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ESPELHO DE PRATA

Luana, garota adorável. Olhos arregalados como sempre, espertos, olhavam para o ponto fixo. O ponto fixo, um velho espelho, em uma velha caixa de papelão.
No porão da casa dos avós, encontravam-se muitos objetos antigos, alguns de raridade sem igual. Mapas de tesouros, completa fantasia de José Mauro, avó de Luana.

Lá estava a garota, pele branca, cabelos negros. Olhos estalados.
Sentada no chão. Olhava o espelho.

Começou a pensar em uma estratégia infantil para subir nas caixas até alcançar o espelho. Levantando-se, dirigiu-se com passos trêmulos, de alguém que mal sabia dá-los, até a caixa mais próxima.
Subiu a primeira.

Olhou para cima, avistou o espelho... encorajou-se em sua infante aventura e subiu a segunda.
Logo a terceira... e foi se empurrando pelas próximas.

Não muito depois, após alguns tombos pequenos, tropeços e ralados. Finalmente Luana alcançou o espelho.
Começou a olhá-lo, e ao desequilibra-se caiu ao chão.
O espelho partiu-se em mil pedaços.

Luana, criança manhosa, iniciou seu choro de tristeza sobre o espelho e as lagrimas o alcançaram.

Num repente, mágico, uma luz brilhante, como púrpura veio do espelho até Luana, e ao se unir pedaço a pedaço fez de Luana uma rocha. Rocha lunar. Pedra prata como a lua.

Sr José Mauro entrou minutos depois no porão e gritou:
- Meu Deus, ele funciona. finalmente funcionou. Minha querida Luana, você se transformou. O espelho das origens estava apenas esperando o toque de vida inocente para despertar-se. Fez de luana o que parte de seu nome diz. Pedaço de lua prata.

E ali ao chão estava Luana em rocha de lua. E mais adiante, Sr José Mauro vibrando o seu sonho de ver o espelho em ação finalmente realizado.
Daiane Rodrigues
Enviado por Daiane Rodrigues em 10/11/2006
Reeditado em 10/11/2006
Código do texto: T287624

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Sobre a autora
Daiane Rodrigues
Américo Brasiliense - São Paulo - Brasil, 27 anos
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Daiane Rodrigues