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Barnabé, o touro assassino

Barnabé, O Touro Assassino.
Barnabé era o nome de um touro que havia nascido do cruzamento entre um touro da raça holandesa e de uma vaca da raça zebu.
Nascera na Espanha, em uma fazenda bem ali na Região da Catalunha. Bem cedo, Barnabé já demonstrava ter um instinto assassino e sanguinário, porque mal começaram a lhe nascer os chifres, logo passou a esfregá-lo em cercas, pilastras, árvores e paredes que encontrava em seu caminho até o pátio do pasto da fazenda.
Barnabé crescia dotado de uma força descomunal em relação aos outros touros que haviam nascido na mesma época na mesma fazenda e sua fúria foi logo percebida por todos os vaqueiros da fazenda, os quais lidavam com ele com muito cuidado, mesmo assim, por três vezes ele feriu gravemente alguns vaqueiros que se descuidaram e quando ele fez sua primeira vítima fatal, o dono da fazendo resolveu vendê-lo para os organizadores da famosa festa da corrida dos touros no dia de São Firmino em Pamplona a fim de evitar outros dissabores que viesse a ser causado por Barnabé.
No dia de São Firmino, Barnabé fez sua segunda vítima; um jovem rapaz que mal tinha seus vinte anos, o qual corria à frente dos touros e que no auge da correria geral, deixou-se aproximar – se de perigosamente de Barnabé, o qual deu-lhe uma chifrada que lhe varou o abdômen.
A hemorragia interna proveniente da chifrada foi fatal e o jovem faleceu antes de dar entrada no hospital de Pamplona.
Após a festa, Barnabé foi vendido para ser um dos touros a ser sacrificados nas touradas em Madri. Barnabé havia já se tornado um touro extremamente forte, dotado de um a força descomunal, também um assassino cruel, sanguinário e por demais temido pelos vaqueiros que já conheciam sua fama de matador.
De modo que antes dele estrear no picadeiro de Madri, houve uma intensa propaganda a seu respeito com a finalidade do público encher o estádio e os organizadores das touradas poderem angariar o lucro máximo possível naquele dia e também assistir a morte daquele que já assassinara duas pessoas.
No entanto, Barnabé, talvez por transposição educacional adquirida ao longo dos séculos por seus antecedentes, tornara o touro Barnabé dotado de uma rara inteligência em relação aos demais animais de sua raça.
No dia de sua estréia o estádio se encontrava completamente lotado e todos torciam pelo mais famoso toureiro de Madri, Luís Alvarez, todavia, poucos minutos depois de ter se iniciado a batalha, Barnabé fez todo aquele estádio que delirava por Alvarez se calar, ficaram mudos por completo e apreensivos.
Luís Alvarez, o mais famoso toureiro espanhol da época havia zombado da fama do touro e se descuidou de sua segurança física; Barnabé o jogou a uns cinco metros, em seguida deu-lhe uma chifrada que lhe varou o fígado.
Toda a Espanha parou e chorou pela morte de seu filho ilustre em sua despedida e conseqüentemente a fama do touro assassino começava a transpor as fronteiras da Espanha. Ele já estava por demais famoso e poucos eram os vaqueiros que se aventuravam a chegar perto dele para o alimentar. Todavia, nesses momentos, ele era por demais receptivo e ninguém conseguia explicar o porquê. Todos que habitavam o mundo das touradas desejavam ardentemente ver aquele touro cruel assassino caído de joelhos, enquanto todo povo no estádio vibrava e esperava pela estocada final da espada vingadora, este se tornara o maior sonho dos organizadores e do povo espanhol que curtia as touradas.
Em um domingo, em que o Barcelona se sagraria campeão, desde que, ao menos empatasse com o Valência, o qual naquele ano estava fazendo uma péssima campanha e precisava desesperadamente vencer aquela partida em Barcelona a fim de evitar viajar para a segunda divisão. A equipe precisamente ocupava na tabela a última colocação. Estava sendo um ano trágico para o clube de Valencia. O estádio de Santiago Barnabeu ficou um silêncio geral quando o Valencia fez um a zero e o conservou até o final.
O Atlético de Madri se tornara campeão espanhol com aquele resultado e o povo achou isso um início de má sorte, porque fora uma tremenda zebra esportiva o Barcelona não ter sido campeão.
Em Madri, começara a festa das touradas com as batalhas preliminares e o povo em delírio esperava pela grande revanche na jornada principal do dia e quando entrou o toureiro principal foi de imediato ovacionado por todo estádio que o reverenciou com palmas, foguetes e gritaria histérica, ao mesmo tempo entraram vários toureiros auxiliares, os quais tinham a missão de atiçar e agitar o touro dando-lhe diversas pequenas flechadas e tal ação deixava o Barnabé ainda mais agitado e fulo de ódio.
Todavia, ele era um touro de excelente linhagem e diferenciado, embora estivesse louco de raiva, em sua mente podia ver claramente o filme da última vez que estivera ali e eles fazendo com ele aquela mesma brincadeira. O touro podia ouvir e sentir o alarido e gritarias nas arquibancadas e os fatos ocorridos anteriormente estavam vivos, cabia-lhe ficar atento às oportunidades.
Finalmente, Rafael Gonzáles abriu sua capa e saldou a todos os presentes, os quais lhe retribuiu e ele deu início a batalha.
Gonzáles, de imediato percebeu que aquele touro era diferenciado dos demais que costumara enfrentar porque o animal não tirava os olhos dele e o olhar do animal estava cheio de ódio.
Lá dentro da arena estava se desenrolando a batalha mortal e o Barnabé estava sendo atiçado por demais pelos toureiros auxiliares a fim de facilitar a vida de Gonzáles, todavia, Barnabé ficava somente a verificar o que fizera da última vez que estivera naquela situação e esperava a oportunidade para terminar aquela brincadeira. Gonzáles percebeu que tinha que tourear com precaução para não haver qualquer espécie de surpresas.
No estádio as bolsas de apostas, tanto a oficial quanto à clandestina, já haviam atingido o mais alto patamar de apostas. A totalidade das pessoas estava confiante na revanche e desejavam ardentemente ver aquele touro assassino morto, mas havia os que apostaram no touro e eram vistos como pessoas de mau agouro.
Barnabé, embora estivesse cansado, aguardava o momento certo para fazer o seu ataque sem dar oportunidade ao seu oponente e tal oportunidade apareceu quando ele mostrou sinal de estar esgotado, então, Gonzáles se preparou para a estocada final, todavia, quis antes reverenciar o público que delirava de satisfação e prazer e sua reverência foi à oportunidade esperada pelo touro assassino.
Gonzáles se ajoelhou bem diante de Barnabé e começou a saldar o público com as mãos abertas. E nesses segundos de descuido foi o suficiente para que o touro juntasse suas últimas forças e pensando que não seria aquele imbecil enfeitado que lhe faria sofrer um revês e partindo com enorme velocidade deu uma estocada em Gonzáles que o jogou a uns três metros de distância, não satisfeito, e bem antes que os toureiros o acudissem, o touro deu uma patada que foi de encontro à cabeça de Gonzáles. A potência da pancada foi tão forte que rebentou o crânio do toureiro matando-o instantaneamente!
Mais uma vez aquele touro havia sido o vencedor e a morte do toureiro proporcionou a poucas pessoas se tornarem ricas devido a grande soma que ganharam na bolsa de apostas.
O estádio tornou-se imediatamente em um silêncio fúnebre geral e os toureiros auxiliares queriam matar o touro, só não o fizeram devido à tradição e a pesada multa que teriam que pagar.Por muito tempo Madri chorou a perda de dois de seus maiores toureiros e Barnabé entrou para a história de Madri como o maior touro cruel que já pisara os campos de seus estádios.
O touro maldito, como passou a ser chamado foi vendido para empresários chineses que faziam uma espécie de caça ao vivo em uma réplica bem menor do Coliseu Romano. Lá eles costumavam se divertir deixando um leão agarrar um gnu ou um carneiro, zebra ou qualquer animal que não fosse páreo para os leões e tigres que faziam parte de seu estafe de animais, os quais eram bem tratados.
Os espectadores pagavam caro para poderem estar presente nas sessões e nessas ocasiões a bolsa de aposta funcionava e o tempo que um anima ia ser devidamente estrangulado por um leão ou tigre era por demais importante para as apostas!
Para o sacrifício do Barnabé, a bolsa de apostas explodiu ao mais alto patamar porque a fama do touro assassino já o credenciava a investirem nele, embora sabendo que ele não seria páreo para os dois leões que iam estraçalhá-lo, assim pensavam a maioria dos expectadores. Os apostadores não conheciam o tamanho do animal, sua envergadura e o seu peso em si; estes detalhes, os organizadores não passaram para o público apostador.
Barnabé havia descansado bastante depois de sua última jornada e estava ainda mais forte e com sua potência máxima.
Anteriormente o touro havia passado um estágio nos rodeios do Brasil, todavia nenhum vaqueiro se atreveu a tentar montá-lo e por causa disso foi vendido aos empresários chineses.
Saltaram o Barnabé de seu compartimento e o conduziram em direção ao centro do estádio e quando o animal ouviu a gritaria, em sua mente veio logo a memória e disse para si mesmo: vai começar tudo outra vez!
Todavia, ele viu logo em seguida duas espécies de leões correndo em sua direção na mais alta velocidade e ele tinha que se defender sua vida e foi o que ele fez.
Os leões, principalmente as leoas, costumam agarrar o animal e asfixiá-lo até a morte para em seguida destroçá-lo, porém o Barnabé era uma espécie alta e extremamente forte e seu pescoço não dava para os leões praticar a asfixia ou estrangulamento.
O touro baixou a cabeça quando o primeiro leão estava se aproximando e quando o animal sentiu o cheiro do leão quase sobre si; ele levantou a cabeça e com um forte golpe jogou o leão a uma distância considerada. O povo vibrou de emoção.
O outro leão imediatamente pulou sobre o touro na tentativa de agarrar o pescoço do animal, contudo, ele teve que ficar pendurado devido à altura do touro que se sentido incomodado com aquele animal sobre si, correu para as laterais das arquibancadas e jogava com toda sua força descomunal o seu corpo contra as paredes das arquibancadas de cimento e conseqüentemente as pancadas sobre o leão o fizeram saltar do pescoço do animal.
O outro leão estava ainda se recompondo da chifrada que havia levado e correu novamente em busca de sua enorme presa e mais uma vez levou uma pancada tão forte que abdicou em fazer daquele animal seu almoço do dia, ficara seriamente machucado e viria a morrer ainda naquela tarde.
O outro leão voltou a carga, todavia o Barnabé estava em estado de graça e fúria descomunal e o matou com uma estocada fortíssima no estômago do oponente.
Havia sido uma perda muito grande para os empresários chineses que ficaram decepcionados com a perda de dois de seus matadores que costumavam fazer a festa para o público.
Aquele maldito touro assassino tinha que pagar por aquele prejuízo e mandaram saltar o tigre de bengala, o qual havia dois dias que não comia nada e sua fome estava a cem por hora! Imediatamente dobraram as apostas na tentativa de recuperarem as perdas com as apostas nos leões.
Quando o tigre sentiu o cheiro da presa e também do sangue dos leões, ele partiu imediatamente em busca da caça, ia ser uma luta de bravos!
Por mais de uma hora o tigre tentou abocanhar o pescoço daquele enorme animal e mordia tudo que pudesse do touro para arrefecer a resistência do seu oponente, mas o Barnabé era experiente e dava suas pancadas no tigre que já sentia o poder daquela fera e em uma estocada direta, o touro o deixou caído quase inerte a sangrar sobre a arena, estava morrendo mais um oponente que resolvera fazer daquele touro assassino seu prato do dia!
Os chineses ficaram loucos de raiva e venderam o touro para um fazendeiro do pantanal mato-grossense.
Barnabé, após a longa viagem chegou estressado, cansado e principalmente todo machucado do último combate e o empresário o queria somente para ser um excelente reprodutor e com sua fama o fazendeiro iria seleciona e vender muitas de sua descendência que lhe daria um lucro excepcional.
O fazendeiro recomendou por demais aos peões boiadeiros que dessem uma atenção especial àquele animal e tivessem o máximo cuidado com a alimentação e principalmente com a segurança deles.
Barnabé ficou uns seis meses só na engorda e estava sendo tratado como um verdadeiro lorde e em suas andanças pelos pastos e próximo aos igarapés, o touro assassino verificou que havia uma espécie de animal que todos os demais se afastavam dele o mais rápido possível quando ele aparecia e certa vez Barnabé teve a oportunidade de ver com os seus próprios olhos porque os demais se afastavam daquele animal.
Era uma imensa sucuri de uns 12 metros com cerca de 140 quilos que abocanhara uma capivara e a espécie corria desesperadamente e a sucuri dava corda e em seguida puxava o pobre animal que quase já sem forças ia dando adeus a sua vida. Em pouco tempo a sucuri fez dela sua alimentação da semana. O maldito observava e teve a oportunidade de assistir aquilo por cerca de cinco vezes depois, com uma anta, com outra capivara, com um pequeno bezerro, com um boi mediano e com um veado campeiro. Todos eles a sucuri deixava o animal se cansar para depois puxá-lo, quebrá-lo todo, triturá-lo e fazer deles o seu prato da semana.
Barnabé, já estava acostumado àquela fazenda e bela vida que levava diariamente. Há muito que não precisava usar sua força pra poder sobreviver. Sua vida consistia somente em se alimentar e cobrir as vacas que lhe colocavam no seu curral e estava excelente a vida
Como era um animal muito observador, já sabia de cor os locais que pastava e os locais que poderia beber água sem ser molestado por aqueles pequenos animais que destruíam os outros em poucos segundos se fossem atravessar o igarapé, as terríveis piranhas.
Sabia que tinha que pastar bem paralelo à cerca e não perpendicular a ela a fim de não ir próximo ao rio e aos igarapés. Verificou que havia uma enorme árvore, na qual ele sempre amolava seus chifres e descansava.
Um dia, com o sol já escaldante, estava o Barnabé a pastar tranqüilamente quando observou o costumeiro afastamento do restante dos animais e principalmente aqueles que estavam bem próximo dele, como era um animal inteligente logo concluiu que aquele animal que matava os outros estava próximo dele e ele já sabia o que fazer para não ser o prato da semana, ficaria esperto. Imediatamente puxou pela memória e lhe veio à mente que aquele animal agarrava os outros principalmente pela boca e narinas a fim de minar-lhe a resistência e ficasse sem fôlego.
Ele já podia sentir o cheiro daquela fera próximo dele, no entanto, ainda não havia descoberto de onde o animal daria o seu famoso bote.
Enquanto isso, a sucuri estava já com o bote pronto, no entanto, ela ainda pensava se era realmente compensador fazer frente aquele monstro forte, ele era realmente alimento para duas semanas e ela não precisaria se preocupar com caça, todavia ela sentia que o touro era muito grande e forte, talvez ela não tivesse forças suficientes para puxá-lo e quebrar-lhe todos os ossos.
Porém, a enorme sucuri era vaidosa e jamais havia perdido uma batalha e principalmente uma caça tão vistosa e apetitosa! Seria uma ótima presa que teria em seu currículo de matadora!
Iria ser uma batalha de líderes invictos!
Sua vaidade e orgulho de matadora a convenceram a dar o bote no touro, esquecendo também de sua segurança física. Um milésimo de segundo antes dela alcançar o corpo do animal com sua enorme boca, o touro, talvez por questão de intuição, resolveu levantar a cabeça e neste milésimo de segundo foi o suficiente para desviar o ponto central do bote. A cobra abocanhou parte da cabeça do touro logo na junção do chifres. Havia sido um mau começo, assim pensou a sucuri assassina que imediatamente se enroscou todinha no Barnabé que tranqüilamente ficou parado por alguns segundos pensando na melhor estratégia a ser seguida a fim de se livrar daquele perigoso e mortífero incômodo. A sucuri estufada de orgulho logo preconizou que seria mais fácil que ela havia imaginado, o touro ficou paralisado pensou ela!
De repente! Barnabé disparou, ia começar tudo outra vez, assim pensou a sucuri que logo foi se esticando para poder fazer frente à resistência do touro e começou imediatamente o vai e vem.
Esse vai e vem estava sendo assistido por vários animais e alguns peões que tinham medo de se aproximar com medo tanto da reação do touro quanto da sucuri.
Já havia se passado mais de duas horas e eles continuavam no estica, encurta, corre, para, volta...Etc. A bem da verdade os dois animais já estavam cansados, tanto a sucuri que via suas forças minar porque gastara toda sua energia porque aquele touro era muito pesado e já estava bastante arrependida de ter feito a investida naquele monstro de tanta resistência, todavia, ela era orgulhosa e sabia que a qualquer momento o touro teria que capitular e ela sairia vitoriosa naquele confronto de matadores, isso sempre acontecia e não seria aquele touro teimoso que iria contrariar a sua lei.
Barnabé era dotado de uma força descomunal e sua mente lhe dizia que o seu oponente não teria forças para resistir por muito tempo e que ele teria que deixar o seu corpo. Foi por esse momento que a maldita vislumbrou que a única forma de vencer aquele animal seria dar outro bote e lhe agarrando pelas fuças e boca ao mesmo tempo, porque assim ela diminuiria o ar que o touro respirava e conseqüentemente lhe minaria ainda mais a resistência e ela poderia terminar aquele embate e matá-lo com a maior facilidade, porém antes mesmo dela soltar o local onde dera o bote, parte da cabeça junto ao chifre esquerdo, a fim de realizar o seu intuito; o touro Barnabé estancou de repente de sua corrida! Estava naquele exato momento lembrando-se da maneira que exterminara com um dos leões, ou seja, ele havia espremido o leão contra a parede de concreto armado da arquibancada. Ali não havia naquelas imediações do combate qualquer espécie de alambrado construído de concreto, mas, havia a cerca de arame farpado e o touro sorriu a seu modo animal de sorrir e ficou feliz em ter conhecido anteriormente o poder do arame farpado!
Quando a cobra sentiu que o touro parara por alguns segundos, ela pensou que terminara por fim a resistência de tão bravo combatente e o puxou com todas as suas forças a fim de começar a quebrá-lo por completo, porque ela havia gastado toda as suas forças e energias estando esgotada, a fome dela também estava se tornando intensa.
O touro desejava estar a todo vapor físico quando desse a investida final e deixou-se puxar tranqüilamente, não opondo qualquer resistência a cobra deixando-a engrossar o máximo possível e quando sentiu que a mesma já estava fazendo forças a fim de destruí-lo, ele encheu os pulmões de ar e correu perpendicular a cerca jogando-se com toda sua força na cerca de arame farpado, em seguida ele começou a se arrastar pela cerca e quando o fazia os arames farpados iam se agarrando à sucuri que começara a sentir mais uma vez que aquele touro havia sido uma investida errada de sua parte, mas agora a situação estava ficando complicada para ela e a sucuri tinha que se soltar daqueles empecilhos que lhe cortava o corpo e Barnabé continuava a sua tática.
A cobra já estava ficando toda ensangüentada e sem forças porque em uma das investidas do Barnabé sobre a cerca, vários dos arames penetraram no corpo dela e foram rasgando-lhe todo o corpo, à medida que o touro ia se deslocando.
A sucuri capitulou e soltou a cabeça do animal e se dirigiu para o rio a fim de tentar se recuperar, contudo, mal tocou nas águas, o cheiro do sangue fez vir imediatamente as vorazes piranhas que fizeram da enorme sucuri o jantar do daquele dia.
Assim terminara o reinado daquela imensa cobra na região e os vaqueiros ficaram espantados e alarmados com a tática do touro e o respeitaram ainda mais.
Seu dono construiu uma imensa placa aonde podia se ler: aqui habita o temível touro Barnabé, o único animal na face da terra a vencer uma sucuri com tamanho e peso proporcional ao seu.
Por muito tempo o fazendeiro ganhou muito dinheiro com o Barnabé, o qual nenhum homem ou animal conseguiu derrotá-lo.
Barnabé morreu naquela fazenda de velhice e seu dono mandou empaná-lo para perpetuar sua lenda


                                                          Farick




                                               
Farick
Enviado por Farick em 12/11/2007
Código do texto: T734364

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Sobre o autor
Farick
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 70 anos
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