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Aneleh

Que nome estúpido o meu!
Aneleh,realmente minha mãe não tinha o que fazer quando me deu esse nome...
Mas isso não interessa agora,nem sei por que isso surgiu na minha cabeça,afinal eu tenho que me arrumar,a festa de hoje promete!
As garotas da faculdade disseram que a festa mais esperada do mês e eu vou com o senhor popularidade.Caio e os amiguinhos dele são muito idiotas mas bem que vale a pena esses pontinhos a menos de Q.I.
Continuo pensando no meu nome,por que não paro com isso?
Parace mais um chamado,devo estar ficando louca.Sabia qu enão devia ter ficado conversando ontem com aquele cara no bate-papo,não devia ter escutado seu papo sobre destinos e desgraças.
Torno a pensar em meu nome,droga,chega!
Vou tomar uns calmantes e tudo se resolverá,essa é a noite perfeita e nada poderá estraga-la...Nada.
Ouço batidas na porta,deve ser Nina.
--Neleh você ja está pronta?Vamos logo!
--Tá Nina,eu ja vou,estou procurando minha bolsa vê se ela não tá na sala ok?
--Não é a Nina é a Sarah,minha irmã não está com você?
--Por que deveria?
--É que não a encontramos em lugar nenhum.
Eu abro a porta vendo o rosto assustado de Sarah.
De repente sinto uma tontura e o mundo se apaga.Logo depois vejo Nina,mãos amarradas,de joelhos no chão do campus,olhos vidrados,garganta cortada.
Tudo se apaga novamente.
Tento correr ainda assustada pela visão que tive de Nina,não consigo me mexer,estou me afogando.Socorro!
--Lucy!Me ajuda Lucy,estou me afogando!
Ela não me escuta,está de costas para mim,tento vira-la...De seus olhos escorre sangue,ela não tem mais olhos!
Meu Deus o que está acontecendo?!
Socorro mataram minhas amigas,socorro!
Tudo apaga.
Estou numa cama,minhas mãos estão presas,alguém chora baixinho ao meu lado,não consigo ver quem é,minha cabeça está presa.
Alguém grita atrás da porta,socorro!É a voz de Júlia,socorro estão matando minha amiga!
Tudo se torna escuridão.Flash de minha mente.
--Fica quietinha,vai acabar rápido querida,não grite...
A faca encosta em meu umbigo,não consigo senti-la,estou morrendo sem sentir!Socorro!Socorro!
Abro os olhos,onde estou?
Tudo é tão claro aqui,tem câmeras aqui,socorro!Ele vai me matar,socorro!
Bato na porta mas o vidro não quebra,socorro!Me ajudem!Tem alguém me ouvindo?!
--Então doutor como ela está?
--Igual,continua gritando e pensando que voltou a cabana...
--Mas não se pode culpa-la,coitadinha,afinal foram cinco dias de tortura física e mental.E as amigas dela?
--Ela conseguiu salvar Sarah e Julia mas a primeira teve a lingua cortada e está em coma no hospital.A segunda teve os olhos arrancados mas ja se recupera.
--E as outras doutor?Não eram 15?
--Todas mortas,mutiladas,foi um trabalho de cirurgião.Quem quer que tenha feito isso sabe o que está fazendo...
--Quer dizer que ainda não o encontraram?
--Não,mas Aneleh quase o matou.
--Como assim?
--Ela estava com isso nas mãos quando a encontramos.
O médico se vira e pega algo na mesa.Ao mostrar para a enfermeira esta quase desmaia.Nas mãos ele tinha nada menos que a pele da face do assassino,tirada cuidadosamente pela única que vira seu rosto.
Aneleh gritava em seu tormento...
Hell
Enviado por Hell em 19/04/2005
Reeditado em 20/04/2005
Código do texto: T11961

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Sobre a autora
Hell
Maringá - Paraná - Brasil, 26 anos
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