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O JARDIM

“Eu fui matando os meus heróis aos poucos como se não tivesse nenhuma lição pra aprender”
Pitty

Hoje, mais do que nunca, eu vou matando os heróis que até hoje encontrei no meu caminho. Mais do que nunca não acredito nas coisas em que até agora acreditei.
Eu não consigo mais ver nenhuma saída. Estou presa num jardim que murcha na minha frente e nada posso fazer para mudar isso.
Antes, ele era minha alegria de viver, colorido. Borboletas e lagartas vinham brincar nele. Hoje nada mais acontece. Já faz quase uma semana que meu jardim morreu.
A primeira flor a murchar foi a Certeza. Hoje, nada mais posso afirmar.
Logo após, sua irmã, a Coragem, faleceu também. Hoje tenho medo de tudo, até mesmo de viver a vida.
Em seguida a flor da Confiança me deixou só... Hoje é difícil confiar em alguém. As pessoas em que confiei me enfiarem uma faca com frieza e desprezo.
Logo depois, a flor da alegria quis murchar, mas uma jardineira, chamada amiga, cuidou dela pra mim. Mas não adiantou muito, pois, sem Certeza, Coragem e Confiança, como ter Alegria?
E a alegria ficou ali, muito fraca, mas viva.
A pior perda de todas foi ver o Amor morrendo em minhas mãos, sem que eu pudesse fazer nada para reverter isso. E lá se foi minha rosa vermelha... Depois de perder quase tudo, não me conformaria em perder o amor também. O que fazer da vida sem amor?  É difícil explicar o que senti.
Hoje a flor da Fé nos homens está tão pálida, tem os dias contados.
A única que permanece para chorar comigo é uma linda rosa branca, mais conhecida como: Esperança.

Polyana Pinho.


“Memórias, não são só memórias são fantasmas que me sopram aos ouvidos coisas que eu só quero esquecer.”
Pitty

Contos & Sentimentos   / Julho de 2007 /
Polyana Domingues
Enviado por Polyana Domingues em 26/10/2007
Código do texto: T710736

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Sobre a autora
Polyana Domingues
Rio Branco - Mato Grosso - Brasil, 24 anos
36 textos (1650 leituras)
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Polyana Domingues