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Eles Vieram em paz

A Spielberg, pelas imensas visões inspiradoras que me possibilitaram gerar alguns dos meus mundos

Eles Vieram em paz
Ninguém deu por nada, ou quase ninguém, ninguém excepto nós, que fomos tocados por Eles.
E vieram de onde? Não sei, só sei que o céu é demasiado grande para podermos escolher um local certo, e ao certo dizermos no tom afirmativo e categórico de que tanto gostam os humanos, de dedo no ar “Foi dali!” Mas o dali era tão vasto como seriam as dúvidas de toda a humanidade sobre estes seres se soubessem realmente que Eles estiveram entre nós.
Somos, aos poucos a quem Eles tocaram, provavelmente os humanos mais felizes que alguma vez existiram sobre o planeta, pelo menos porque nos sentimos assim, pelo imenso dom espiritual, pelos mistérios do mais profundo do Universo que Eles nos revelaram, pela carestia da Sua sabedoria tão nobremente partilhada, pela empatia que souberam criar nas nossas mentes para assim os melhor recebermos e os compreender, porque nada nos diferenciava dos nossos imensos iguais que não os receberam, porque fomos apenas alguns exemplares da espécie felizmente escolhidos por Eles. Ainda não sei se a escolha foi casual ou propositada, dou apenas graças ao grande Ser Divino termos sido nós os eleitos desse contacto.
Foi uma experiência sem igual, incomparável, foi um dom essa visita, esse contacto, que para o descrever faltam ainda palavras ou séculos de vivências aos humanos para a poderem descrever na sua plenitude, na sua imensidão.
E fisicamente, eles não eram nem iguais, nem diferentes a tudo quanto conhecemos, aos milhares de retratos imaginados pelos nossos melhores visionários, eles eram simplesmente iguais a si próprios e por isso qualquer tentativa de os descrever seria perfeitamente inútil e fútil, porque apesar de tudo isso é o que menos interessava.
E, ao contrário do que pensavam os espíritos mais reservados dos cépticos natos, ou dos receosos daqueles que vivem imersos no medo patológico a reger todas as suas acções, ou ainda do doentiamente ofensivo dos militares, Eles eram seres sem mácula regidos apenas por uma curiosidade irmã da daquela dos nossos mais queridos cientistas, eles eram “gente” nobre, eram únicos cujo nosso amor era o único valor com que lhes poderíamos retribuir a sua vinda.
Eles não percorreram o espaço profundo senão para nos conhecerem, apenas isso.
Eles vieram em paz.

Conto protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 08/04/2006
Código do texto: T135878
Classificação de conteúdo: seguro

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Miguel Patrício Gomes
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