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As aranhas e as formigas. (Primeira parte)

    Como nós já sabemos as aranhas são depredadoras de qualquer tipo de insetos. Sem elas a quantidade de bichos no planeta fosse muito elevada. Animais das mesmas e diferentes espécies se comem mantendo um balanço na ecologia.

    A seguir os convido a ler uma história que tem muito que ver com este tema.

    Faz tempo num imenso bosque, os bichos mais cruéis eram as aranhas. Todos os insetos lhes temiam, pois acabavam com um grande número deles.
As aranhas eram malvadas, faziam telas muito finas, quase invisíveis e pegajosas, com o fim de atrapar a suas presas, para assim devorar-se vivas.

    Elas se criam as mais fortes do lugar e se sentiam muito orgulhosas de não ser consideradas insetos por possuir mais de seis patas. Afirmavam que graças a suas oito patas podiam mover-se mais rápido e por suposto saltar com maior agilidade.

   Como disse anteriormente, todos os insetos lhes tinham medo e quando se acercava o meio dia, que era a hora em que elas saíam de suas grutas a comer, todos corriam a seus lares a esconder-se delas.

   Uma formiga jovem, não sabia por que todos fugiam alarmados a ocultar-se; assim que saiu fora do formigueiro, para pesquisar.

   As aranhas que nunca andavam sós, senão que saem com seu casal, viram à formiga que espionava por trás de uma folha seca. A fêmea arranha, ao ver ao inseto, fez-lhe senhas ao macho para tender-lhe uma armadilha, à pequena formiga curiosa.

   _ Quem anda por ali?- perguntou a fêmea, que não podia conter o riso, ao ver que a folha tremia como se tivesse medo.

   _ É talvez que essa folha seca, tem-nos medo? - disse num tom zombador.
 

    A formiga distraída com os comentários da arranha fêmea, não se deu conta que por trás dela tinha chegado o macho, para atrapá-la.  Mas quando esta se deu conta, era demasiado tarde, pois o macho já se tinha lançado sobre ela para enforcá-la com suas finas mas longas patas.

    Finalmente depois de dar-lhe uma grande surra a deixaram viva, pois às aranhas, por sorte, ela lhes parecia pouca coisa, como pratinho principal ou como aperitivo, já que como ainda era muito jovem, via-se menor que as demais de sua espécie e preferiam melhor capturar a outro inseto que se visse mais suculento.

    A formiga chegou a seu formigueiro muito ferida e ao terminar de contar-lhes o sucedido às outras formigas, caiu
inconsciente ao solo. Suas irmãs a acercaram numa folha que seguramente era a cama e ao contemplá-la dormida escutaram o que dizia em seu delírio:

   _ ¡Juro que acabarei com elas, minhas irmãs e eu o faremos!.

   As demais formigas se sentiam muito tristes, porque sabiam que perderiam a batalha se por acaso decidissem enfrentar-se.

   Depois de uns dias, a pequena que se tinha recuperado por completo, disse a suas irmãs:

   _Irmãs por nenhum motivo deixaremos que as aranhas nos pisoteiem, porque somos mais numerosas do que elas.

   Mas outra colega, interveio dizendo:

   _Nós somos mais numerosas, mas também somos mais débeis do que elas- disse pessimista seu colega.

   _Esse detalhe já tinha passado por minha mente. Por isso nós treinaremos no duro; levantaremos objetos pesados e nos voltaremos muito fortes. Ademais ensaiaremos várias vezes o plano, que já tenho em mente.

   Finalmente pôde convencer a suas irmãs e em seguida solicitaram a ajuda dos formigueiros vizinhos; que sem duvidá-lo duas vezes, tenderam-lhes a mão.

   As formigas, que eram muito estritas estiveram treinando por três longos meses. Enquanto passava o tempo, nossas amigas se faziam mais fortes. Elas saíam fora do formigueiro nas manhãs e nas noites, para treinar e comer, tratando de não ter um desagradável encontro com as malvadas aranhas, que saíam ao meio dia e não regressavam a suas grutas, senão até que o sol se ocultasse.

   Chegado o dia em que as enfrentariam, esperaram a que chegasse a hora do meio dia, para pôr em marcha o plano.

   As formigas se tinham dividido em três esquadrões de combate: Aéreo, terrestre e aquático. Todos colocados em seus respectivos pontos estratégicos, esperando pacientemente o encontro.

Continuará...
Nathalie Mcleod
Enviado por Nathalie Mcleod em 04/01/2006
Reeditado em 04/01/2006
Código do texto: T94422
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Sobre a autora
Nathalie Mcleod
Venezuela, 36 anos
5 textos (194 leituras)
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Nathalie Mcleod