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O DETETIVE

O detetive


1


      Mas uma dose do meu uísque barato, o que eu bebo não to podendo comprar, o motivo é simples, os meus serviços de detetive não estão sendo procurado por um bom tempo. E por falar em serviços, o meu último esta guardado bem aqui na minha mente, lembro como se fosse ontem, aquela ruiva entrando em meu escritório, o seu rebolado, as suas ancas,  seus seios fartos, sua boca... sua boca me chamando,  suplicando por um beijo. Ah como eu queria um beijo daquela bela mulher.
      _ Boa tarde, o senhor que é o detetive?
      _ Ah! Como... sim, sssou o detetive, desculpe-me, estava sonhando acordado. O que a senhora deseja.
    _ Meu nome é Vera. Preciso de sua ajuda profissional. Estou com um problema em casa e...
      Vera começou a chorar bem na minha frente. Quando uma mulher chora em minha presença, fico todo constrangido.
    _ Desculpe-me, não queria chorar na frente de estranhos.
             _ Tudo bem.
 _ Depois do que vem acontecendo comigo, as minhas visões, as minhas alucinações, eu comecei a chorar por nada.
      _  Dona Vera. Pode...
     Ela me interrompeu, e disse:
      _  Pode me chamar só de Vera, vamos esquecer as formalidades.
      _ Tudo bem, primeiro  quero  que você me explique tudo,  não deixe nada de fora, seja a mais clara possível, se você quer a minha ajuda vai ter que confiar em mim. ” Ela é muito bonita, o que será que aflige está Deusa.”
    _ Sim. Vou começar te explicando por que eu estou tendo visões, não sei bem se é visão, tento entender os seus siguinificados.
    _ Que tipo de visões você tem Dona Vera, desculpe-me, Vera.
    _ Vou tentar explicar, mas não sei por onde começar é um pouco complicado. Primeiro começou com sussuros dentro de minha casa, pensei que fosse brincadeiras de meus empregados, com o tempo constatei que não era, ai começaram os gritos, dia após dia, os gritos se repetiam. Depois de um tempo, cessou os gritos e começaram umas frases desconexas,  frases que eu nunca consegui entender. Ai veio às visões, eu via vultos pela casa, no jardim, via coisas em diversos lugares em minha morada.
      _ Tudo bem Vera, seja um pouco mais explicativa, quem sabe posso entender melhor.
    _ Não tenho como te explicar direito, acho que você vai ter quer ir até  a minha casa para tirar a sua prova da verdade.
      _ Então iremos à sua casa.





2


    Meu nome é Eduardo, sou detetive particular. Essa manhã uma bela mulher me procurou para tentar resolver um caso, eu falo tentar pelo fato que nem sempre consigo resolver um, não por eu ser um detetive medíocre, e que tem caso que não tem solução, estão alem do meu alcance. Fui convidado para ir à casa da minha cliente. Em seu primeiro relato, ela disse-me que teria ouvido sussurros e às vezes gritos no interior de sua residência, mas que ela mesma não saberia de sua origem. Ela me pediu que eu fosse disfarçado de alguma coisa, sugeri para ela como um investigador de seguro de imóveis. Ela concordou e disse-me que o marido dela (infelizmente essa beldade era casada) saberia o meu motivo de estar na casa deles.
      Passaram algumas horas, dirigi-me a casa da bela, para fazer as minhas investigações. Chegando ao local deparei-me com uma bela residência. Tentarei ser o mais detalhista possível, pois a casa merece uma atenção em especial, ela em si era uma residência suntuosa, de encher os olhos, ocupava todo um quarteirão de uma área residencial de um condomínio de luxo, com fachadas amplas, janelas que acompanhavam a sua beleza, um amplo jardim que era cultivado com belas roseiras, As espécies de rosas cultivadas eram dobradas, isto é, com flores de múltiplos arranjos de pétalas, as flores tinham o cálice formado de cinco sépalas e a corola matizada com cinco pétalas e numerosos estames. Apresentavam-se ora isoladas, ora em cachos. Suas cores variavam do branco ao vermelho-escuro e inclui tonalidades amarelas, rosadas e purpúreas. Amarelo ou vermelho-vivo, o fruto era um receptáculo carnoso que envolvia os carpelos. Que eram apreciados pelos pássaros, deles também se fazem geléias e vinhos. Eu me empolgo, quando sei de certo assunto. Mas mesmo com tanta beleza a morada me passou um sentimento negativo, senti que algo de errado tinha naquele  recinto.
        Dirigi-me à entrada da casa, apertei a campainha, demorou alguns segundos, mas logo estavam à porta. Quem me recebeu não foi uma criada qualquer, e sim uma serviçal completa, era uma beldade vestida de doméstica, fiquei contemplando a bela por um instante, ela não deixava nada a desejar à dona da casa.


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        Logo estava dentro da casa, identifiquei-me e disse que estava a mando do dono da casa para fazer um serviço de investigação de seguro. Este álibi sempre me servil, e nunca me falhou. Dentro da casa senti uma presença diferente, algo no ambiente me fez pensar assim, mas logo esqueci, pois a serviçal estava me acompanhando.
          Não sei se sou um ninfomaníaco, ou um admirador compulsivo do gênero feminino, a verdade e que qualquer mulher meche comigo. Mas deixando de delongas vim aqui a trabalho, e é nisso que tenho que me concentra. Perguntei para a serviçal, onde se localizava todos os ambientes da casa, pois devia averiguar um por um, para tirar minhas conclusões, e quem sabe formular algumas hipóteses A empregada me orientou direitinho.
O primeiro aposento que verifiquei foi a  cozinha, não sei por quê? Talvez por eu ser um grande apreciador das delicias da gula, como sou da lá bela femme Na cozinha não encontrei nada de extraordinário, apenas um ambiente de classe alta de preparos de gêneros alimentícios, também pudera o que eu iria encontrar em uma cozinha? Deixando a cozinha de lado fui  à sala de espera, uma grande área com belos tapetes, quadros lindos, um ambiente agradável. No canto da sala, quase na entrada entre a conexão de uma escada que leva aos andares de cima com a sala de jantar, havia uma estatua de um homem possuindo uma mulher, a escultura, pode ser uma cena obscena, mas  observando com mais atenção percebei que a estatua era uma bela arte de união de corpos, eu posso ser cúmplice em dizer isto. Quando eu ia deixando a sala, resolvi olhar mas de perto a escultura, olhei atrás dela, em todos os seus orifícios e detalhes, até os mais difíceis de perceber, não achei nada que pudesse me dizer algo, resolvi levanta - lá, para a minha surpresa achei um envelope debaixo da estatua. Que sorte a minha, ou talvez...algo...


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Como eu estava dizendo, algo está me ajudando, me orientando. O envelope que encontrei debaixo da estatua, foi de grande ajuda para um pequeno entendimento do caso de D. Vera, algo muito errado ronda esta residência, e eu vou resolvê-lo, mas tenho que ficar em alerta, com todos os meus sentidos ampliados.
Fui para o quarto do casal. O local a meu ver, o mais sagrado, não no sentido religioso, pois não sou adepto de tais parvoíces  ritualísticas. O quarto era um local ímpar, provavelmente quatro vezes maior que o meu cubículo. Ele todo decorado com quadros e várias esculturas,  uma bela cama, e com certeza a maior que eu  vi em todo a minha vida, e olha que já vi algumas, mas nenhuma com mais de três metros de comprimento, tapetes com espessuras que cobriam os meus pés, tudo muito bonito. Se aparência falasse alguma coisa, tenho certeza de dizer que o  casal é muito feliz entre essas quatro paredes. O quarto não me dera nada. Com esta casa deste tamanho, os lugares que olhei, já estava ficando se opção para a minha investigação.
A empregada veio até a mim, perguntou-me se eu queria algo para beber ou comer, disse que aceitaria um copo  com água, pois com o tamanho da casa acabei ficando com sede, perguntei lhe onde eram os quartos de dormi dos serviçais. Ela no momento não entendeu, ou talvez estivesse tentando disfarçar, mas incesti e ela cedeu. Levou-me até os seus aposentos, não era nada parecido com o quarto do casal, fez lembra o meu.  Cada empregado tinha o seu quarto, no momento estava no quarto da serviçal. Era muito arrumado por sinal, e tinha um olor singular, era o perfume da moça que estava ao meu lado, o quarto todo estava impreguinado com o seu aroma, e uma coisa que fica guardado em minha mente, são as fragrância.
A serviçal não me deixou um segundo sozinho no quarto, parecia-me que ela estava preocupada com alguma coisa, olhei para ela, talvez percebendo que eu desconfiava de algo, retirou-se do quarto, me deixando sozinho para uma investigação mais detalhada. Vasculhando o seu guarda-roupa, encontrei um vestido parecidíssimo com qual a  D. Vera foi até o meu escritório, o vestido conferia com todos os detalhes, falo isso por que olho bem os meus clientes e se tratando de mulher, minha observação e mais detalhada. Guardei o vestido no exato momento que a serviçal retornava, agradeci-lhe pela atenção e hospitalidade e me retirei da casa, mas antes dizendo que voltaria para mais umas investigações, pois o seguro exigia mas detalhamento de todo o ambiente.
 


5


No meu escritório, tentava juntar todas as peças desse quebra-cabeça. Quando estava na casa, não presenciei nada fora do normal, nem vozes nem gritos, só uma sensação estranha. Mas a serviçal não me sai da cabeça,  adormeci com os meus sonhos e pesadelos. Em meus sonhos Vera veio me acalantar, dormi em seus seios fartos, sentido o seu aroma,  ela me dizendo no ouvido para eu tomar cuidado,  não queria que nada de mal acontecesse comigo. Em meus pesadelos vi uma roupa de serviçal, muito atraente em um corpo escultural, mas nada amigável, não lembro do rosto, mas sim do que ela tinha em sua mão, uma grande faca, tipo aquelas de açougueiro. Ela estava vindo em minha direção, acordei assustado, estava todo molhado de suor.
Já era de manhã, e mas uma vez acabei dormindo no sofá do meu escritório. Já estava ficando acostumado com as dormidas em minha sala. Mas do nada comecei a  sentir um cheiro no ar, uma fragrância  boa,  o perfuma lembrava-me  de Vera, mas eu nem  sabia qual era o seu perfume. Com o sonho que eu tive de noite, fui forçado a ir para umas lembranças minha.
 Lembro-me de um caso em que eu não consegui resolver. O ocorrido foi em Recife, capital de Pernambuco, estava eu de passagem pela cidade, e fiquei em uma casa de um amigo, sou nome é Alexandro. Falei para ele que estava de passagem, pois tinha sido chamado para uma conferência de detetives particulares realizado em Manaus, aproveitei a oportunidade e passei na casa de meu conhecido.
Com o desenrolar do papo, ele me perguntou sobre os meus casos, ele sabia de alguns que eu tentava resolver. Falou-me de um caso que estava acontecendo em Pernambuco, ele perguntou se eu não estaria interessado em investigá-lo. No momento não dei muito interesse, pois não estava a fim de me envolver em caso nenhum, após alguns insistentes pedidos de meu amigo, resolvi aceita-lo, mas logo lhe dizendo que talvez não fosse fácil. Ele me respondeu com um gracejo. Falando que   nem todos os meus casos são fáceis.
Meu amigo explicou-me que o ocorrido estava se dando nas estradas de terras que levam as fazendas de varias áreas, ele me explicou que uma mulher aparecia sempre para algum homem que ali estava de passagem, lhe dizendo que queria uma carona para determinado lugar. Quando a vitima punha no cavalo ou no carro, a mulher atacava, quase sempre as vitimas escapavam, passando apenas um susto, mas teve caso em que quatro pessoas morreram de causas estranhas, os médicos sempre diagnosticavam como sendo um ataque cardíaco, mas as pessoas nunca acreditavam.
Falei para Alexandro que na manhã seguinte iria dar uma investigada no assunto, no momento estava muito cansado, e queria descansar um pouco, ele concordou, e se prontificou em me ajudar no caso. Naquela mesma noite tive um sonho com uma mulher muito linda, ela me convidava para deitar em sua cama, com gestos sensuais, mexendo com eu seu corpo e por impulso o meu também. O que achei mas estranho e que ela fala comigo em minha mente, ela me seduziu com palavras doces, e ao mesmo tempo voluptuosas. Estava tão enfeitiçado pela  mulher ( também comigo não precisa tanto, sou um sujeito muito carnal) que logo estava esparramado em sua cama recebendo todo tipo de carinho e outras coisinhas a mais, fechei os meus olhos e quando eu abri, a mulher linda já não estava mais no meu lado, o que estava bufando encima de mim era um monstro em forma de mulher, acordei assustado e muito suado. O resto da noite não consegui pregar os olhos.
Não dormi o resto da noite, mas de manhã já estava pronto para a minha inquirição. Sobre a quimera, não falei nada para o Alexandro. Ele me explicou como chegaríamos ao local indicado pelas as vitimas. Fomos em um jipe de propriedade de meu amigo, o carro em questão era mais bem adequado na situação, levamos barracas e um pouco de mantimento, para o caso de passarmos mas de uma noite no local, não que eu queira, também levamos lanternas e um lampião a gás para uma eventual falha dos aparelhos de iluminação.
Chegamos ao local cedo para podermos arma às barracas, arrumamos as coisas que tinham que ser organizadas, traçamos um plano emergencial incluindo um plano A e um plano B. No plano A, ficou acertado que iríamos andar pelas estradas em que foi ocorrido a aparição da mulher, se fosse verdade e claro, por que a maioria dos casos em que investigo, sempre tem uma mão de um ser vivo, e em outros casos... deixa pra lá. Se fosse uma pessoa que estiver assustando estas pessoas tentaremos resolver a situação, o plano B e pro caso de ser o que não é verdade ser, então o plano B só na hora para pensarmos.
 Enquanto esperávamos a noite cai, Alexandro me contou o que tinha acontecido com a mulher. O seu relato foi assim. Há uns 30 anos atrás uma mulher foi estuprada, humilhada, espancada, defecarão em seu rosto fizeram todo tipo de maldade e por fim foi morta enforcada em uma árvore, nunca pecarão os criminosos, sabe-se que foram três. A moça era muito bonita, por onde ela passava chamava atenção de todo mundo, principalmente os homens, que não tiravam os olhos de suas ancas. Muita gente na cidade tinha inveja de sua beleza. Dizem que ele voltou para castigar as pessoas que fizeram isso com ela, e também as gerações de respectivas pessoas.
Enfim a noite chega, nos preparamos para fazer nossa diligencia. Por volta de 21: 00 horas saímos com o jipe, andamos por varias estradas, às vezes deixávamos o jipe estacionado em um ligar e irmos andar a pé, andarmos por horas, e nada de anormal aconteceu com nos dois, decidimos voltar para nosso acampamento, pois já estávamos esgotado com as caminhadas.
Era três da manhã quando chegamos ao nosso acampamento, quando estávamos descendo do jipe, Alexandro notou algo estranho no local, quando saímos para nossa diligencia, tínhamos apagado a fogueira e desligado os lampiões, mas na minha barraca o meu lampião estava acesso, notamos também que tinha alguma coisa dentro dela, pois a mesma estava movimentando-se. Fomos bem devagarzinho em direção à barraca, não vou falar que nos dois estávamos morrendo de medo. Chegamos perto da barraca e disse para Alexandro, abri a barraca, ele concordou um pouco aliviado, acho que ele não queria entrar na barraca. Ele começou a abri bem devagar, quando estava na metade, pedi para ele esperar um pouco, presisava criar mais um pouco de coragem.
Alexandro começou a abri a barraca, só que ele abriu rápido de mais, e eu tive que entrar num supetão. Dentro da barraca foi tamanha a minha surpresa, não esperava encontra aquilo  lá dentro, mas que coisa horrível, não dava para acreditar. Chamei o Alexandro que por motivo de medo permanecia do lado de fora, ele entrou com cara de espanto, também não acreditava no que estava vendo. Em meio as minhas coisas, que estavam esparramados por toda a barraca, e bem no centro onde eu tinha colocado o meu colchonete, estava aquilo, que coisa horrível, encima dele repousando confortavelmente,  um lagarto  enorme dormia, os mantimentos fora comidos por ele, não só comeu como fez uma bagunça no local inclusive ele tinha defecado bem em cima do meu colchonete. Alexandro suspirou, pois o que viu não era aquilo que estava pensando em ver, diante da situação me sugeriu que fossemos dormi na barraca dele, e por sinal ficaria mais tranqüilo.
Entremos na barraca de Alexandro, deu para perceber que ele gostou e muito de eu ter ido passar o resto da noite com ele. Tentamos dormir um pouco, mas depois de uma hora de sono, algo nos acordou. Primeiro foi um vento forte, que sacudiu a barraca toda, depois começamos a escutar uns gritos que viam de longe, mas com o passar do tempo, parecia que estava mais perto. Os gritos cada vez mais perto de nos, dava para sentir que tinha algo lá fora, sugeri para o meu amigo que fossemos dar uma olhada, de imediato ele não concordou, pois estava visivelmente em choque, dei-lhe uns tapas para ele voltar ao estado normal. Fomos os dois para fora, mesmo com o lampião ligado não dava para ver muito a nossa frente. Alexandro deu um salto de lado, quando algo lhe roçou o braço, ele queria corre para qualquer direção, mas forcei-o a ficar do meu lado. Começamos a andar a esmo  para vermos algo, para sabermos o que estava nos passando aquele medo, notei que viam uma coisa em nossa direção, não dava para vermos o que era, pois estava muito escuro, mas mesmo assim, aquela coisa estava vindo, chegando mais perto. Alexandro estava quase entrando em choque de novo, não vou falar que eu também, pois estivesse com vontade de urinar, teria feito naquele momento.
Vou tentar ser o mais verossímil no meu relato, de como eu vi e entendi o que
 vi. No dicionário tem um significado do que eu quero falar, fantasma: imagem ilusória, visão apavorante, suposto reaparecimento de defunto, em geral sobe forma indefinida, assombração, espectro, aparição, sombra, visagem e visão, tudo isso esta relacionado a fantasma, mas digo, o que vi foi alem do que estar escrito em um dicionário. A forma, vamos chamar assim por enquanto, chegou perto de nos dois, se a madrugada faz frio, imagine um frio associado com calafrios, isto nos estávamos sentindo com muita intensidade. Primeiro a coisa chegou como luz, em pouco tempo foi tomando a forma de uma mulher, dava para perceber que ela era bonita, mas o medo era maior  que qualquer outra coisa. Ficamos parados, sem saber o que fazer, tentar Fuji era inviável, pois como fugi de um fantasma, Alexandro meu amigo estava duro feito pedra do meu lado, mas mudo que uma porta, der repente o espectro começou a flutuar em redor de nos, fazendo círculos, varias e varias voltas, e em meio a essas voltas eu comecei a escutar um som, era uma voz feminina, ela estava querendo conversa comigo. Parou de repente de fazer círculos, e botou o que parecia um rosto bem na minha cara, senti um frio percorrer todo o meu corpo, não desmaiei por sorte. Ela parada bem em minha frente, começou a falar, sua voz parecia que via de um outro lugar, não do que estava em minha frente, via de longe, muito longe, mas mesmo assim eu escutava bem. O espectro perguntou-me o que eu estava fazendo alie se eu tinha medo dela. Falei que estava à procura de um fantasma de uma mulher que via assustando umas pessoas nessa área, também falei que eu tinha medo, mas que no momento tinha passado. Ela assentiu com a cabeça, e me mostrou uma direção, dizendo para que eu fosse lá, sozinho que ela queria me mostrar uma coisa, aceitei o convite e fui ao local indicado pela aparição.
Deixei Alexandro duro feito uma estatua onde estávamos. Ele estava vivo só que em estado de choque. Fui ao local que a alma ame indicou, caminhei seguindo uma luz, andei por uns 30 minutos e chegamos ao local, a luz tomou forma de uma mulher de novo, e veio em minha direção, fiquei com medo, pois agora estava sozinho com o espectro. Em minha mente as palavras foi tomando forma, ela agora estava em minha cabeça, começou a me explicar tudo, vou tentar passar o que ela me passou.
O nome dela em vida era Maria, muito bonita e desejada por todos, certa vez andando por estas estradas encontro o que vira a ser o seu destino cruel. Quis o destino que ela morresse nas mãos de uns três homens, mas antes de morre jurou que voltaria da morte para vinga-se de seus  assassinos, durante muito tempo ficou vagando, mas nunca achou que teria feito isso com ela, o seu espectro não podia sair de um determinado local, pois estava presa nele, tinha que esperar  aparecer pelas estradas marcadas, o local onde eu estava teria sido onde ela fora estuprada e morta, dissi-me também que estava cansada de ser um espectro errante, e queria minha ajuda, pois ela sentiu que eu teria sido o único homem que não transmitisse medo e repulsa por ela, achava que eu podia ajudá-la. Concordei, mas lhe dizendo como eu faria para ajudá-la. Ela me explicou para eu chamar um homem de fé naquele lugar e pedisse para que benzesse e fizesse uma  oração peça minha alma, pediu-me, por favor, que não deixasse de cumprir, falei que nem morto deixaria de cumpri o seu pedido. Ela me prometeu que nunca mas, iria assustar ninguém, queria descansar em paz, perdoando os seus algozes.
Retornei onde estava Alexandro, ele já estava caído no chão, acordei, dando uns tapas em seu rosto, falei tudo o que tinha acontecido comigo, o pedido que a mulher me vez, e a sua promessa de ficar em paz, Alexandro concordou, e no outro dia já estávamos fazendo o que foi pedido. Nunca mais tivemos noticias de assombração naquelas estradas de Pernambuco, a Alexandro, às vezes me liga dizendo que tem outros assuntos por lá para resolvermos, desconverso e falo para ele que em breve retornarei lá, mentira não quero pisar tão cedo em Pernambuco.
Deitado no sofá do escritório repassei tudo o que eu tinha visto; a) a carta de baixo da estatua, onde metade do caso está. ; b) a roupa que encontrei no armário da serviçal... der repente comecei a sentir o aroma de novo, era o perfume de Vera. Na minha porta ouço três batidas, deixo passar um tempo, bate de novo. Vou atender a porta, quando abro, caio duro no chão...


6

Estava caído no chão, quando uma mão macia me ajudou a levantar, pensei comigo que espécie de homem eu sou para desmaiar, por qualquer coisa, ai lembrei o motivo...
Em minha frente estava uma Deusa. Uma linda mulher, uma mulher graciosa com belas curvas que a natureza lhe deu. Ela me deu um sorriso, todo o meu corpo estremeceu, diante daqueles belos dentes. A mulher que me acolheu do chão era Vera. Meio cambaleante, perguntei para ela, o que estaria fazendo no meu escritório?
- Ola Eduardo! Prazer e revelo também.
- Desculpe-me Dona Vera.
- Já lhe dize para deixar de formalidades comigo.
- É o hábito da boa educação, que não me deixa ser mais intimo.
- Acredito que você aprende com o tempo. Via aqui lhe perguntar como foi à visita em minha casa?
- Vera, alguma coisa está acontecendo em sua casa, mas eu acho que não tem nada a ver com as suas visões, os gritos que você escuta.
- Como não tem nada a ver. Eu escuto sim, todos os dias. Você acha que eu e4stou ficando louca?
- Não é nada disso. Só estou dizendo que eu estive no local e não encontrei... não escutei nada de anormal.
- Você foi durante o dia, não foi?
- Sim. Fui durante o dia, esperei uma ausência de seu marido. Por falar nisso tem uns três dias que eu estou nessa investigação, com as campanas que dei em sua casa, nem um momento via a sua presença, e do seu marido. Você pode me explicar isso.
- Estávamos uns dias na nossa casa de campo.  Para eu poder fugi um pouco da loucura dê minha casa.
- Sim, entendo. Fale-me um pouco de seu marido, e se puder também do seu casamento.
No momento Vera achou estranha a pergunta, mas logo estava falando do marido e do casamento.
- Meu marido e um homem muito importante, ele é um empresário no ramo de lavanderia hospitalar. Presta serviço para vários hospitais públicos e tantos outros particulares. Não é um homem ciumento, pelo que eu me lembro nunca deu crise de ciúmes, nem quando éramos namorados. É um pouco exigente, isso sim. O controle que ele tem sobre mim, e para sempre ser bela. Enche-me de presentes caros, jóias, sempre as mais belas e caras.
- Seu marido deve gostar muito de você!?
- Eu acho que você não entendeu o que eu falei. Disse que ele me queria sempre bela, mas não por amor, e sim para mostrar para os amigos, famílias em fim a sociedade em geral. Como se eu fosse um mero objeto, nada, mas do que isso.
- Quer dizer que ele não te ama? “ Mulher carente, e uma presa fácil.” pensei com os meus botões.
- Sim ele não me ama. Acho eu que ele também tem uma amante. É outra coisa que eu quero que você descubra para mim.
“ Tenho quase certeza que o marido dela tem uma amante” _ Pode deixar, vou descobrir isso também.  Vera, você aceita um pouco de café.
- Aceito sim. Já estava na hora de você me oferecer alguma coisa, não é.
- Desculpe-me e que você chegou assim tão der repente, que eu não soube o que fazer. Vou ali dentro prepara um cafezinho para nos dois, Ok!
- Tudo bem eu te desculpo, prepare lá o nosso café.
Fui preparar o café, era coisa simples e rápida, pois eu estava acostumado a tomar  Nescafé. Preparei duas xícaras e levei ate a sala, quando cheguei, ela não estava mais lá. Foi questão de um minuto, ela saiu sem fazer nem um barulho. Nem a porta eu escutei abrir e fechar, que coisa mais estranha. Tomei os dois cafés sozinho e pensando nos meus próximos passos. Terei que ir à casa da Vera à noite, entrar na surdinha. Vou preparar tudo para essa noite, mas primeiro vou tirar uma soneca.
À noite fui ate a casa de Vera. Durante o dia o local é muito simpático, mas à noite o lugar me dava arrepios, vários calafrios percorreram a minha espinha. A casa parecia deserta. Acho eu que estavam todos dormindo, já passava um pouco das 23h00min horas. Localizei um lugar para entrar. Um bom lugar foi o quarto de visitas. Deserto e sem perigo de eu encontrar alguma pessoa. Entrei no quarto com passos de um felino caçando sua presa. Dei por mim que o quarto era bastante assustador, espalhado por toda parte, diverso quadros com temáticas fúnebres. Se eu já estava com medo imagine depois dessas visões. Fui para a porta, abri bem devagar, dei uma olhada para, não vi ninguém, já estava louco para sair de dentro do quarto.
Comecei a minha investigação por todos os quartos de cima. Fui ate o quarto do casal, notei que eles não estavam. Aproveitei  a oportunidade pra da uma busca mais detalhada. O quarto por ser um pouco grande, ir dar um pouco de trabalho. Resolvi começar por onde eu tinha terminado na ultima vez em que estive aqui. Dei uma geral mais detalhada no guarda-roupa, se uma coisa estivesse escondida seria lá.


Continua...
EDGE NOGUEIRA
EDGE NOGUEIRA
Enviado por EDGE NOGUEIRA em 18/06/2005
Reeditado em 18/06/2005
Código do texto: T25716
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Sobre o autor
EDGE NOGUEIRA
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