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Cercou de Mistério


Eliseu chegou a este Bairro como quem não queria nada e foi se inturmando fez poucos amigos um em especial; um rapaz que todos o chamavam de Dico! Justamente esse cara? Ninguém gostava do tal sujeito, mas Eliseu sim cimpatisou-se com ele, e ninguém entendia, mas gosto não se discute! Dico era filho de dona Ernestina, uma viúva de um senhor que fora assassinado barbaramente por um fazendeiro da região.
Acho que por isso era meio estranho; Ele sabia quem matou o pai e não falava mas deveria se sentir mal vendo o assassino impune.

Letícia estava caindo de amores pelo jovem Eliseu, mas não era correspondida; Letícia era simplesmente linda! Filha de uma família tradicional, mas nem por isso abalou os sentimentos de Eliseu por ela.
Seu amigo Dico ficava impressionado, com a facilidade de descartar boas oportunidades com as mulheres. Eliseu não dava explicações; Mas queria ter alguém do seu lado, e por isso, mantinha aquela amizade; Dico poderia ser útil.

Ele precisava de alguém que estivesse em suas mãos; ele tinha um plano bem arquitetado! Descobriu que Dico tinha vontade de se vingar do Fazendeiro que assassinou seu pai, mas não tinha coragem; Eliseu viajou, e contratou um matador profissional, e o apresentou:- esse é o homem que vai realizar seu sonho, de matar o homem que você gostaria de matar, e não teve coragem! O pobre rapaz foi pego de surpresa, e quis desistir da idéia disse que não queria isto de verdade.

O Sujeito mal encarado disse: - há esta não, eu não vim aqui para perder meu tempo com criancice, vamos diga quem é o sujeito eu o mato, e você nem aparece. ninguém vai saber que foi você quem mandou.
Ou você quer morrer em lugar dele para deixar de ser criança? Dico falou quem era, e no dia seguinte o homem apareceu morto. Era uma pessoa influente mas ninguém ficou sabendo e já mais ficará desde que obedeça as vontades de Eliseu.

Agora Eliseu tem Dico em suas mãos; O assassino foi embora, e só eles dois sabiam como foi a morte do fazendeiro.
Agora Dico faz tudo que ele quer; Sob ameaça de ser revelado seu segredo; A morte do fazendeiro.

Para todos os efeitos, foi Dico quem o matou.
E assim envolveu outras pessoas Ignácio tinha um problema com um outro sujeito que deu-lhe uma surra, e ele tinha medo de se vingar pois o elemento era muito perigoso;
Eliseu deu-lhe uma idéia:- já que ele vem sempre ao bar e só sai depois de muito bêbado, espera ele em um lugar seguro, e mate-o com pancadas bêbado não tem muita destreza, com um cepo de madeira você o elimina e ninguém ouve. Volta e se esconde aqui! Ignácio aceitou o conselho, e matou seu algoz.

Mais um criminoso nas mãos de Eliseu. Um dia conversando Regis, perguntou: - quem É Agnaldo Campos? Regis respondeu: - esse homem é o mais rico e mais valente dessa cidade. Muita gente tem raiva dele mas ninguém se atreve a tocar nele; eu mesmo se pudesse já havia matado-o : - porquê? Perguntou Eliseu; já vi ele fazer muitas maldades, eu mesmo tenho marcas no corpo deixadas pelos capangas dele que ele mandou me bater.

Eliseu registrou-se com este nome para voltar e se vingar; Eliseu era Elias filho de uma família que foi morta dentro de casa em um incêndio causado pelos capangas desse tal Agnaldo Campos; Ele escapou porque tinha feito uma travessura, e estava fugido para não apanhar do pai; Elias tinha onze anos e do esconderijo onde estava, viu e ouviu o homem dar as ordens e eles executaram. Seus pais morreram e mais dois irmãos só ele escapou; com isso Eliseu fugiu e com a ajuda de estranhos ele conseguiu sobreviver e estudar; não se sabe como conseguiu ganhar muito dinheiro em poucos anos e fazer fortuna .

Sua volta foi com o objetivo de matar o velho Agnaldo tinha arquitetado um plano que para executá-lo, precisava da colaboração de outras pessoas; foi por isto que envolveu: Dico, Reges e Ignácio em sua trama, tornando-os seus escravos presos pelos seus segredos. Ele não podia estar na cidade no dia que o poderoso morreria.

Então Regis Levaria um bilhete pedindo que o fazendeiro fosse encontrar sua esposa que chegava de viagem; esta vagem Regis sabia e o avisou; Dico ia encontrá-la no Aeroporto para mostrar aos homens que a levaria como seqüestro, e a manteria por um tempo até que fossem avisados de que o ato estria consumado.

Eliseu estaria com dois pistoleiros que não conheciam sua presa.
Um deles deu o primeiro tiro o carro desgovernou e bateu contra o corte da estrada;
Tiraram ele passaram para outro carro limparam respingos de sangue, do seu carro e o levaram para um lugar secreto onde ele seria executado com requinte de crueldade.

Eliseu queria que ele soubesse por que estava morrendo quem o estava matando em fim,
De outra forma ele ainda ficaria sem poder explicar lá no além-túmulo, a história de sua Morte Eliseu não queria ser cruel com ele como foi com seus pais que não souberam por que morreram.
O senhor Aguinaldo teve uma morte digna dos seus atos.
Ignácio era encarregado de viajar por aquela estrada reconhecer o carro, e avisar ao Delegado Justo que o carro do senhor Agnaldo Campos estava batido e abandonado na estrada.

O Delegado Justo foi ao local enquanto fazia busca para encontrar o ricaço, os assassinos estavam cuidando de pegar a viúva e levar onde estava o marido e a
Deixaram chorando a sua morte.
Eliseu não tinha pretensão de viver na cidade, mas não podia sair de imediato par não despertar suspeitas. A viúva foi encontrada junto ao corpo! Não sabia dizer quem a levou, não sabe quem o matou, ela não sabia onde estava, nem quem a levou até aquele lugar sabia que não foram os mesmos que a trouxeram até ao local onde estava o marido.

A própria viúva cercou de mistério a morte do marido o justo não sabia como fazer justiça! A viúva coitada ficou sob suspeita. Eliseu agora pode se envolver com alguém e foi Letícia a escolhida.
Eliseu resolveu se estabelecer e casar-se; nunca se descobriu que Eliseu era Elias nem que ele estava por traz dos três crimes que ocorreram na cidade durante sua permanência ali. Comprou de volta as terras que era de seus pais e construiu no local onde era a casa, um jazigo e uma capela, procurou se informar com o padre Antero qual era o santo de devoção deles para colocar na capela; com as explicações de que quem morreu ali eram seres humanos, e como ele comprou as terras onde deveriam estar vivendo, ele ia respeitar o local da tragédia para viver em paz.

Letícia acha estranho mas não se opõe.
O Delegado não se convenceu com suas explicações mas como o nome dele não tem nada a ver com as vitimas da tragédia, é obrigado a aceitar.
Eliseu e Letícia vão vivendo e bem.
sterquini
Enviado por sterquini em 22/08/2007
Reeditado em 24/09/2007
Código do texto: T619461

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Sobre o autor
sterquini
São João de Meriti - Rio de Janeiro - Brasil, 73 anos
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