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UM CASO ESTRANHO 1.

Não questiono nada na forma, nem no conteúdo, nem na crença, nem no futuro, nem no passado; sou do presente e do material. De repente assombrou meu sonho este depoimento sem sentido.

“Iscutaqui meu fio, num apense que tudo se passô assim tão faci não.Nu cumeço era por demais difici, as arma sufria mermo. Nois se acheguemo aqui sem nada. Tinha acabado tudo de cumê nos caminho desta tria que abrimo no machado e facão, no suó, padecendo que nem dá gosto de lembrá. Era bicho de tudo o jeito, dos pequeno dos maió. Bugre nois não viu mas sabemo que espiavam nois, dava pra escuitá. Ocê nasceu no mato meu fio, nas beira de um riaçhão. Tua mãe gritô três dia sofrimento de matá. Matô mermo não parava de
sangrá. Tá cismado? Vai lá, há de ter uma cruzinha bem debaxo de um pinhero, lugá bom pra se rezá. Adispois vorta pra casa este aqui é o se lugá.”

Não comentem com ninguém. Não quero acabar no divã de um psiquiatra.

Ps: Nasci em maternidade e minha mãe ainda é viva.
Humberto Bley Menezes
Enviado por Humberto Bley Menezes em 14/10/2006
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T264266
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Sobre o autor
Humberto Bley Menezes
Curitiba - Paraná - Brasil
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