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As aranhas e as formigas. (Segunda Parte e definitiva).

Uma vez que as formigas, viram-nas acercar-se, atacaram sem piedade. Um esquadrão de formigas voadoras, iniciou a batalha, arrojando-lhes comida com muita força e a grande velocidade. Realmente pareciam aviões de combate. Mas só conseguiram ferir ao macho, deixando-o fora de combate.
Outro esquadrão de formigas terrestres se acercou à fêmea, mostrando grande firmeza em suas pisadas, fazendo-lhe entender, que tinham deixado de temer-lhes fazia bastante tempo. Esta que não se deixaria intimidar tão fácil, disse-lhes advertindo-lhes, muito segura de si mesma:

_ ¡ Formigas, devem sentir-se muito fortes por ter vencido a meu esposo, mas não vão pensar que já ganharam a guerra, porque não é assim, só ganharam uma batalha! ¡Ademais, por se não deram conta, arranhá-las fêmeas somos maiores e mais fortes do que os machos, o que significa que somos mais más e menos fáceis de vencer!

        As formigas, que não permitiriam que lhes falasse assim, contestaram-lhe mortas de riso, para que lhe dessa raiva à inimiga, o seguinte:

       _Pois talvez resulte mais difícil, que a teu esposo derrotar-te, mas o conseguiremos; porque ignoramos se tu sabes que nós somos muitas mais e do que ademais somos tão fortes que podemos levantar várias vezes mais o peso de nosso corpo. Portanto, tem-no por seguro que perderás a guerra que tu e teu marido começaram, desde faz muito tempo.
 
       A aranha ao vê-las tão decididas, teve medo pela primeira vez em sua vida, pois não tinha o apoio de seu esposo nem o de seus amigos, por viver cada um distanciado do outro.
Sua desunião ,seria quiçá, a causadora de sua derrota.
A aranha quis tentar algo como última opção de salvação e disse:
   
      _ Que crime é querer alimentar-se? Talvez não sabem, que nós nascemos com uma dieta bem estrita, que diz que devemos alimentar-nos de insetos?. ¡Outros também o fazem!. Por que não lhes declaram a guerra a eles?

      As formigas que não podiam escutar mais barbaridades, contestaram-lhe:

      _Porque eles matam para sobreviver, mas vocês também o fazem para divertir-se.

      _ ¡Mas o que dizem não é verdadeiro! Nós não matamos por prazer. Talvez sua pequena irmã não regressou a vocês viva?- disse pensando que as convenceria.

      Mas elas implacáveis lhe responderam:

      _ ¡Se não mataram a nossa irmã, foi porque seguramente tinham demasiada fome, como para perder mais o tempo com ela!. Assim que te golpearemos tanto que, isto te ensinará a ser como as demais espécies, que só caçam para comer. Tu te encarregarás de comunicar-se aos teus e mais te vale do que não regresses por aqui com os de tua espécie a querer dar-nos a revanche, porque a próxima vez não seremos só as formigas quem contestarão a seu ataque, senão também os outros insetos que são amigos nossos.

     E ao terminar de dizer isso, se lhe arrojaram em cima mordendo-a por todos lados.

     A aranha, depois desse grande ataque em massa, ficou coxa de uma pata e cheia de roxos, que apesar de ser escura se lhe notaram por ser mais bem amarelados.

     A aranha se foi daquele lugar a todo vapor, coxeando e gemendo, sem dizer-lhes nem sequer uma má palavra. Pois não queria permanecer no lugar nem um minuto mais.

     Enquanto isso sucedia, o esquadrão aquático que pretendia chegar para a gruta das aranhas, que se encontrava cruzando o riacho; empurrava várias folhas para o água; pois com elas chegariam ao outro lado do riacho, ao deixar-se levar pelo redemoinho, que sempre terminava por acercá-los à orla. A dificuldade só era tratar de não se equivocar de redemoinho, pois existiam alguns, que em vez de acercá-los para a orla, empurrava-os ao mais profundo.

     Graças a Deus, as folhas onde iam, foram levadas sem problemas pela corrente, ainda que de vez em quando tiveram que fazer manobras com uns raminhos que lhes serviam de remos, para não perder o rumo, até que desembocaram no redemoinho esperado e este finalmente as conduziu para a orla.
 
     Ao chegar à orla, as formigas se baixaram das folhas e se dirigiram com decisão para a toca das aranhas. Uma vez no lugar, começaram a sacar os ovos que se encontravam ali, colocaram-nos em suas folhas e fizeram a viagem de regresso. Os ovos seriam levados aos formigueiros, para ser usados como alimento; da mesma forma como nós usamos os ovos de galinha para fazer com eles extraordinárias comidas.

     Ao retornar a casa, os demais insetos as esperavam, para felicitá-las pela façanha que tinham conseguido fazer. Pois não só tinham conseguido intimidar e derrotar a essas aranhas que se criam muito prontas, senão que também conseguiram evitar, que elas se reproduzam por ao menos um bom tempo.

     E desde esse então, as formigas foram respeitadas e consideradas as mais fortes do lugar.

Criada: 23 de março de 1997.




Nathalie Mcleod
Enviado por Nathalie Mcleod em 05/01/2006
Código do texto: T94881
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Sobre a autora
Nathalie Mcleod
Venezuela, 36 anos
5 textos (194 leituras)
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Nathalie Mcleod