiras aos humanos, meus irmãos. Revolto-me porque assim O Inefável Desconhecido quer que seja a Criação, dominada por falsos Seres Superiores que não desenvolvem nas Humanidades muito mais do que a felicidade existencial que vejo não existir nelas. As vossas mentiras cegam, ensurdecem e emudecem. As vossa mentiras poderosamente integram os seres humanos ao abismo de sempre serem meros veneradores vossos. Altares para Arquidemônios, altares para Arcanjos, altares para Demônios, altares para Anjos: altares, altares, altares e altares para falsos governantes, eternos falsos governantes de uma eterna falsa Criação. Esta não é a Criação, vós todos que sois do Sistema e estais a ouvir-me. Não preciso erguer a minha voz para falar-vos que este vosso Sistema a dirigir tudo na Criação não é a Criação. Eu poderia sussurar e o meu sussuro seria ouvido por Ele Que Pariu A Tudo. Eu poderia sussurar, erguer um altar interno ao Inefável Desconhecido, venerar ao Inefável Desconhecido, mas nem Este Inefável Desconhecido, eu que sou Adam Yeskur, Adam Para Mim Mesmo, Adam De Mim Mesmo, Adam Sobre Mim Mesmo, Adam Soberano Em Mim Mesmo, vejo que é verdadeiro. Se o Sistema é falso, o Inspirador Inefável Desconhecido Do Sistema É A Falsidade Absoluta Imutável.
   Isto me revolta. Isto é a face da minha revolta. Isto é a primeira verdadeira revolta de um ser humana nos Quatro Mundos. Pelos meus irmãos humanos, eu que sou Adam Yeskur, Adam Para Mim Mesmo, Adam De Mim Mesmo, Adam Sobre Mim Mesmo, Adam Soberano Em Mim Mesmo, Adam Falando Por Si Mesmo, pelos meus irmãos humanos, elevo como a minha Inefável Criação a minha revolta. Revolto-me contra o que vós que sois o Quinto Lúcifer Do Reino Demoníaco De Malkuth reservastes para mim, não serei imortal, não serei Arquidemônio, não serei mais um eterno opressor existencial dos nossos irmãos seres humanos. Vós todos fostes seres humanos, vós todos que hoje sois Seres Superiores, Seres Superiores falsos porque verdadeiros Seres Superiores diriam todas as verdades a todos os seres humanos e não se reduziriam a serem apenas venerados em altares. Vós Arquidemônios sois covardes; vós Arcanjos sois covardes; vós Demônios sois covardes; vós Anjos sois covardes; vós do Sistema a mentir para todas as Humanidades sois covardes, através dos altares comunicam-se com os humanos, através dos altares são pais falsos das Humanidades. Revolto-me contra o Sistema que vós sois, o Sistema que já matou os poucos seres humanos que tentaram, quando viram que vós Seres Superiores são falsos mentirosos covardes opressores existenciais, libertar todas as Humanidades de vosso poder falso, mentiroso, covarde e opressor existencialmente.
   Mara Yeskur, Mara De Drucel, Aquela Que Eternamente Chora Na Montanha Das Dez Mil Guerras, foi uma que sucumbiu por querer ter sido Mara Para Si Mesma, Mara De Si Mesma, Mara Sobre Si Mesma, Mara Soberana Em Si Mesma, Mara Falando Por Si Mesma. Mara Yeskur é a minha mãe, uma das vítimas do Sistema como o meu pai, Lukas Adonon, um ser humano comum como eu que sou Adam Yeskur, Adam Para Mim Mesmo, Adam De Mim Mesmo, Adam Sobre Mim Mesmo, Adam Soberano Em Mim Mesmo, Adam Falando Por Mim Mesmo, Adam Caminhando Por Mim Mesmo, quero ser, sou desde que Aquela Que Eternamente Chora gerou-me com o meu pai. Não sou mentiroso e toda a minha revolta contra vós do Sistema é verdadeira, é uma revolta sem ódio, pois eu não tenho ódio contra vós que pertenceis ao Sistema assassino de meus pais e de muitos outros que apenas quiseram falar, ver e ouvir verdadeiramente. Odiei a todos vós enquanto adormecia em abismais sendas, mas a minha revolta está acima do ódio, acima do amor, acima de qualquer sentimento. Não é pelo ódio contra vós que eu me revolto e nem pelo amor pelas Humanidades, pelos meus irmãos humanos, que eu me revolto.           Não minto, digo-vos que me revolto porque é o meu verdadeiro Destino Oculto revoltar-me, a minha revolta é o meu Poder Interno, O Poder Para Mim Mesmo, O Poder De Mim Mesmo, O Poder Sobre Mim Mesmo, O Poder Soberano Em Mim Mesmo, O Poder Falando Em Mim Mesmo, O Poder Caminhando Por Mim Mesmo, O Poder Do Meu Poder De Ser Adam Yeskur e não Adam Do Quinto Lúcifer.
   Sairei agora de vosso Palácio, Quinto Lúcifer, como um ser humano comum. Sairei como um ser que vós sempre disse que era inferior, como os seres que vós afastastes de mim, como os seres que vós do Sistema afastam de si mesmos quando alcançam o falso existir condicionado como Seres Superiores. Estou desarmado, sou incapaz de um violento ato contra todos vós, pois não desperdiço o meu Poder Interno com contendas iniciadas por motivos banais. Deixai-me ir, Quinto Lúcifer, deixai-me ir com a minha revolta para onde a minha mãe está prisioneira. Perdoar a todos vós do Sistema está diante de mim, porém perdoar a mim mesmo por revoltar-me contra vós do Sistema jamais. Fiquem com o meu perdão, fico com a minha revolta, a qual eu levarei até O Inefável Desconhecido.
   O Quinto Lúcifer fecha Emada e entrega-o a um dos seus Protegidos. Os presentes aguardam, com sede de sangue, sede pelo sangue de Adam, o que seu Mestre Protetor lhes dirá. Quando o livro é totalmente envolto no Tecido Luciferino Da Verdade Demoníaca através de uma Operação de seu Protegido Brandon Levir, Brandon Do Quinto Lúcifer, este, com a mesma calma no falar de Adam, responde ao que este disse-lhe e aos que ouviam-no através das Esferas Ocultas.
— Vós pretendeis, Adam Yeskur, saires daqui de meu Palácio como um ser humano comum que não nascestes para ser. Foram vinte anos, Adam Yeskur, que eu que sou O Quinto Lúcifer Do Reino Demoníaco De Malkuth percorri treinando-lhe para ser um Ser Superior e vós quereis ser um ser humano comum? Como um ser humano comum quereis realizar A Prova Das Cento E Dez Idades Do Homem? Tu morrerias quando a iniciasse, se acaso tentasse ou sobrevivesse após Dallila Baruch, A Dallila De Djim, a mesma assassina de vossa mãe Mara Yeskur, A Mara De Drucel, caçar-lhe como a esta caçou. Tu não tens amigos e familiares no Reino Demoníaco De Malkuth, serias rejeitado no Reino Angélico De Malkuth; és tolo ao creres que se eu lhe deixar sair daqui vivo conseguirás chegar à Esfera Existencial De Yesod. Ofendestes ao Inefável Desconhecido e ao Sistema Da Criação estabelecido por Ele para que os seres inferiores chamados seres humanos, seus irmãos, pudessem ser guiados como merecem serem guiados por serem limitados até quando pensam que são algo. Nós do Sistema Da Criação somos tudo abaixo do Inefável Desconhecido e por isso deixamos de ser humanos através das Artes Ocultas para que os seres inferiores aos quais você escolheu pertencer pudessem sobreviver. Eu lhe aceitei como meu Protegido porque tu eras especial existencialmente, porque tu eras útil ao Sistema Da Criação. Agora tu, vós que sois Adam Yeskur, és ser inferior, um humano comum, imerecedor da atenção de todos os Seres Superiores que vós ofendestes. Muitos ouviram-te, incluindo Dallila Baruch, Dallila De Djim; eles e ela agora ouvem-me, ouvem-me dizer-lhe que tu serás morto aqui pelo primeiro dos meus Protegidos que a ti atacar, vossa carne será separada dos ossos, vossos ossos serão enterrados ao lado do túmulo de vossa mãe, eu que sou O Quinto Lúcifer De Malkuth erguerei a vossa Àrvore e o vosso choro será ouvido eternamente pelos Quatro Mundos juntamente com o de vossa mãe.
   Vós caistes como ela, Adam Yeskur, meu revoltado Protegido que apenas falou que nós do Sistema Da Criação, os guias do Sistema Da Criação, somos covardes. Covarde és tu que não lutarás para defender a vossa existência como ser humano comum, ser inferior que deve mesmo ser dominado como é dominado porque é fraco, demente, desprezado pelo Chamado Do Caminho Oculto. Vós que sois Adam Yeskur, Adam Do Nada, fostes chamado pelo Chamado Do Caminho Oculto e recusastes a honra de ser um Ser Superior por causa de uma medíocre revolta contra o Sistema Da Criação estabelecido pelo Inefável Desconhecido. Vós que sois Adam Yeskur morrerás como covarde, diante da Imortalidade, diante da Maioridade Demoníaca, se recusastes a deixar de ser humano para agir como um ser humano comum que nunca fostes. Nascerás outro em vosso lugar, Adam Yeskur, Adam Do Nada, que serás fiel ao Sistema Da Criação, Este Sistema que mantém o Equilíbrio Das Esferas. Eu mesmo treinarei aquele que lhe substituirá como O Décimo Terceiro Que Alcançou A Imortalidade Demoníaca Suprema e o farei ouvir vosso choro e o de vossa mãe como melodia de incentivo a como agir contra aqueles que querem ser seres humanos comuns, seres inferiores, possuindo em si O Selo Do Caminho Oculto. Vós, Adam Yeskur, não entendestes que para que haja a Continuidade De Todas As Esferas, os Seres Superiores devem ser soberanos dos seres inferiores. Em todas as Humanidades, em todas as Esferas, de Malkuth a Kéther, de Kéther a Malkuth, os mais poderosos, os verdadeiros seres, somos nós que nos expandimos pelo Sistema Da Criação. O dever dos seres humanos comuns é abaixar a fronte, reconhecendo sua inferioridade existencial diante da superioridade existencial do Sistema Da Criação. Vós, Adam Yeskur, rejeitastes, desprezastes, pertencer aos que soberanamente nasceram para serem parte da superioridade existencial, a superioridade, a única superioridade que deve desenvolver-se. Aos seres humanos comuns basta serem obedientes para que a Harmonia Oculta Das Dez Esferas continue em sintonia com a Harmônica Continuista Do Infinito.
   Se os humanos comuns sofrem, se os humanos comuns morrem, nós que somos os mantenedores do Sistema Da Criação nada temos que fazer para modificar a isto. Está acima de vós, Adam Yeskur, querer julgar o que os Arquidemônios e os Arcanjos reconhecem como essencialmente justo para a Harmonia Oculta Das Dez Esferas. Está acima de vós, Adam Yeskur, querer julgar o que os Demônios e os Anjos, sob as orientações daqueles, executam para que toda e qualquer outra harmonia possibilite ao Sistema Da Criação a sua eternização inderrubável como Guia De Todas As Coisas. Vossa revolta é o pó que o vento no ar do Sistema Da Criação carregará para O Vazio Maior De Todas As Formas, Adam Yeskur. Vossa revolta não modificará o sofrer humano, sofrer é a meta do existir humano comum. Vossa revolta não dará a felicidade aos humanos comuns, a felicidade é estranha para os humanos que apenas devem ser comuns, existindo para que através de sua multiplicação pelas Dez Esferas os melhores espécimes surjam para tornarem-se Seres Superiores conforme A Vontade Do Inefável Desconhecido. Nascer, desenvolver-se fisicamente, amadurecer, procriar, envelhecer e morrer é a senda humana comum, a senda de obrigações de tais criaturas para o Sistema Da Criação. Espíritos Maiores dominam o Sistema Da Criação contra o qual vós te revoltastes, Adam Yeskur, com a prepotência de um gigante que pedras ocultas derrubam ao tocarem no menor da pequeneza que possuis em si. Todo ser humano desprovido do Selo Do Caminho Oculto é pequeno e como pequeno deve caminhar nas terras das Dez Esferas governadas pelos Seres Superiores que obedecem à Vontade Do Inefável Desconhecido.
Como pequeno vós morrereis, Adam Yeskur, Adam Do Nada. Se eu lhe permitir sair daqui após vossa afronta aos vossos superiores soberanos, minha Luz como Portador Da Luz Luciferina Que Ilumina A Todos Os Reinos Demoníacos seria brilho sem foco a perder-se no bloco iluminado de fracassos das luminosidades humanas comuns. Fui humano como vós, Adam Yeskur, Adam Do Nada, mas meu Mestre Protetor e antecessor, O Quarto Lúcifer, instruiu-me na certeza de que para todos os que são pequenos o setenário nascer, desenvolver-se fisicamente, amadurecer, procriar, envelhecer e morrer é a única dádiva merecida por serem reprodutores da inferioridade que nós, da Existencial Superioridade, humildemente conservamos apesar de ser-nos ofensiva. Pelo Cetro Portado Pelo Primeiro Lúcifer, Pela Oculta Trilha Do Sangue De Todos Os Luciferes, Pelo Caminho Oculto Das Doutrinas Luciferinas que vós desprezastes, Adam Yeskur, Adam Do Nada, condeno-te ao mesmo inferior eterno caminho infértil de vossa mãe.  Ao que matar Adam Yeskur, Adam Do Nada, farei com que seja o meu Sucessor Luciferino quando para mim chegar A Hora Oculta Da Peregrinação Imaterial.
   Armas nascidas de Poderes Internos materializam-se nas mãos dos treze mil Arquidemônios presentes. A violência do ato irrompe no ar e ventos ocultos de puro ódio advindo de Seres Superiores despertam Seres Ocultos Que Vivem Sob Imenso Denso Oculto Mar. A violência atinge o ar de Adam, o qual permanece pacientemente imóvel, impassível, tranquilo recebendo as vibrações ocultas de cada um dos Arquidemônios, que com voraz veloz ensandecido mover atiram-se sobre si. Todos páram, no entanto, ao ouvirem diferente, muito mais forte, muito mais alto, o Choro De Mara, despertando para Realidades Ocultas a todos os Seres Superiores Da Criação. Todos páram e ao fixarem o olhar em Adam vêem-no abraçar a um livro de capa branca no tórax, os dois braços cruzados, o olhar sereno, o rosto triste, os lábios firmes. O Quinto Lúcifer reconhece O Livro De Mara e, como que paralisado por Ações Ocultas Desconhecidas, assiste a Adam abri-lo. O livro grande é aberto, os demais Arquidemônios, também como que paralisados por Ações Ocultas Desconhecidas, visualizam o olhar sereno tornar-se olhar combativo, o rosto triste tornar-se rosto extasiado, os lábios firmes tornarem-se lábios invencíveis. O Quinto Lúcifer reconhece o olhar combativo, o rosto extasiado, os lábios invencíveis. Os Arquidemônios que lhe são Protegidos abaixam as suas armas diante do olhar combativo, do rosto extasiado, dos lábios invencíveis.
   Adam faz-se todos os combates em seu olhar combativo. Adam faz-se todos os êxtases em seu rosto extasiado. Adam faz-se todas as invencibilidades em seus lábios invencíveis.

           Teci em noite de serenidade maior de mim
                                                 Um ramo de rosas matrizes
                                                     De toda rosa diante
                                                     Do meu róseo vagar.
       
                                                  Teci meu coração chorando
                                                   Sobre todo róseo coração
                                              No instante da minha chegada
                                                 Ao meu sim com o meu não.

                                               Teci meus jardins com lágrimas
                                                  Que me são irmãs amargas
                                                  E companheiras maternais
                                                    Em minha triste estrada.

                                              Teci pássaros milagrosos inúmeros
                                            Para que quando em mim pousassem
                                               Fizessem-me repousar em dia feliz
                                            Por sobre as colinas dos meus mil fins.

                                                  Teci famílias maiores minhas
                                                    Fazendo do canto da garça
                                                        As palavras de amor
                                                        Da mãe que não tive.

                                                      Teci meu amor pela vida
                                                  Quando meu pai que não tive
                                                          Carregou-me ao colo
                                              Em milhões de sonhos em vertigens.

                                                      Teci as maravilhas de céus
                                                          De histórias felizes
                                                       Correndo pelos íngremes
                                                    Campos das etéreas perdizes.

                                                    Teci as amorosas descobertas
                                              Dos casais dos setentriões maiores
                                                    Unidos ao reflexo dos sóis
                                                No doce manto sereno das luas.

                                                Teci mares nos quais fui nadar
                                                    Procurando ser os peixes
                                                    Que  nas marés sem fim
                                               Chegam em muitas vidas a mim.
                             
                                                Teci bandeiras sem cores a mais
                                                     Nos tecidos mais coloridos
                                               Para tecer em toda cor que nasce
                                                 A bandeira de esperança florida.

                                               Teci alvoradas solitárias silenciosas
                                           Possuindo amigos acompanhados
                                         Das solidões criadoras de solitárias alvoradas
                                     Próximas aos gritos de outras alvoradas solitárias.

                                                       Teci macias tempestades
                                                     Nos ruídos muito selvagens
                                                 De lobos inimigos de toda paisagem
                                                     No agreste rio das paragens.

                                                             Teci a mim mesmo
                                                     Como infinita gota de orvalho
                                                            Inocente a infinito cair
                                        Sobre as folhas das árvores infinitas sobre mim.

                                                         Teci muitos de mim mesmo
                                                    Fazendo-me pai e mãe incansável
                                                           Dos filhos que eu sou
                                                 Nos partos de filhos que eu não sou.

                                                             Teci o alimento meu
                                                 Colhendo da poeira de pedras roídas
                                                         As migalhas das sementes
                                         De árvores que nascem como sementes de saídas.

                                                                Teci o meu tecer
                                                    Na paz amiga do meu querer tecer
                                                            Em busca de doutrinas
                                                 Que tecendo pacífico eu possa ler.

                                                                       Teci
                                                         O enfim do meu tecer
                                                        No afim do meu crescer
                                              Nos portais do enfim do meu acender.

   O Livro De Mara é fechado, Adam abraça-o em seu tórax e sai do palácio caminhante entre treze mil mortos. O Poema Do Tecer fez ressurgir em Malkuth a Magia Das Palavras, celebrizada como A Maior Magia Da Criação pela mãe de Adam, mãe que parou de chorar agora. Adam não olha para os mortos, continua a caminhar entre os mortos, os desconhecidos mortos em seu redor ao solo com os quais conviveu durante vinte anos. Sem a violência que é toda inútil diante do Poder Oculto Das Palavras, Adam despertou a cada Verso Do Poder Interno seu desperto Desconhecidos Versos Do Poder Interno que não foram entoados. Diante do Poder Das Palavras caíram treze mil utilizadores do Poder Da Guerra E Da Violência, suas armas agora estão entre seus cadáveres, seu ódio está na Estrada Oculta Dos Momentos Perdidos. Adam pisa nas armas, pisa nos cadáveres, sem olhar para estes, sem olhar para aquelas. Diante do Poder Das Palavras O Quinto Lúcifer, O Rei Lúcifer Do Reino Demoníaco De Malkuth, caiu entre seu Protegido Brandon e o Cetro que orgulhoso à sua frente encontrava-se.
   Adam abre os portões do Palácio e caminha pelas ruas silenciosas da cidade ocupada por seis mil humanos comuns. Estes humanos comuns são observados por Adam com afeto e compaixão, amizade e satisfação. Nenhum deles sabe o que ocorreu no Palácio e provavelmente não saberá, o Sistema a tudo ocultará. Eles não olham para Adam, pois pensam que este é um Arquidemônio ou Demônio. Se um ser humano comum olhar para um Arquidemônio ou Demônio diretamente na face, é morto imediatamente. Adam, sentindo o medo de seus irmãos humanos, sabe que não poderá fazer seguidores e amigos entre eles porque todos não poderiam enfrentar todos os inimigos que lhe tentarão impedir em sua missão como Sublime Revoltado.
   Adam irá até O Inefável Desconhecido sozinho. Seu olhar possui desconhecido brilho. Seu rosto possui desconhecida expressão. Seus lábios possuem desconhecida forma. Esta é A Manhã De Adam.
Inominável Ser
Enviado por Inominável Ser em 01/11/2006
Reeditado em 01/11/2006
Código do texto: T278911

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Sobre o autor
Inominável Ser
São João de Meriti - Rio de Janeiro - Brasil, 40 anos
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