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Você que saber? 1ª parte

...Vai abre ai... Começa você... Tá bom pode deixar... Se você não gosta de contos e estórias onde tudo dá errado. Então não comesse a ler esse que é uma das mais terríveis e horripilantes estórias ou histórias, já lidas antes por alguém. Curioso? É eu também fiquei. Mas, espera ai. Para agora! Quem avisa amigo é! Pois esse é um conto fora do normal, fora de série onde as desventuras que, sobre caíram em uma tradicional família de classe média alta, já em sua primeira geração as persegue por muitas e muitas gerações. Vou lhes dar mais uma chance de parar agora mesmo de ler esse conto... Você ainda ta aqui, lendo? Olha! Eu não quero ser... Ser... Ser aquele que tirou o seu sono e acabou com a sua paz de espírito. Essas desventuras não são nada comparadas a qualquer coisa que você já tenha presenciado nessa sua misera vida terrena. Eu? Sendo arrogante? Você não viu nada ainda! Nossa estória não fala de amores ou palavras melosas, ditas a uma outra pessoa, na vivacidade da paixão. Eu nem poderia estar contando isso a vocês. Sabe o que é? E que acho que estou sendo observado, de alguma forma por alguma coisa ou alguém. Ah você ta rindo é? Deixe estar que uma hora dessas, você também vai ter essa mesma sensação. Essa sensação que eu estou sentindo agora. Você sabe qual é? Aquela que seus pés começam a ficar gelados e seus dedos perdem um pouco da sensibilidade nas pontas... Sabe aquele frizinho que você sente na espinha, é... Como se alguém tivesse assoprado nela! Nossa que isso? É... essa mesma! Mesmo assim, você quer continuar lendo? Ah... Ah. Não sei não hem, não é você que esta aqui na minha pele... Não... Não vou mais... Não, não insista, por favor... Tá bom. Você me convenceu! Vou continuar... Tá... Tá... não vou mais te interromper com sua leitura. Doido, maluca... Oi? Nada. Nada não.

As tragédias são marcas constantes na vida dessa família. Do início ao fim de nossa macabra história, sim! Eu disse história. Há, eu já ia me esquecendo de disser. Não... Que?... Nada disso não, pode continuar só que... É muito triste mesmo. Você não ta entendendo! Da tudo errado, ta tudo errado nela, principalmente com os filhos do casal Brorman. Já falei sobre os meninos? Não? Tudo bem. O senhor e a senhora Brorman tinham três filhos, duas meninas e um menino, a mais velha tinha um grande talento nato, que era o da criação. A menina era um Einstein de 14 anos com saias, se é que podemos por assim dizer? Ela tinha uma mania que logo você identificava quando ela estava inventando alguma coisa. Tirava sua pulseira lilás do braço direito e colocava no cabelo de forma que o amarrasse, fazendo um rabo de cavalo. Posso dizer que era como uma chave de ligar a engenhoca. E não havia ninguém melhor para testar seus maravilhosos inventos que seu irmão do meio, um menino calado de olhar e semblante baixo, meio Quasimodo com uns óculos que mais parecia um fundo de garrafa de champagne. He.he.he. Ele odiava que alguém lhe caçoasse. E as meias? Nossa... Alias não me lembro de ter ouvido dizer algo naquela ocasião em que... É, ta certa. Com uma visão fotográfica de dar inveja a muita máquina gravadora. Guardava tudo o que via e lia. Era uma enciclopédia ambulante. E para completarmos a família, a pequenina ruiva. Uma menininha de quatro anos de idade, com um ar todo angelical, más com uma força sobrenatural para uma menina da sua idade. Realmente eram uma família meio fora do normal. Não sei bem te dizer ao certo o que era. Só que dava medo... Tinha hora que..., nossa... da medo mesmo, né?

Continua...
Leonardo Vivaldo
Enviado por Leonardo Vivaldo em 08/12/2005
Código do texto: T82573
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Sobre o autor
Leonardo Vivaldo
Gama - Distrito Federal - Brasil
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