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Fasci Solari

Consegue imaginar uma versão 'clean' da Divina Comédia?
Eis pois.


Não lembro quando, não entendo porque estive aqui, que parte de minha vida me trouxe às trevas?
Ainda gosto de nela viver, porém isso não é bom, na verdade, este é meu pior vício, e saber disso, minha maior virtude.
Não existe tortura maior que a de começar, mas acabei por acostumar-me a nas Trevas viver, é muito mais cômodo prosseguir ou parar do que voltar atrás. Não é certo, mais é bom.
Lembro-me o que passei por aqui, foi bom enquanto não mudou, porém logo me vi perdido, sedento e esfomeado, minha vida estava matando-me, e o que me confortava era saber que minha morte estava próxima para me libertar.

Estava numa floresta escura, fria e densa, o chão composto pelas raízes negras, profundamente fincadas no solo, que era totalmente encoberto por essas raízes, já que havia camadas e camadas de raízes, uma fincada à outra, em nós e entremeios, estreitos e abruptos. O céu era completamente oculto pelas folhas largas, finas, delicadamente metálicas, brilhantes e pontudas, enraizadas em galhos aparentemente robustos e nodosos, mas eram na verdade completamente ocos, como os troncos, de madeira negra, mas em menor escala. Nem uma flor, nem uma erva daninha, nem um musgo, nem uma cor, nem uma alegria, eu estava só e solitário, sem vitualhas nem pertences, caminhando por dias, eternidades, sem ver nada além de troncos e folhas absolutamente iguais, um lugar sem água, sem ar, sem vida, apenas frio e trevas... Frio e trevas... Frio e trevas... Folhas metálicas, delicadas e estruturas ainda mais... Sem ventos, sem ares de transformação, tudo imóvel, debilmente fixo, sem movimento, sem razão...
Os tempos passaram e eu estava caminhando cada vez mais lentamente, estava faminto, com sede... Sede... Minhas forças... Esgotando-se... Desvanecendo-se...
Foi quase desistindo que finalmente cheguei a um portão frágil, delicado, ornado em complexos arabescos. Ele separava a floresta do que parecia ser um mar de areia negra, árida e gélida. Atravessei o portão e vi a mais bela paisagem de minha vida, aquele lindo solo negro arenoso, brilhante, uniforme, leve, esvoaçante, parado em suas dunas, sorrindo para mim, num horizonte sem fim. O céu agora era visível, de nuvens plúmbeas, baixas, desfiadas, que de tão aglomeradas era impossível ver através delas... Será que ainda havia o azul por trás? Eu não estava feliz em ver a paisagem, estava cansado demais para isso. Caí no chão daquele lugar e chorei por ali estar.
Precisava dormir, precisava descansar, precisava viver...
Permaneci deitado por eternidades, mas não me conseguia pregar os olhos, eles estariam vidrados se ainda existissem, não recuperava minhas forças, não me animava mais, e o medo preenchia o vazio de meus pensamentos. Surdo por não ter nada à ouvir, mas não cego, minha alma nunca deixou de ver tudo perfeitamente.
Depois de eternidades precedidas, sem motivos nem explicações, me ergui, e para meu desânimo maior, nada, nada havia mudado, tudo estava exatamente igual, mas prossegui, sem razão para ir ou ficar, prossegui, pois ainda tinha uma vaga esperança de sair de lá, de me ver feliz novamente. Atrás de mim a floresta, soberba em sua altura infinita e em sua consistência imponente, contida pela cerca e o portal de ferro, e a diante todo aquele deserto, belo, embora desprovido de vida, cada grão Dalí parecia valioso, pareciam diamantes negros miúdos...
... Passaram-se mais e mais eternidades, mais tempo do que eu podia ser. O tempo passava muito lento, tal como eu vagava, e absolutamente nada havia mudado, a floresta continuava visível, já que era verticalmente infinita, desaparecia entre as nuvens cinzentas inertes no céu, e o deserto o mesmo cheio das dunas de antes...
No mesmo motivo insano de antes, continuei vagando, mesmo sem forças para isso, até que por entre aquelas dunas eu pude avistar lá longe algo inédito. O horizonte, até agora um fio negro parecia estar sendo sobreposto por um fino fio vermelho, em todo horizonte. Aquele traço me trouxe o primeiro sentimento desde que eu apareci naquele lugar, parecia que até então meus sentimentos estavam dormentes, e o primeiro desperto foi o sentimento de medo, mas não um medo qualquer, um temor, de ânsia, de terror, parecia que eu tinha agora um destino forçado, ou não, mas tinha, afinal não tinha outra saída, tudo que eu podia ter visto naquele deserto eu já tinha visto, afinal era tudo igual, ou pelo menos era o que eu pensava...
Pouco a pouco eu pude avistar melhor o meu destino, enxergar mais nitidamente o vermelho morto ao horizonte, e sentir cada vez mais forte o medo dentro de mim... Vaguei, vaguei, vaguei, nem sei quanto, e muito menos por quanto tempo, pois não era possível ser ter a noção do tempo, já que os céus estavam sempre na mesma tonalidade de cinza escuro, as nuvens absolutamente paradas, fantasmagóricas, observando-me de cima, e os grãos da areia negra reluziam sempre distantes um dos outros da mesma forma, tal como o silêncio que nunca era quebrado por nada...
Minha frívola caminhada perdurou até que sem perceber eu cheguei ao meu destino, ao que antes não passava de uma nesga vermelha morta ao horizonte, agora de muito mais perto eu começava a ver o brilho que o vermelho emitia, em sua superfície lisa e uniforme, estendendo-se por uma imensidão sem fim... O medo até então não parava de crescer, mas agora uma sensação de horror dominava todo meu espírito, como sedas negras que grudavam em mim umas sobre as outras, em muitas camadas, adentrando em meu coração e tornando-me gélido como a areia em que pisava. Quando cheguei mais perto do vermelho um aroma invadiu meu olfato, um cheiro de ferro, ferrugem, com sabor distante acre, muito peculiar, demorou um pouco até eu identificar que o vermelho morto era na verdade uma laguna imensa de sangue. Meu medo, agora justificado, crescia mais rapidamente, eu estava por fim em pânico, em lugar nenhum, sozinho, com frio, medo, fome e sede.

Fechei meus olhos, fechei minha alma.

Quisera Deus que eu estivesse ali? Por que infernos eu fui parar ali, diante de um mar de sangue?! Será que realmente merecia passar por tantos castigos?

Sem respostas para essas perguntas, um sentimento de ódio por injustiça mesclou-se ao horror que eu estava sentindo antes, e se condensaram em uma lágrima que escorreu por instantes por meu rosto até ser congelada e despedaçada em pequenos cristais pelo frio de fora.

Abri meus olhos, abri minha alma.

Vi-me diante do lago de sangue, que era separado do deserto por uma borda metálica prateada, ornada em chanfros e entalhes de grandes arabescos e floreios, que circundava todo o lago, como se este estivesse num prato de gala.
Mesmo com todo aquele medo que estava sentindo, sentia-me atraído pelo lago, tinha alguma coisa nele, se não ele mesmo, que me chamava. Avancei dois passos, a extensão da borda, e toquei a ponta de meu dedão na superfície. Estava gelada como tudo ali. O toque de meu dedão provocou uma onda pequenina que deslizou para além de onde eu podia ver. Tirei o dedão e repousei-o na borda, marcando-a com o sangue do lago. Permaneci ali, parado, contemplando a vista, refletindo tudo o que havia feito até então. E num impulso irracional, decidi entrar no lago. Mergulhei meu dedão, os outros dedos, o pé até o tornozelo, os calcanhares, até a metade da canela, quando meu dedão tocou o que parecia ser o fundo. Era tenro, mole, viscoso. Coloquei todo o meu pé no fundo, e percebi uma textura um tanto rançosa, como... Carne...

... Medo...

Eu já estava tão frio como tudo ali, mas passei a tornar-me mais gélido que tudo ali, como se eu emanasse frio para o ambiente. Perdi o tato. Mergulhei o outro pé no lago. O chão era forrado por carne: músculos e órgãos como corações e pulmões. Eu estava pisando naquilo. Cada movimento que eu executava criava uma série de vilosidades, ondinhas que se propagavam para o além e não voltavam. Comecei a caminhar pelo lago, projetando inúmeras ondinhas, que iam todas para o além e não voltavam, mas havia também ondas que iam para trás de mim, para a borda, e delas rebatiam e iam também para o além. Continuei andando, como sem rumo, só em diante... Não entendo o porquê, mas eu estava como se disposto a fazer este percurso aparentemente sem rumo, talvez este fato fosse devido à quebra da monotonia anterior, as ondas geradas por mim eram desiguais, com intensidades diferentes, e iam embora diferente uma das outras. Fui andando, e andando sobre o chão mole, projetando mais e mais ondinhas por todo o lago...
Aos pouco fui reparando o nível do lago estava aumentando, o sangue, que antes batia na metade de minhas canelas, agora já estavam quase em meus joelhos... Continuei andando, mas o sangue subindo estava me deixando com mais medo, estava começando a ter um segundo acesso de pânico.

Horrível.

Comecei a andar mais rapidamente. Fosse o que fosse eu jamais poderia evitar o que sucedesse de agora em diante, continuei andando rapidamente, e o nível do sangue continuava aumentando, já atingiam minhas coxas, e por isso aumentei a intensidade das passadas. O ritmo que eu seguia projetava ondas maiores, e fazia com que o sangue respingasse um pouco em mim, o que me deixava mais e mais aflito... O sangue continuava tão frio como antes, não sentia mais minhas pernas, elas depois de alguns momentos totalmente submersas simplesmente não me obedeciam mais.
O sangue, agora em minha cintura parou devido à interrupção das passadas, mas como por inércia, meus pés passaram a deslizar sobre a carne no fundo do lago por alguns instantes, e eu agora passei a remar com meus braços para adiante. Sem propósito, sem razão definida, agia mecanicamente... Na verdade eu estava sim sendo atraído para além do lago, algo me atraia como se fosse meu oposto magnético... Minhas mãos, mais e mais geladas, começaram a parar os impulsos assim que o nível do sangue subiu até o meu peito, até a metade do braço...

Em pânico.

Estava ali, congelado no meio de um lago de sangue sobre músculos e órgãos.

Fechei meus olhos, fechei minha alma.

Comecei a estremecer por medo, por frio, por vida.
Em espasmos comecei a ouvir um som. O som de água caindo, em enxurradas, um som que diminuía a intensidade aos poucos, que passou a um gotejar constante e intenso, e depois à um gotejar constante, mas menos intenso, até um simples gotejar.

Ainda em pânico e aos espasmos abri os olhos, abri minha alma.

Com mais medo não podia estar, então não me assustei ao ver que uma imensa ponte acabara de erguer-se à minha frente. Estava pingando do sangue de onde surgira. Uma ponte larga de madeira marrom negra, com corrimãos de ferro em floreios e arabescos tão complexos como o do portão da floresta e o da borda do lago. Erguia-se suspensa no ar surrealmente, sem nenhum apoio, e vinha aos meus pés por degraus de madeira em detalhes de ferro.

Perplexo com tudo, mas com uma imensa vontade de sair do lago, minhas pernas e meus braços avançaram para os degraus, e subi os degraus um a um, lentamente, enquanto meu corpo reanimava-se. Subi até o topo da ponte, vendo o quão ela se estendia para o além, desaparecendo no horizonte. Fiquei ali em cima parado. O sangue ainda escorria por mim, e pingava gota a gota na escada.

Observando o horizonte, notei uma mancha ao mais longínquo horizonte. Uma mancha negra, que aumentava suas dimensões rapidamente, e agora não era só uma, em vários pontos do lago surgiram manchas como aquelas, e elas cresciam e espalhavam-se até onde eu estava, e quando atingiam os degraus da escada, espalhavam-se também pelo sangue que escorria pela ponte, tornando todo o sangue daquela ponte em pura Treva. Tudo voltara ao monocromático estado anterior. Trevas, Trevas e mais Trevas.

Olhei para os Céus. As nuvens, que antes estavam inertes, agora se movimentavam intensamente para o mesmo sentido do destino da ponte. Num movimento rápido, e cada vez mais acelerado, agora começando a provocar um vento forte, junto com as nuvens, forte e ágil.

Continuei paralisado por alguns momentos, sentindo o vento em mim, mostrando-me um caminho e empurrando-me a ele.
Senti meu estômago embrulhar de medo e ansiedade.
Mesmo estando completamente exausto, faminto e sedento por tudo, ainda estava ansioso por algo que não fazia idéia do que podia ser...

Dei meu primeiro passo, e logo em seguida o segundo, e assim sucessivamente, andando sem nenhum ritmo, sem nenhuma agilidade ou dinamismo, estava simplesmente andando sem razão. Conforme andava eu contemplava bastante os arabescos no corrimão da ponte, que eram muito e muito bonitos.
O vento impulsionava-me sutilmente o que tornava meu caminho um pouco mais fácil. Continuava an-andar em-andar in-andar on-andar um-andar... Já havia percorrido um grande percurso, agora olhando pela primeira vez para trás, já nem mesmo via o início da ponte, nem o início nem o fim da ponte, como se ela começasse e terminasse no nada. Já não via mais a floresta em outro lugar que não fosse dentro de mim, vagando em lembranças sombrias...

Continuei a andar sem fazer idéia do porquê.
Continuei a viver sem condições de o fazer.
Continuei a existir sem ao menos querer.

Aqui, ali e acolá da ponte, tudo era igual no lago e nos céus, apenas uma coisa era incansavelmente diferente a cada trecho do percurso: os arabescos e floreios do corrimão da ponte, mas sempre mantendo a essência bela e complexa de sempre...

Foi sem querer ou poder que percebi nos confins do horizonte uma mancha branca bem adiante no final da ponte, uma ilha branca no lago negro. A ansiedade, até agora despercebida por sua constância, agora passei a reparar por ela ter crescido significantemente, como num solavanco, eu estava realmente ansioso pelo final da ponte. Mesmo tão ansioso, não consegui alterar o ritmo do andar pela ponte, sem uma faísca de poder fazê-lo, o que me fez perceber a ansiedade crescendo em mim mais e mais, quase se igualando ao medo que sentia até então. Até que então se igualaram medo e ansiedade em mim, e a partir daí os dois passaram a crescerem juntinhos, agora num ritmo mais sutil, corroendo-me lentamente... Chegando mais e mais próximo da ilha, fui com o olhar fixo nesta notando pouco a pouco a textura do solo da ilha, que era desigual, em tracinhos brancos aglomerados, que com o aproximar fui notando serem o que eu temia serem: ossos. Ossos.
O medo e a ansiedade não pararam de crescer. Talvez tenha sido este crescimento que me fez prosseguir sem parar.
Muito próximo da ilha, a ponte terminara, realmente no nada, suspensa no ar, à três metros da superfície do lago. Parei ali na ponta da ponte, ainda um tanto distante da ilha. Agora analisava melhor a ilha. Não era muito grande, por isso conseguia visualizá-la inteiramente. Era completamente cercada pelo lago negro, e parecia não haver mais absolutamente nada além dela. Era vazia em toda sua extensão, apenas ossos e... havia... uma coisa...
Havia uma coisa no centro da ilha... Um objeto meio retangular e chato, uma caixa negra, no meio da ilha...
Quando consegui ver essa caixa, a ansiedade e o medo dentro de mim deram um salto, e agora pareciam crescer tão rapidamente como as batidas do meu coração ausente.

A ponte caiu.
Caiu sem dar satisfações.
Simplesmente caiu.
Eu caí com a ponte no lago.

Ao primeiro instante, quando meus pés tocaram a superfície do lago, parecia estar muito mais gelado que antes, quando eu estava nele, não estava mais frio, estava gelado mesmo.
A ponte afundou. O lago agora estava muito profundo, tanto, que mesmo eu tendo submergido alguns metros, eu não alcancei o chão, e na verdade estava muito longe disso...
Fiquei ali dentro lago, momentaneamente sem vontade de subir, querendo flutuar mais tempo nas trevas do lago, mas uma força me elevou à superfície. Parado à superfície olhei para trás e nada havia. Olhei para os lados e nada havia.
Nada: Trevas. Só havia mesmo uma coisa à minha frente: a ilha dos ossos.

A ansiedade e o medo levaram-me em direção à ilha, até que o chão, prolongamento da ilha, começou a tocar meus pés. Tinha muitas pontas, e machucava um pouco meus pés por ser um solo tão irregular, mas continuei indo até chegar à ilha. Finalmente de pé na ilha, pingando Trevas estava eu, com o medo e a ansiedade à flor da pele. Fui diretamente ao sentido da caixa negra, que passou a revelar suas verdadeiras dimensões e detalhes com a proximidade.

Era um caixão mortuário.

Mesmo com a distância razoável, aquele ataúde me despertou uma atração inexplicável que mesmo sem forças, me fez correr até ele. Em ricos detalhes arabescos e florais metálicos à borda do tampo de mogno, o ataúde era em suma belíssimo, de natureza delicada e suntuosa.
Meu medo e ansiedade enfim materializaram-se num impulso que me fez abrir o tampo e revelar seu conteúdo.
E isso foi definitivamente o que mais marcou o que eu chamava de vida. De um susto tão bruto, um impacto que quase me faz desmaiar: Eu. Eu estava dentro do caixão. Meu corpo estava ali: arranhado, sangrento, pálido, frio e inteiramente morto.

Mas aquilo não podia ser verdade, aquilo não tinha fundamento, eu não podia estar morto observando o meu próprio corpo morto.
Ergui e olhei para minhas mãos, que estavam agora finalmente desaparecendo, forçando meu olhar a chocar-se com a mesma imagem que me horrorizou: eu morto. Meus braços, minhas pernas, estavam sumindo, meu corpo inteiro, esvaindo-se com o medo e a ansiedade. Então, com o que restou de minha energia, gritei, o que quebrou o silêncio em toda a vastidão daquele universo onde as Trevas reinavam.
O que sucedeu meu grito foi um silêncio mortal, absoluto e torturante.
As nuvens pararam de súbito com sua corrida ao nada. Toda a luz que me permitia ver aquelas coisas sumiu.
O chão irregular de ossos aos meus pés inexistentes desapareceu.
Eu não sentia mais nada.
Estava enfim num vácuo intenso, e aquilo era uma verdadeira tortura. A morte não veio me salvar. Ninguém veio.

Nada, nada existia ali, nada preenchia aquele lugar.
Nada, nada existe aqui, nada preenche este lugar.

Escuro. Silêncio. Frio. Vácuo.

Não sinto, não ouço, não vejo.

Não posso andar, não posso cair.

Estou apenas eternamente preso em meus pensamentos.
Ted Weber
Enviado por Ted Weber em 02/11/2006
Reeditado em 02/12/2006
Código do texto: T280668

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Ted Weber
São Paulo - São Paulo - Brasil, 25 anos
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Ted Weber