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O lago do amor

Numa tarde no auge da primavera, em que presenteava suas árvores com flores majestosas e diversas com o mais puro perfume natural, Melanie e Thomas iriam se encontrar no cair da tarde a beira do lago . Sempre davam umas fugidas, a sós, até o “Lago do amor”, onde ficavam completamente isolados do mundo, a contemplar a natureza e consolidar ainda mais o grande amor que tinham um pelo outro. Melanie, levava em um baú de madeira, tudo que era necessário pra passarem momentos agradáveis com Thomas. Thomas, apaixonado por ela, não pensava sequer em negar um pedido seu. Namoravam a quase oito anos e a cada ano que passava, a paixão era menos intensa dando espaço ao amor, mais forte entre eles. Não pensavam em se casar, tinham muitos motivos pra isso. Mais o tempo, era o responsável pelo carinho e o cuidado, que um sentia e tinha pelo outro. Thomas, havia descobrido aquele lago por acaso. Um dia , em viagem de negócios, passara por ali, e do nada, olhando o caminho, percebeu o quanto era bonito aquele lugar. Numa tarde de sexta-feira, convidou Melanie a visitar o lugar. Se identificaram muito ali. E depois daquele dia, sempre iam passar momentos juntos no local ,momentos tão valiosos para a relação dos dois, que jamais deixariam se apagar da memória de ambos. Thomas, colocou no carro uma rede, e uma garrafa de vinho tinto do mais ‘vermelho” das uvas. Vinho doce, que Melanie não trocava por nenhum outro. Tantos anos juntos , faziam deles um casal especial em que não podiam se quer deixar de saber as preferencias um do outro. Era um casal muito bonito. Jovens, cheios de vida, que se complementavam. E seguiam a caminho do lago. Melanie, chegou primeiro, estacionou o carro e se dirigiu até a cabana em que já estava lá desde o descobrimento. Não tinha muita coisa lá e nenhum conforto, apenas o suficiente para passarem alguns momentos juntos. Uma mesa e duas cadeiras, uma cama próxima da janela e de canto uma banheira velha sem ao menos ser instalada. Melanie abriu o baú e tirou uma linda toalha de renda branca, redonda, e pôs sobre a mesa duas taças, um prato com um queijo ainda por abrir, um pote de mel e algumas frutas vermelhas e amarelas muito perfumadas. Ajeitou um vaso de flores artificial e espalhou por toda a cabana algumas velas perfumadas. Desceu até a margem e ficou esperando o namorado. A cada vez que Melanie visitava o lugar, contemplava ainda mais suas águas. Tão espelhadas e cristalinas que refletia suas flores fazendo dele, uma primavera dupla em todo o seu redor. De longe, ouvia-se o barulho do carro de Thomas, que chegava enfim. Mortos de saudade, se abraçaram carinhosamente, e trocaram beijos cheios de amor. Melanie, ajudou o moço a amarrar a rede e a por mais próximo da margem uma barquinha de madeira, que deixaram lá a algum tempo. Ficaram por ali sentados na primeira hora. Thomas era muito atencioso com ela, pegava algumas flores caídas no chão, e ia colocando em seus cabelos cuidadosamente. Aos poucos , Melanie, ia sentindo um carinho tão intenso, que retribuía com carinhos e beijos nas mãos do do seu amor. Depois de alguns momentos juntos , já cessando a saudade, se dirigiam abraçados, até a barquinha. Melanie, subia primeiro e Thomas, desamarrando a barquinha entrou depois. Apanhou os remos, e aos poucos , com um pouco de esforço, iam ganhando o centro do lago. Ainda fazia um sol de primavera maroto, e o dia ainda sobrevivia. Melanie, se deitou no chão do barco e olhando o céu, ganhou o calor do corpo de Thomas, que de levinho a abraçou e ali ficaram. No balanço das águas, o casal ia relaxando e conversando sobre tudo que queriam e um riacho de paz tomava suas almas. Ali, ouviam o barulho dos pássaros, o mexer das folhas. Cascatas de flores se dissipavam com o vento, enfeitando as águas cristalinas do lago. O lago era, realmente, majestoso. Toda a sua orla era coberto por gramineas e muitas árvores cobertas de flores. Assim que o sol se punha, resolveram voltar até a cabana e Thomas se pôs a remar. As águas estavam calmas, porém, não foram tão longe. Em algum tempo depois, se punham a caminhar por entre as flores caídas no chão. Melanie entrou na cabana, enquanto Thomas, recolhia alguns gravetos por ali e formava uma fogueira pra que durante a noite não fossem surpreendidos por algum bicho rasteiro ou coisa assim. Pegou uma lata e colocou água pra ferver. Melanie, acendeu todas as velas e apanhou algumas flores que juntamente com sais de banho, iriam lhes oferecer um banho morno e agradável. Um perfume de mel e florais tomavam a cabana. Ficaram ali na banheira por muito tempo. Se amaram intensamente... De longe, os grilos faziam serenatas ritmadas e a lua os contemplavam, pela janela da cabana. Somente com o clarão da lua, da fogueira e das velas estavam sendo iluminados. Um ambiente muito romântico, e rústico, tirava o casal da realidade. Longe de tudo e de todos. Completamente entregues ao amor, Melanie e Thomas enrolados na toalha, alimentavam-se um ao outro com amor, com as frutas, bebiam o vinho, comiam mel e queijo. Já era muito tarde, e cansados se deleitavam na rede na margem do lago. Esse cenário era o templo do amor dos dois. Se sentiam livres, trocavam carinhos e assim se sentiam felizes até que o dia amanhecesse e voltavam a suas rotinas. Se viam diariamente, mais o passeio no lago era algo muito especial. Era o compromisso com o amor, que não esperava por tanto tempo nem fazia contagem dos anos. Apenas se amavam. E eles ficavam cada mais unidos e únicos.

Débora Costa
Enviado por Débora Costa em 19/10/2007
Código do texto: T700695

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Sobre a autora
Débora Costa
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil, 41 anos
24 textos (1252 leituras)
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Débora Costa