Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

"Desnudo"

Algo interessante ( talvez uma analogia...)
Zéfiros, Deus do vento, leve e onipotente , ordenou que sua ninfa explorasse o mundo dos humanos.
Cansado das queixas e desavenças causadas pelos mortais, Zéfiros decidiu ceder a mais competente de suas ninfas. E assim seguiu-se a profecia.
Personificada na figura de seu pai, o vento branco e adocicado, invadiu o mundo de desejos e prazeres dos homens. Tornou-se mulher de grande sabedoria e humilde beleza.
Temendo a luxuria e a ganância, a bela semi-deusa observou "atentamente" o comportamento dos homens. Estudou e analisou cada um conforme suas ações:
Concluiu que, o jovem construtor ( aquele que projeta edificações )de sonhos e de vidas nomeado por ela como sendo o seu Ébrio, era dentre todos os mortais, aquele que a conduziu majestosamente ao reino dos céus. A fez conhecer cada estrela e despertou seu desejo de ser "mulher". Tem-se neste jovem construtor de sonhos a personificação da vida em sua maior essência: o prazer, sendo o primeiro dom.
Tempestuosa e glamurosa, silenciosamente invade o mundo corrupto. Entristeceu-se ao observar as atitudes humanas.
Vaga e calorosamente segue seu caminho e nele encontra "Gabriel", um jovem com "alma velha" (fonte de inspiração) e o conduz à explorar o seu desconhecido.
Gabriel descobre-se dono de uma sabedoria nata, até então ocultada pela sua idade. Torna-se amigo, amante e confidente e assiste ao sono dos inocentes.
Criou-se Gabriel, "o anjo"! seduzido pela ninfa e aclamado por Zéfiros. Este a fez sentir o verdadeiro louvor da palavra "inocência", nasce então o segundo ideal.
As pólis emergindo suas potencialidades e seus arranhá-céus esconde as simplicidades e ternuras humanas e ofusca, mesmo que moderadamente, uma luz.
Nomeou esta Luz como sendo "Minerva", o oxigênio que lhe faltava, o seu alimento  e a sua serenidade. Estranhou-se primeiramente, sua impaciência fora compreendida e consumou-se a terceira dádiva: o amor espiritual.
Ainda buscando explorar as índoles e essências humanas, ninfa encontrará Lua e Sol e designará cada um com suas competências.
Lua, ser noturno e misterioso, era hóspede dos céus e adminsitrava toda constelação. Amou-o como um Deus e o guiou na extensa estrada da felicidade. Feliz e amado , Lua nasceu sendo a quarta realização: o mistério.
Sol, amante da perfeição e discípulo de Narciso, molda-se dia-a-dia , e ao encontrar ninfa encantou-se com sua sabedoria e simplicidade.
Amou Sol, como amou Lua, e o guardou em sua quinta decoberta: a tranqüilidade.
Após explorar e desvendar o mistério, tranqüilizou-se na inocência real do prazer e padeceu deleitando seu amor espiritual.
"A busca nem sempre é alcançada, muitas vezes não entendemos os sinais. Então vagamos como o vento, exploramos cada designação humana, compreendendo, questionando e muitas vezes negando a obviedade. "

Anita Fogacci
Enviado por Anita Fogacci em 22/11/2006
Reeditado em 10/01/2008
Código do texto: T297810

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Anita). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Anita Fogacci
Cabreúva - São Paulo - Brasil, 44 anos
532 textos (38379 leituras)
1 e-livros (262 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 04:34)
Anita Fogacci