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MINICONTO: ESFERA DESÉRTICA!

 Ela caminhava pelas ruas ácidas de uma Rua distante de Evil Ciudad, porém ela guardava em seu corpo uma quentura que se mesclava a sua candura de tez alva, branca e pouco morena, aliás, diga se de passagem uma maciez cobria aquela pele semi-árida de virgindade, no seu exterior havia muitas curvas ela era um prato cheio para tarados, ninfomaníacos, feticheiros, voyeurs de plantão, e toda sorte de machos sedentos por uma púbere carne sem flacidez e muitos menos algum tipo de frigidez, até os mais contidos e cavaleiros agüentariam seus encantos, tantas belezas em uma só criatura, isto é, era um Ente Sem-Igual! Nossa como era dadivosa aquela moça, que rapariga, moçoila, menina, garota, veneno chamem do que quiser em qualquer conotação ou denotação, mas ninguém podia descrevê-la em léxicos vãos, pois ela monumento monumental se reagia numa rara sinergia escultural, ela era feita da fôrma mais especial entre todas que Deus usou para fazer a mulher...
      Ela guardava em si um grande tesouro denominado, chamado ou simplesmente poetizado de sentidos completos nos mais fundos olvidares do sexo frágil...
      Até que em meio as suas trêmulas, fartas e incontroláveis vontades ela caminha em direção aos becos mais sórdidos da urbe que se obscurecia ora distantes, ora perto de perímetros desconexos que nem placas, faixas, logradouros, seriam capaz de achá-las e num risco sujo, mais fétidos lixos se reverenciavam diante daqueles olhos verde-castanhos, ela por sua vez contemplava intacta, incólume e sã daquele espetáculo psicodélico-decadente daqueles guetos favelados em seus próprios terrores e impudores.
       Caminhou sutil ainda, longe dessa Esfera Desértica buscava não aquilo e sim uma fresta sexual, mas demorava a ver alguma relação ao ar livre, entre as janelas tudo era sereno e certinho, se questionava pelo porquê de se haver tudo de indecente ali e não havia sexo e ai ela pensava profundamente tentando achar a equação.
         Sua curiosidade era imensa de ver o ato consumado, porém nunca tivera nos seus 20 aninhos a oportunidade de fazê-lo nem muito menos contemplá-lo, seu instinto chamava, clamava, louvava gutural dentro dela, nisto tentava se insinuar, deixar transparecer sua sede, fome, ou melhor, canibalismo pelo cheiro dos sexos se tocando, inclusive o dela podia ser insaciável para qualquer um que quisesse, porém como num assalto de consciência imaginava ela ninguém se interessava para seus trajes vulgares, sua nudez desmascarada ao ar livre, mas não desistiu da batalha daquela noite ela conheceria o fato e deixaria para trás toda sua pueril inocência algo que perdera a muito já que os calores constantes que sentia por algum homem que a atraísse fazia com que se masturbasse, porém ela classificava essa puerilidade, pois não achava este fato uma grande experiência para seu corpo e sim um orgasmo assexuado que subia, descia e crescia a cada novo homem que imaginasse em um leito de motel.
           Ela então entrou em uma casa meio assombrado, totalmente escura apesar de haver várias velas acesas e num momento ela relanceou um grito feminino leve, forte, suave e às vezes tônico demais e anexo vinha um grito viril, másculo e bem temático em sua ênfase extasiastica... Aproximou-se duma portinha encostada e com um Semi-Aberto buraco ela viu a cena que queria um casal fazia aquilo numa sincronia impressionante, ela então começou a se masturbar agora de forma não mais tácita e sim exacerbada por entre todo seu corpo e ela não resistindo às investidas de ambos os lados gozou inúmeras vezes e num lapso de loucura pulou em cima do casal e os três viveram naquela noite, dia, madrugada; enfim horas se passaram e eles curtiram o triângulo amoroso mais gozado e penetrado com todos os tipos de ismos.
Edemilson Reis
Enviado por Edemilson Reis em 25/03/2006
Código do texto: T128147
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Sobre o autor
Edemilson Reis
Vespasiano - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
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Edemilson Reis